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quarta-feira, 13 de agosto de 2025

“Escrito Para a Eternidade”

Revista do Inter - Edição 109
Ao organizar as imagens das matérias para compor este texto não imaginei que coincidentemente a primeira chamada seria essa: “Escrito Para a Eternidade”. E é assim que começo esse texto, dando aos leitores a certeza de que a história do Sport Club Internacional foi escrita para a eternidade. Este blog, como espaço de memórias históricas do universo desportivo colorado, tem o compromisso de relembrar publicações da extinta Revista do Inter, periódico que foi publicado pelo Sport Club Internacional de 2004 até 2016. Publicada como Revista do Inter: Alma Colorada, nos primeiros anos e posteriormente só como Revista do Inter, este periódico tinha em média 26 páginas de muito Internacional. E em meio as notícias do momento havia o espaço para a história do Clube do Povo. Hoje a Revista do Inter é uma das muitas fontes do imenso acervo do Núcleo de Memória Colorada – formado pelo arquivo histórico, biblioteca e museu. Memória do Inter um espaço de pura história Colorada.

Revista do Inter - Edição 110

Revistas do Inter - Edições 101 e 103
Revista do Inter - Edição 104

Revistas do Inter - Edições 111 e 115

Revista do Inter - Edição 110
Revistas do Inter - Edições 98 e 107

Texto: Ana Bicca - Bibliotecária Inter
Pesquisa: Yzara Menegaz - Arquivista Inter

Fontes:
Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil - FECI/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional



sexta-feira, 18 de março de 2016

60 anos da conquista do Pan-Americano do México pelo Brasil

A seleção brasileira jogou sua primeira partida em 1914, mas só ganhou o seu primeiro título no exterior em 1952, no Pan-Americano do Chile. Na sua segunda conquista do grupo de 1956 do Pan-Americano do México, 08 dos 22 jogadores eram do Inter: Florindo, Odorico, Oréco, Jerônimo, Luizinho, Bodinho, Larry e Chinesinho.
Foi uma campanha invicta de quatro vitórias e um empate em cinco jogos, com apenas 5 gols contra e 14 a favor, um de Ênio Andrade do Renner, um de Raul Klein do Floriano de Novo Hamburgo, e os outros 12 de craques do Internacio­nal - Larry e Chinesinho quatro de cada, Bodinho três e Luizinho um.
E você poderá ficar mais por dentro deste campeonato, lendo o excelente trabalho realizado pelo Eduardo Valls, na obra "1956 Uma epopeia gaúcha no México". Obra que se encontra a disposição no acervo da Biblioteca Zeferino Brazil.

" Para os que estiveram lá, parece que foi ontem. Para muitos - principalmente para as novas gerações - o ano de 1956 deve ser tão longínquo quanto a época do futebol chinês.
Independente do tempo, a conquista invicta do Pan- Americano do México ressurge agora em detalhes. São histórias de um humanismo contundente, de um humor ingênuo e surpreendente, de lances magistrais de nossos atletas e também, e por que não, da tradicional malandragem brasileira.
O Rio Grande do Sul aceitou o desafio de representar o Brasil e foi ao combate.
No campo adversário: argentinos, peruanos, chilenos, costarriquenhos e mexicanos.
Na volta para casa o caneco veio junto."




Ênio Andrade, Figueiró e Raul Klein na companhia dos mariachis

Em pé: Valdir, Oréco, Florindo, Ênnio Rodrigues e Duarte. 
Agachados: Luizinho, Bodinho, Larry, Ênio Andrade, Chinesinho e o massagista Bisacardi

O capitão Ênnio Rodrigues faz a entrega simbólica do troféu Jarrito México ao presidente Juscelino Kubischeck, no Palácio do Catete. 


Curiosidade retirada do livro:
"A partida assumia requintes de dramaticidade. O capitão Énnio Rodrigues lesionou-se e precisou ser atendido pelo médico Derly Monteiro e o massagista Moura atrás da goleira de Sérgio. Quando Félix Castilho, sempre ele, driblou dois adversários e entrou área adentro para marcar o gol de empate, Moura atirou a maleta do doutor Derly na bola, fazendo com Que o habilidoso ponteiro peruano se perdesse na jogada. O sururu foi geral. Os peruanos queriam a prisão perpétua do massagista brasileiro. Houve troca de empurrões entre vários jogadores, e a pequena área ficou cheia de mercúrio, éter, iodo, algodão e vela. O árbitro não sabia o Que marcar, já que o livro de regras era omisso nesse artigo. Decidiu, diplomaticamente, pela cobrança do escanteio."




Fonte do texto e das imagens: Livro, 1956 Uma epopeia gaúcha no México. Eduardo Valls. Editora WS RS, 2005. Obra disponível no acervo da Biblioteca Zeferino Brazil.