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quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Porque casamata? E outras metáforas do futebol!!⚽⚽




Casamata - Estádio Eucaliptos - Foto Acervo Daltro Menezes
Você sabe o que é casamata? E artilheiro ou capitão? As metáforas na linguagem do futebol que tem origem a atividade militar fazem parte do dia a dia de comentaristas, torcedores e atletas.
Casamata - Estádio Beira Rio - Foto Sport Club Internacional
Como não lembrar do nosso eterno capitão? Em 2004, seu primeiro jogo o meia/ atacante que chegava para somar no elenco Colorado. Sua estreia no GRENAL, jogo valendo pela Copa Sul Americana. Foi com o gol 1000 em GRENAL que Fernandão começou a construir sua trajetória vitoriosa.
Fernandão comemora o gol 1000 - Beira-Rio, 10 de julho de 2004 - Foto de Mauro Vieira
Carlitos foi o grande goleador do Rolo Compressor, atuando durante 14 anos, marcando 485 gols e o maior artilheiro da história dos Gre-Nais. Sempre brincalhão, chegou a prender a camiseta do jogador adversário no gancho da rede. Autor de um eterno e memorável feito na história colorada, o "Gol do Plano Inclinado". Fiel ao clube, jamais defendeu outro time em sua longa carreira.

Fonte da imagem: Detalhe de página - Revista Colorada/Edição nº6 Jul/Ago-1958 - Biblioteca Zeferino Brazil/FECI

Buscamos ilustrar esta postagem com um texto que aborda o futebol além das quatro linhas!
Esse artigo de João Machado de Queiroz acessado em:
https://www.monografias.com/pt/trabalhos2/metaforas-linguagem-futebol/metaforas-linguagem-futebol2.shtml é uma adaptação de um capítulo da tese de doutoramento, apresentada na Unesp, Campus de Assis –SP, intitulada Vocabulário do Futebol na Mídia Impressa: o glossário da bola.

Mesmo que as palavras existentes em um sistema lexical sejam portadoras de acepções diversas, o sentido por elas veiculado situa-se em apenas dois planos: a) significado denotativo e b) significado conotativo.
Para a Semântica Estrutural denotação é o segmento do significado que contém semas genéricos e traços semânticos estáveis, enquanto que a conotação é constituída por semas virtuais, somente atualizados em contextos específicos.
Garcia (1983, p. 161) esclarece a abrangência entre um e outro conceito:
A mesma conceituação pode ser expressa em termos um pouquinho mais claros: denotação é o elemento estável da significação de uma palavra, elemento não subjetivo (grave-se esta característica) e analisável fora do discurso (= contexto), ao passo que a conotação é constituída por elementos subjetivos que variam segundo o contexto.
A seguir, uma seqüência de metáforas relativas ao domínio militar que migraram e se incorporaram, por extensão de sentido, à linguagem do futebol.
Para melhor visualização, esses vocábulos estão apresentados da seguinte forma: o item léxico destacado em caixa-alta. No plano imediatamente inferior (linha abaixo), os significados denotativo (SD) e conotativo (SC). Quando existentes, foram relacionadas situações de parassinonímia.
Encerrando o quadro, a abonação do enunciado, como foi veiculado na mídia, com destaque em negrito para o vocábulo referência.

ARÍETE s.m.
SD Artefato bélico utilizado pelas forças invasoras para arrombar muralhas ou portões de edificações fortificadas.
SC Atacante impetuoso que rompe a defesa adversária.
A Seleção Uruguaia sai mais para o ataque, jogo e tem em Chevanton e Diogo Furlan dois aríetes perigosos. (DSP, Cad. Esp, 17-11-2003 - p. 09)
Nota: Do latim [ariete]

ARTILHEIRO s.m.
SD Soldado que opera peças de equipamento bélico com grande poder de fogo.
SC Jogador que faz muitos gols no transcurso de uma partida ou durante um campeonato. Sinônimo: matador.
O atacante Frontini, 23, artilheiro do Marília no Campeonato Paulista com dez gols, já está falando como jogador do Santos. (FI, /www.futebolinterior.com.br/ 10-05-2005)

BASTIÃO s.m.
SD Parte de uma fortaleza medieval que avança em forma de ângulo saliente, de onde os soldados atiram flechas contra o inimigo.
SC Último jogador do sistema defensivo de uma equipe.
Em termos técnicos, pelo que se tem visto nas últimas rodadas, a coisa começa a ficar parelha, ainda mais depois da saída de Túlio — bastião e ponto de equilíbrio do meio-campo botafoguense. (GB, /www.oglobo.com.br/ - 05-08-2005)
Nota: 1- Do italiano [bastione]
Nota: 2 Vocábulo em desuso.

BATALHA s.f.
SD Combate entre exércitos inimigos.
SC Partida de futebol. Sinônimos: duelo, confronto, guerra.
Os jogadores seguem o mesmo raciocínio do técnico Jair Picerni e apelam para o velho chavão – vencemos apenas uma -batalha. (GE, 22-05-2001 - p. 07)
Nota: Do italiano [battaglia]

BLINDAGEM s.f.
SD Proteção com placas de kevlar para proteger os ocupantes de veículos militares e carros de combate.
SC Sistema defensivo protegido por um grande número de jogadores postados estrategicamente nas proximidades de sua meta.
Apesar da pressão no final, contudo, o Cerro Porteño não teve força para marcar e a blindagem armada por Candinho, que atuou com três volantes e três zagueiros, mostrou eficiência. (UOL, /www.uol.esportes.com.br/ - 03-03-2005)
Nota: Vocábulo formado por derivação sufixal: blindar + agem.

BLITZ s.f.
SD Bombardeio terra-terra e/ou ar-terra
SC Sucessão de ataques de uma equipe sobre a defesa adversária. Sinônimo: bombardeio, carga.
De início, o Corinthians, encetou uma blitz irresistível, perdeu dois gols e, aos 10 minutos, córner da esquerda, Devid de cabeça, rede. (DSP, /www.diariosp.combr/ - 11-04-2002)
Nota: Empréstimo do alemão [blitz]

BOMBA s.f.
SD Projétil explosivo arremessado por peça de artilharia.
SC Chute de grande potência desferido contra o gol adversário. Sinônimos: balaço, canhão, foguete,míssil, torpedo.
Após um bate-rebate na área do Figueirense, a bola sobrou para o meia corintiano, Renato, que mandou uma bomba e acertou a trave catarinense pela primeira vez. (LCE, /www.lancenet.ig.com.br/ - 07-08-2003)

BOMBARDEIO s.m.
SD Ação de lançar artefatos explosivos contra as linha adversárias.
SC Ataques seqüênciados que uma equipe executa contra a defesa adversária.
Sentindo o domínio do adversário, o Bahia intensificou a pressão a partir dos 30min, e promoveu um verdadeiro bombardeio na área bugrina. (PLC, /www.placar.com.br/ - 10-11-2002)
Nota: Derivação regressiva do verbo bombardear.

CASAMATA s.f.
SD Abrigo blindado, em forma de abóbada, que protege os soldados do assédio inimigo.
SC Proteção abobadada, comumente construída de material plástico, que protege do sol, ou da chuva o assento, onde fica a comissão técnica e os jogadores reserva.
Expulso, Somália partiu para cima da casamata adversária, e a vilência foi generalizada, a Brigada Militar entrou em campo e evitou o pior. (ZH, /www.zerohora.com.br/ - 26-03-2005)
Nota: 1- Do italiano [casamatta]
Nota: 2- Trata-se de um emprego restrito à imprensa do Rio Grande do Sul.

CANHÃO s.m.
SD Peça de artilharia.
SC Chute desferido na bola com extrema violência.
Nelinho ficou conhecido mesmo por ser um preciso cobrador de falta, dono de um chute potente, e a fama de seu canhão rendeu até uma inesquecível matéria feita pela TV Globo, em que o lateral chutava uma bola para fora do estádio Mineirão. (GE, /www.gazetaesportiva.com.br/ - 05-02-2004)
Nota: Do italiano [canonne]

CIDADELA s.f.
SD Edificações fortificadas que protegem uma cidade.
SC Conjunto de balizas que constituem a meta. Sinônimos: arco, baliza, meta.
Na confusão do goal, no afã de salvar a sua cidadela, visto que o arco estava desguarnecido por Manuelzinho, Jaminho, num esforço titânico, vai em busca da pelota. (DSP, /www.diariosp.com.br/ - 28-03-2003)
Nota: Do italiano [cittadella]

CONTRA-ATAQUE s.m.
SD Rápida ação ofensiva em resposta a um ataque do inimigo.
SC Situação em que uma equipe sai rapidamente de uma posição defensiva para uma ofensiva.
Porém, na ânsia de chegar logo ao primeiro gol, o Galo abria brechas para o contra-ataque Tricolor, que chegava com perigo na área de Velloso, em jogadas iniciadas pelo armador Carlos Alberto. (GE, /www.gazetaesportiva.com.br/ - 03-09-2003)
Nota: Vocábulo formado pelo processo da composição por justaposição: contra + ataque.

ENTRINCHEIRAR v.i.
SD Proteger-se de ataques inimigos em escavações feitas no campo de batalha.
SC Assumir declaradamente uma postura defensiva, plantando um grande número de jogadores no campo defensivo.
O Cruzeiro saiu em busca do empate, mas o time mexicano se entrincheirou, passou a explorar os contragolpes e o duelo ficou ainda mais difícil. (PLC, /www.placar.com.br/ - 11-03-2004)
Nota: Vocábulo formado pelo processo da derivação parassintética: em + trincheira + ar

ESQUADRÃO s.m.
SD Unidade tática militar.
SC Equipe de grande potencial técnico.
O grande Corinthians mais parecia um time pequeno e diante de um River Plate que, sinceramente, não tem nenhum esquadrão, muito inferior ao River que tinha Saviola, Ortega, Pablito Aimar, sem fazer menção aos grandes esquadrões argentinos do passado. (GE, /www.gazetaesportiva.com.br/ - 01-05-2003)
Nota: Do italiano [squadrone]

ESTAR FORA DE COMBATE sin. v.
SD Ser ferido com gravidade, ficando impossibilitado de continuar combatendo.
SC Deixar de jogar por contusão ou por estar cumprindo pena disciplinar.
O atacante Deivid, que entrou ontem no segundo tempo, foi expulso e está fora de combate para o próximo desafio. (ET, /www.esportes.terra.com.br/-15-02-2001)
Nota: Sintagma verbal expandido.

ESTRATÉGIA s.f.
SD Aplicação de recursos bélicos na planificação de um combate.
SC Exploração de pontos negativos e neutralização dos positivos da equipe adversária, a fim de criar situações favoráveis para uma vitória.
A estratégia montada por Roberto Rojas, com três zagueiros e seis jogadores no meio-campo, deixou Luís Fabiano completamente isolado no ataque. (GE, /www.gazetaesportiva.com.br/ - 06-08-2003)
Nota: Do latim [strategia]

FLANCO s.m.
SD Parte lateral de um exército que está se deslocando.
SC Lado direito ou esquerdo do campo de jogo, paralelo à linha lateral, por onde uma equipe pode traçar uma estratégia ofensiva.
O técnico Antônio Lopes, do Coxa, usa muito as jogadas aéreas, especialmente nas descidas rápidas pelos flancos ou nas faltas laterais e escanteios, buscando o Tuta para o cabeceio. (JS, /www.jsports.com.br/ - 25-04-2004)
Nota: Do francês [flanc]

FOGUETE s.m.
SD Artefato de fogo da artilharia.
SC Chute desferido com grande violência.
Magno Alves disparou um foguete logo a um minuto de jogo e a bola explodiu no peito do bom goleiro Val. (LCE, 14-09-99 - p. 04)

FUZILAR v.i.
SD Matar com o disparo de um fuzil, arma privativa de unidades militares.
SC Concluir uma jogada com um chute extremamente violento, à curta distância, contra a meta adversária.
Aos 9min da etapa final, Romário é lançado na área e dá uma assistência genial para Clebson, que fuzila na saída de Barbat. (PLC, /www.placar.com.br/-14-03-2000)
Nota: Derivação sufixal: fuzil + izar

GUERRA s.f.
SD Confronto armado entre exércitos de duas nações.
SC Partida de futebol.
Segundo Diego, o camisa 10 santista, que já incorporou o espírito da competição sul-americana, o jogo de volta, entre o Santos e o Nacional do Uruguai, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, será uma guerra. (ET, /www.esportes.terra.com.br/ - 07-05-2003)

CAPITÃO s.m.
SD Oficial militar que, hierarquicamente, detém o posto de capitão.
SC Jogador que representa sua equipe perante o árbitro da partida, participando do sorteio no centro de campo.
Aos 23 anos, Fabinho terá a honra de ser o capitão corintiano no amistoso de domingo, contra o Saturn-REN TV, em Moscou. (LCE, /www.lancenet.ig.com.br/ - 04-09-2003)

MUNICIAR v.t.
SD Prover de munição o operador de uma peça de artilharia.
SC Servir os atacantes com lançamentos precisos e bolas bem trabalhadas.
No meio-de-campo, Juninho Paulista e Alex terão a missão de municiar o ataque da Seleção Brasileira, composto por Geovanni e Jardel. (ET, /www.esportes.terra.com.br/ - 11-07-2001)

MURALHA s.f.
SD Grande muro que proteje uma edificação fortificada.
SC Goleiro que pratica defesas milagrosas.
Não podemos tirar os méritos do adversário, principalmente do goleiro Flávio, quer constituiu numa verdadeira muralha. (GE, 10-11-97 - p. 07)
Nota: Derivação sufixal: muro + alha (sufixo aumentativo)

PETARDO s.m.
SD Artefato explosivo disparado por peça de artilharia.
SC Chute desferido com grande violência.
Logo em seguida, foi a vez de Christian dominar, girar e mandar o petardo que tirou tinta da trave. (GE, /www.gazetaesportiva.com.br/ - 31-10-2003)

REDUTO s.m.
SD Fortaleza inexpugnável.
SC Sede ou estádio em que um time manda seus jogos
Mesmo jogando fora de seu reduto, o técnico do Bragantino, Tulio Tangione Neto, exige uma reação. (GE, 11-02-2001- p. 04)

RETAGUARDA s.f.
SD Parte extrema que finaliza o corpo de um exército.
SC Grupo de jogadores que forma a retaguarda defensiva de uma equipe.
O panorama da partida permanecia com os paranistas procurando o ataque e tendo na retaguarda do Tricolor carioca uma fonte aliada, já falhava seguidamente, tornando qualquer cruzamento para a área um lance de perigo. (PLC, /www.placar.com.br/ - 24-08-2003)

TANQUE s.m.
SD Carro de combate blindado.
SC Jogador de grande vigor físico que, utilizando seu corpo, rompe a defesa adversária.
Tanque, lá pelos anos 50, era o centroavante que trombava com os zagueiros: tinha de ser forte, parrudo, pois era ele quem abria a defesa adversária. (Lce, /www.lancenet.ig.com.br/ - 20-07-2004)
Nota: 1- Do inglês [tank]
Nota: 2- Vocábulo geralmente empregado com acepção desvalorativa, contudo grandes seleções e equipes tiveram seus "tanques" que, com grande eficiência, tornaram-se eméritos goleadores: Vavá (Seleção Brasileira, Vasco, Atlético de Madri e Palmeiras), Sérginho Chulapa (Seleção Brasileira, São Paulo, Corínthians e Santos), Luizão (Seleção Brasileira, Guarani, Palmeiras, Deportivo La Coruña, Vasco e Corinthians), etc

TIRO s.m.
SD Disparo de arma de fogo.
SC Chute violento.
Tanto que a única grande chance do Santos no primeiro tempo foi um tiro à queima-roupa de Elano, em lançamento primoroso de Diego, que Sílvio Luís conjurou. (DSP, /www.diariosp.com.br/ - 18-09-2003)

TRINCHEIRA s.f.
SD Escavação feita no local de combate para proteger os soldados.
SC Estratégia defensivista adotada por uma equipe.
Para não perder a vantagem de três gols no saldo do confronto e se classificar para as semifinais da Copa Libertadores, o técnico Cuca deve armar uma trincheira para evitar que os venezuelanos marquem algum gol. (ET, /www.esportes.terra.com.br/ - 24-05-2004)
Nota: Do francês [trancèe]

ÚLTIMO CARTUCHO sin. nom. m.
SD Último projétil para municiar uma arma de fogo.
SC Última investida de uma equipe, nos minutos finais de um jogo, na tentativa de reverter um placar desfavorável.
Depois de ter testado o meia Vandinho, os volantes Dário e Marcelinho, além de Arley e Wellington, especialistas na posição, Renê parece que vai partir para seu último cartucho na lateral-direita. (ET, /www.esportes.terra.com.br/. - 01-09-2000)

VOLANTE s.m.
SD Tropa de assalto de grande mobilidade tática por não portar armamentos pesados.
SC Jogador defensivo que atua na frente dos zagueiros dando o primeiro combate aos atacantes adversários.
Perto da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o São Paulo corre o risco de não poder escalar o volante Gallo, amanhã à tarde, contra o Vitória, no Morumbi. (ESP, /www.estadao.com.br/ - 19-09-1997)

5. Considerações finais
Míssil, foguete, bomba, torpedo, petardo, blitz, bombardeio são vocábulos que compartilham tanto na leitura de qualquer texto alusivo a uma guerra quanto no noticiário esportivo.
A transformação de uma partida de futebol em uma guerra virtual, utilizando-se da linguagem de combatentes, é uma das marcas da mídia brasileira na cobertura de jogos de futebol.
Haja vista que pela sua própria origem existe um estreito relacionamento entre o histórico de jogos com bola, acionada com os pés, e o vocabulário militar.
O jogador de futebol, da mesma forma que soldado, deve ser disciplinado, corajoso, e lutar com valentia. A bravura em combate é fator primordial para superar o oponente. A missão, a ele destinada, é subjugar e aniquilar impiedosamente o oponente.
A função do técnico, como a de um comandante militar, é planejar estratégias ofensivas e defensivas que possam levar sua equipe à vitória.
O campo de jogo se transfigura em campo de batalha, dividindo-se em três regiões: defesa, o meio de campo e o ataque.
A defesa tem a missão de bloquear os avanços do oponente, rechaçar as ações ofensivas, aliviar o perigo, proteger todos os setores vulneráveis e, se necessário, empregar de violência para neutralizar as jogadas do adversário, porém, jamais ceder espaço territorial.
O meio de campo deve propiciar oportunidades de gol para os atacantes. Para isso, é necessário primeiro desarmar para, então, criar em velocidade contra-ataques mortais. A missão é avançar, destruir, dar cobertura e apoio aos atacantes, pressionar o adversário.
O ataque constituído pelo centro avante (o tanque, o matador, o artilheiro) e pelo raçudo e rompedor ponta de lança tem por função furar o bloqueio defensivo e investir como um aríete contra a meta adversária. O meia armador tem a responsabilidade de municiar seus atacantes para que possam, com disparos certeiros, fuzilar o goleiro.
Tudo leva à guerra, o jogo é visto como um combate de vida ou morte: trata-se de matar para não morrer.
O gol, representado pela meta (postes verticais e barra superior) deve ser uma fortificação inexpugnável, o zagueiro um bastião imbatível pelo alto e por baixo. O volante desempenha o papel de um sistema de contra-espionagem, cuja função é destruir as articulações adversárias.
O banco de reservas é a casamata, local em que os soldados se abrigam enquanto aguardam o momento de participar do combate em substituição àqueles que já não podem mais lutar.
Em resumo, a mídia transforma em heróis os jogadores do time vencedor e, por vezes, até mesmo da equipe vencida, desde que eles tenham demonstrado bravura e denodo no campo de luta.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Pelé - "O Miguel Ângelo da bola"!






Em 29 de dezembro de 2022, Pelé faleceu, em memória ao ídolo tri campeão mundial, repostamos esta crônica de Nelson Rodrigues.

O jovem de 18 anos já se sabia destinado a ser inesquecível em sua genialidade. Vale a pena saborear as palavras sábias da crônica de Nelson Rodrigues no Anuário de 1959 da Revista Manchete Esportiva que escolheu Pelé o seu Personagem do Ano!









Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club InternacionalAnuário Manchete Ilustrada - 1959
Disponível na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho*

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Mahicon Librelato - memória

Documento - acervo do Arquivo Histórico - SCI
Memórias📜
"Sr. Presidente Fernando C. Carvalho Neto, meu filho encontrou neste clube, além de um local de trabalho, um acalento para suprir a ausência do aconchego do lar.
Obrigado pelo carinho, pelas homenagens e por tudo que o Sport Club Internacional fez e significou para Mahicon Librelato."
Com estas palavras a família de Mahicon homenageou o clube através de uma placa que foi enviada por Maurina Librelato da Silva, mãe de Mahicon, e entregue ao então presidente na época, Fernando Carvalho.
O jogador
Librelato 
Há 20 anos, o mundo do futebol se despedia de Mahicon Librelato. No dia 28/11/2002, o atacante, na época com 21 anos sofreu um acidente de trânsito em Florianópolis. O veículo onde o jogador estava saiu de controle na Avenida Beira-Mar, e acabou sendo jogado para dentro do mar.
"Nascido em Orleans em 30 de março de 1981, Librelato iniciou sua trajetória no futebol ainda criança, quando jogava futsal pelo time de sua cidade. O desempenho de Mahicon no salão chamou a atenção de olheiros do Criciúma, que logo o levaram para as categorias de base do Tigre. Chegou ao clube em 1994 e se profissionalizou três anos mais tarde, mas o atacante se destacou mesmo no ano de 2001, quando foi artilheiro do Campeonato Catarinense. Foi ele que salvou o Criciúma do rebaixamento para a Série C ao marcar um gol, com ombro deslocado, contra o Sergipe." 
Mahicon vivia o melhor momento da carreira. Para a torcida colorada, a lembrança de Librelato ficou eternizada no gol marcado por ele na vitória do Inter sobre o Paysandu por 2 a 0, na última rodada do Brasileirão 2002, garantindo a permanência do clube colorado na primeira divisão.

Chuteiras do atleta que faz parte do acervo do Museu do Inter/Ruy Tedesco
Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional/Museu do Inter
diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/noticia/2002/11/mahicon-librelato-morre-em-acidente-de-transito





terça-feira, 25 de outubro de 2022

Caçapava de Chuteiras

 Aconteceu em outubro, a mostra Caçapava de Chuteiras e celebração do primeiro ano de vida da Casa de Cultura Juarez Teixeira na cidade de Caçapava do Sul. A mostra recebeu apoio do clube através da Vice-presidência de Relacionamento Social, do Arquivo Histórico do Sport Club Internacional e da Biblioteca Zeferino Brazil/FECI. Foram enviados fac-símiles de documentos e publicações sobre o jogador Caçapava.
Justa homenagem, Caçapava foi um dos melhores volantes da história do Sport Club Internacional, fazendo parte de uma das melhores equipes que a torcida colorada viu entrar em campo. Foi Campeão Gaúcho em 1974, 1975, 1976 e 1978 e Campeão Brasileiro em 1975 e 1976. 
Agradecemos a Gisele Teixeira, curadora da exposição, pela dedicação e competência.

Banner da exposição e detalhe de foto de Caçapava na infância

Participaram do evento Manuel dos Santos Oliveira - Cônsul Honorário; Fátima Jovani Santos Nunes - Consulesa de Caçapava. e Juarez Teixeira, patrono da Casa de Cultura.
Outros recortes da exposição


Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Casa de Cultura Juarez Teixeira
 Fotos: Paulo de Araújo e Divulgação




















Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Imagens do evento: Créditos das fotos: Paulo de Araújo e Gisele Teixeira 

Cidadãos de Porto Alegre

Recebendo o título de cidadão e ficha de atleta

'No último dia 18 de outubro de 2022, a Câmara Municipal de Porto Alegre entregou o título de Cidadão de Porto Alegre ao ex-jogador de futebol Jose de La Cruz Benitez Santa Cruz.

Nascido na cidade de Assunção, Paraguai, no dia 3 de maio de 1952, Jose de La Cruz Benitez Santa Cruz, ou simplesmente Benitez, iniciou a carreira profissional de atleta de futebol nas categorias de base do Olímpia. Entretanto, seu sucesso profissional aconteceu em Porto Alegre. Em 1977, após defender o Paraguai em uma partida contra a Seleção Brasileira de Futebol pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1978, o goleiro Benitez se transferiu para o Sport Club Internacional.
Chegou ao clube com 25 anos de idade, e conquistou vários títulos, entre eles os gaúchos de 1978, 1981, 1982 e 1983, e o Troféu Joan Gamper, em 1982, realizado na Espanha, quando o Inter desbancou o Barcelona na estreia de Diego Maradona. De todas as conquistas, uma façanha em especial: o Campeonato Brasileiro invicto, em 1979, feito jamais alcançado por outro clube do Brasil. Trabalhou também como empresário de jogadores, atuou como dirigente do Clube São José de Porto Alegre, foi treinador de vários clubes gaúchos e preparador de goleiros do Inter.'
Dunga, D'Alessandro, Abel, entre outros jogadores e técnicos colorados também receberam o título de cidadão porto alegrense.

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
site 
https://www.camarapoa.rs.gov.br





segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Gre-Nal na Inauguração do Olímpico



Setembro de 1954, inauguração do estádio Olímpico. Um festival de jogos anunciava o mais novo estádio no Rio Grande do Sul e os donos da casa durante a semana de festas, venceram o Nacional e o Liverpool do Uruguai com muitos gols.

Mas chegou o dia 26, o Grêmio enfrentaria o Sport Club Internacional. Era o primeiro Gre-Nal do Olímpico, o de nº135 na história dos confrontos. Naquele dia o Inter entrou em campo com o time tetracampeão gaúcho: Milton, Florindo e Lindoberto, Oreco, Salvador e Odorico, Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Canhotinho, comandados por Teté. O ‘Rolinho’ aplicou um show de bola no Grêmio e presenteou a torcida com um placar de 6 gols sobre o arquirrival. Larry foi responsável por 4 gols, Jerônimo 1 e Canhotinho 1.

O jogo foi inesquecível, até hoje os comentários sobre a festa de gols colorados na inauguração do Olímpico é lembrado. E para completar a festa colorada no novo estádio do rival ficou a lembrança do goleiro gremista querendo “fugir” do campo, feito que foi impedido pelo atacante Larry e o zagueiro Ênio Rodrigues.

Um presente e tanto para a torcida COLORADA e para a torcida tricolor.... cada tanto, é claro, num sentido.



Livro Meu Coração é Vermelho - Ruy Carlos Ostermann 




Livro Sangue,Suor e Talento - Segredo Colorado - Luís Augusto Fischer 



Texto: Ana Maria Froner Bicca- Bibliotecária do SCI

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Livro Meu Coração é Vermelho - Ruy Carlos Ostermann
Livro Sangue,Suor e Talento - Segredo Colorado - Luís Augusto Fischer
Jornal do Inter- 15 de Setembro de 1975 - Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/FECI


quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Torneio Celta de Vigo - 35 anos

Em agosto de 1987 o Colorado fincava a sua bandeira em terras espanholas. O time conquistou o tradicional Torneio Celta de Vigo, na Espanha, enfrentando a Seleção do Marrocos e o time da casa. Na primeira partida, disputada no dia 19 de agosto, Amarildo marcou duas vezes no empate em 2 a 2 com o Marrocos. Na vitória por 2 a 1 sobre o Celta de Vigo, um dia depois, Amarildo voltou a marcar e Luis Carlos Winck fechou a conta.

O time treinado por Ênio Andrade contava com Ademir Maria; Luis Carlos Winck, Aloísio, Norton e Paulo Roberto; Airton, Luis Fernando e Balalo; Paulinho, Amarildo e Paulo Mattos. Participaram também: Laércio, Dacroce, Norberto e Heider.

O Real Club Celta organizou o torneio até 2005 na cidade espanhola de Vigo, no verão europeu. Foram disputadas 28 edições e o clube local é o maior vencedor. Entre os brasileiros, Atlético-MG (1977), Cruzeiro (1978) e Internacional (1987) foram campeões.


Em pé: Luiz Carlos Winck, Ademir Maria, Aloisio, Laercio, Airton, Paulo Roberto,
Agachados: Paulinho Gaúcho, Luis Fernando, Amarildo, Balalo, Paulo Mattos
 Luiz Carlos Winck fez o gol da vitória, do nosso acervo a ficha do jogador quando ainda era amador

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Sport Club Internacional

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Personagens da história colorada - Chico Vares


Os primeiros ídolos colorados, entre eles,  Chico Vares
Francisco Vares, mais conhecido como Chico Vares nasceu em Santana do Livramento em 1892. Ponteiro esquerdo jogou no Inter de 1912 até 1916, e foi campeão citadino em  1913, 1914, 1915 e 1916.
Aconteceu no oitavo Gre-Nal da história do Inter, em 30 de julho de 1916, pelo Campeonato Citadino. O time colorado aplicou 6 a 1 no rival. Quatro gols, foram marcados por Chico Vares, um notável ponteiro-esquerdo de Santana do Livramento. Os outros dois gol foram feitos por Osvaldo.
Ficha de jogo: Coletânea Helio Dias 

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Ficha de jogo: Coletânea Helio Dias  - Museu do Sport Club Internacional Ruy Tedesco
Revista do Inter - Nov 2012/Ed.80 - Revista disponível para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho
Revista  Gool Ed. 141/2009