Glória do desporto nacional!

Oh, Internacional

Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar

Correm os anos, surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias

Colorado das glórias

Orgulho do Brasil

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Personagens da história colorada - Chico Vares


Os primeiros ídolos colorados, entre eles,  Chico Vares
Francisco Vares, mais conhecido como Chico Vares nasceu em Santana do Livramento em 1892. Ponteiro esquerdo jogou no Inter de 1912 até 1916, e foi campeão citadino em  1913, 1914, 1915 e 1916.
Aconteceu no oitavo Gre-Nal da história do Inter, em 30 de julho de 1916, pelo Campeonato Citadino. O time colorado aplicou 6 a 1 no rival. Quatro gols, foram marcados por Chico Vares, um notável ponteiro-esquerdo de Santana do Livramento. Os outros dois gol foram feitos por Osvaldo.
Ficha de jogo: Coletânea Helio Dias 

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Ficha de jogo: Coletânea Helio Dias  - Museu do Sport Club Internacional Ruy Tedesco
Revista do Inter - Nov 2012/Ed.80 - Revista disponível para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho
Revista  Gool Ed. 141/2009 






quinta-feira, 30 de junho de 2022

Abel Carlos da Silva Braga - simplesmente Abelão

⚽Abel Carlos da Silva Braga anunciou recentemente sua aposentadoria como treinador de futebol, Abelão teve sua primeira passagem pelo Inter entre os anos de 1988 e 1989. Em fevereiro de 1989 comandou o Inter no histórico Gre-Nal do Século.
Ainda passou pelo Inter em 1991 e 1995, mas foi em 2006 que Abel comandou o Inter na primeira conquista da Libertadores da América em uma final diante do São Paulo e em dezembro conquistou o Mundial no Japão diante do temido Barcelona, ficando marcado na história colorada.
Entre suas conquistas está a Recopa Sul Americana em 2007, e em 2008 e 2014 dois campeonatos gaúchos.
Na sua última passagem em 2020 levou o Inter ao segundo lugar no Brasileirão e deixou a marca de treinador que mais esteve na casamata do clube e sempre será lembrado com um dos melhores técnicos pela torcida colorada.
Agradecemos toda dedicação e desejamos sucesso na nova etapa da vida do Abel, abaixo separamos algumas matérias e fotos das passagens dele pelo clube.





Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revista do Inter edição 8/2006.
Revista do Inter edição 121/2016
Site Sport Club Internacional

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Registro da Exposição - Mulheres coloradas: Memórias muito além do futebol

Banner que fez parte da exposição da 6ª Semana Nacional de Arquivo
Esta é a 6ª Semana Nacional de Arquivos que o Arquivo Histórico do Sport Club Internacional participa. O evento anual tem o objetivo de promover a realização de ações em arquivos de instituições de memórias de todo o país, para aproximar a sociedade dos trabalhos nelas desenvolvidos.
O evento insere-se no calendário internacional de celebração do dia Internacional dos Arquivos (9 de junho) e segue o tema proposto pelo Conselho Internacional de Arquivos (ICA).
No Inter, este ano, a Semana contou com um trabalho especial elaborado pelo Arquivo Histórico, em parceria com a Biblioteca Zeferino Brazil e o Museu do Inter, áreas que atuam na preservação da memória, com a temática "Mulheres: memórias muito além do futebol". O tema foi apresentado através de banners e um varal com fac-símiles de documentos expostos, que contaram sobre essa trajetória.
A exposição buscou contar através de registros mostrar a relação da mulher com o clube, que vai muito além do futebol, mas destacando as jogadoras do Inter e suas conquistas.

📖Revista ‘O Sacy’, publicação pioneira feita pelo clube para seus torcedores e torcedoras

Colorada Deise Nunes em 1984 é eleita a Rainha das Piscinas representando o Sport Club Internacional. 
Em 1986 foi eleita Miss Brasil

Detalhe da Ata que em 1918 registra que o Sport Club Internacional, rompendo paradigmas e promovendo igualdades, aceitou a primeira mulher em seu quadro social. No dia 02 de abril de 1918 na oitava Sessão da Diretoria, presidida pelo Sr. Pedro Chaves, o ex-presidente Heitor Carneiro apresentou a Senhorita Maria Von Ockel para compor o quadro de sócios do Inter.
Veja mais: Lugar de Mulher
Carteirinhas de sócias coloradas

Eloacir – a valorização da torcedora colorada em destaque👩

Inter é tri!🏆🏆🏆

Retomada com força total🏆

Veja mais: Futebol Feminino
Fontes:- Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
- Museu do Sport Club Internacional – Ruy Tedesco

quarta-feira, 13 de abril de 2022

As primeiras taças 🏆 🏆

Primeira taça  🏆




A taça exposta no Museu do Inter informa:
"Em 1911, no dia 07 de abril, em um torneio interno do Internacional Sport Club entre Blanco x Colorado. Blanco vence, mas não se sabe o placar. Taça mais antiga do acervo do museu."

Em 1912, em excursão a cidade de Pelotas por convite do S. C. União, na ocasião o clube recebeu sua primeira taça em competição fora da capital. O momento ficou registrado na história do clube em Ata suplementar de 13/04/1913, onde ficou gravado para sempre os nomes dos jogadores que foram protagonistas do grande feito! ⚽⚽
Time do Sport Club Internacional - 1912 
Fonte: Livro Rio Grande do Sul Sportivo/1919


Ata nº 1 de 13/04/1913

Transcrição:

Acta nº 1 - Supplemento 

Ainda na sessão de 13 Abril de 1913, fez varias propostas o consocio Argemiro Dornelles, sendo acceitas: a de inclusão nesta acta do nome dos jogadores nossos que visitaram officialmente a cidade de Pelotas em Agosto de 1912, epoca do centenario dessa cidade; eram elles os seguintes: Xavier Barbieri - goal keeper Felizardo Avila e Radagazio Pinto da silva - backs  Enrique Say - capt. Argemiro Dornelles e Wald. Castro - halves Julio Araujo, Simão Alves, Alvaro Ribas,  Pedro Chaves e Francisco Vares - forwards. Naquella cidade foram jogados dois matches, sendo o 1º com o S.C. União, vencendo o team nosso pelo eloquente score de 6-0.

O 2º match foi jogado com S.C. Pelotas, que sahiu vencedor pelo score de 2 – 1. O goal a nosso favor foi marcado pelo inside left Pedrinho Chaves. Ao nosso team o S.C. União offertou artistica taça, - a primeira que recebeu o Club; o S.C. Rio Branco, sociedade sportiva de Pelotas com a qual não foi possivel jogar-se devido a carencia de tempo, offertou ao team nosso um bem trabalhado buquet de flores naturaes. Ainda por proposta do mesmo consocio concedeu a assemblea incluir-se nesta acta o nome dos jogadores do 2º team que disputou vencendo o campeonato; são elles os seguintes: Sergio Sallenave,  Wakldemar Castro, Ary Terra Lopes, Argemiro Dornelles (capt) Darsis Gonçalves e Guilherme Flores da Cunha, Somão Alves, João Flores da Cunha, Pedro Pinto, Octacilio Fabricio e Carlos Silla.

 Porto Alegre, 14 de Abril de 1913

Antenor Lemos

Time de 1912 em frente à Escola de Guerra, hoje Colégio Militar em Porto Alegre

Fontes:

- Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
- Museu do Sport Club Internacional – Ruy Tedesco
Rio Grande do Sul Sportivo - Histórico dos Principaes Centros Sportivos do Estado, organizado por Edmundo de Carvalho e Antenor Lemos, ex-presidente do Sport Club Internacional.
- Livro Meu Coração é Vermelho - Ruy Carlos Ostermann - Ed. Mercado Aberto - Sport Club Internacional - Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/FECI

quarta-feira, 6 de abril de 2022

A casa do povo

 A história da construção do estádio colorado inicia no dia 7 de julho de 1963, quando foi lançada a pedra fundamental da construção do Estádio Gigante da Beira-Rio. Para celebrar o momento, uma missa comandada pelo bispo Dom Edmundo Kuntz, conselheiro do clube na época, foi celebrada neste dia.

 "Aqui todos serão iguais, sem diferenças ideológicas, políticas, religiosas, sociais - todos serão irmãos", afirmou durante a missa Dom Edmundo.

Pinheiro Borda (a esquerda) no dia do lançamento da pedra fundamental do estádio Beira Rio em 07/07/1963
Foto: empréstimo de arquivo pessoal Norma Prates

O texto do historiador Fagner Dornelles nos leva ao dia em que pela primeira vez o clube do povo recebia seus torcedores.

"No dia 6 de abril de 1969, o Internacional inaugurou o Gigante da Beira-Rio dois dias após o seu sexagésimo aniversário. Era um domingo de Páscoa e a direção do clube pediu que os torcedores colorados estourassem foguetes durante o amanhecer, o que ficou conhecido como “Alvorada Colorada” ou “Despertar Vermelho”. Parecia que Porto Alegre estava sendo bombardeada devido ao barulho dos foguetes.

Uma multidão de aproximadamente 100 mil pessoas foi ao estádio ver o festival de apresentações. Às 13h30min, a Banda Militar do 18º Regimento de Infantaria de São Leopoldo entrou na pista atlética do estádio, então o Governador Walter Peracchi de Barcelos abriu a bandeira do Brasil e a banda executou o hino nacional. Cessada a solenidade cívica, a banda militar se retirou tocando o hino do Internacional. Cantando o hino do clube e agitando as suas bandeiras, a torcida recebeu com aplausos a Comissão de Obras do Estádio.

Às 14h00min, surgiram os componentes da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, ostentando os seus vistosos uniformes vermelhos. Em colunas, foram surgindo no estádio sob os aplausos da multidão e foram fazendo evoluções até formar a frase "PARABÉNS COLORADO". Em seguida, o estádio foi entregue ao prefeito da cidade, o engenheiro Telmo Thompson Flores, membro da Comissão de Obras e um dos maiores responsáveis pela construção do estádio. Às 15h00min, foi iniciado o desfile de 260 moças da Escola Superior de Educação Física, conduzindo bandeiras dos principais clubes desportivos do Rio Grande do Sul e do Brasil.

E finalmente o jogo de abertura, o ápice do evento, foi realizado entre o Sport Club Internacional e o Sport Lisboa e Benfica, que vinha de grandes conquistas naquela época. Era um jogo para entrar na história colorada. O Internacional entrou em campo com: Gainete; Laurício, Scala, Pontes e Sadi; Tovar e Dorinho; Valdomiro (Urruzmendi), Bráulio (Sérgio), Claudiomiro e Gilson Porto. O treinador colorado era o Daltro Menezes. E, treinados por Otto Glória, o Benfica entrou em campo com: José Henrique; Adolfo Messias, Humberto Fernandes, Zeca e Cruz; Toni e José Augusto (Nenê); Praia (Victor Martins), Torres, Eusébio e Simões.

O time colorado estava pressionando o seu adversário até que, aos 24 minutos do primeiro tempo, Claudiomiro, com apenas dezenove anos, marcou de cabeça o primeiro gol do estádio Beira-Rio. Eusébio, o principal jogador do time português, fez o gol de empate aos 23 minutos do segundo tempo. Quatro minutos depois, Gilson Porto fez o segundo gol colorado fechando o placar: Internacional 2x1 Benfica. Foi uma festa que está presente até hoje na memória dos colorados que presenciaram este grande momento da história do clube."

As fotos utilizadas para ilustrar esta postagem foram cedidas ao Arquivo Histórico do Sport Club Internacional
em versão digital por Guilherme Mallet
Fontes: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
Saiba mais:

quinta-feira, 10 de março de 2022

Porto Alegre - 250 anos

Para comemorar os 250 anos da nossa cidade republicamos esta linda postagem que conta um pouco da nossa história que se funde com as ruas e com o povo que formam a capital gaúcha.

Porto Alegre dos feitos relevantes, começo a adorar-te junto a Ilhota, numa rua chamada Arlindo...

entre os matchs de nosso principio. 
Agradeço pelas disputas junto a Volta do Carneiro nos Campos da Redenção,
pela bucólica Chácara dos Eucaliptos onde alicercei meu primeiro ground. Lugar onde  entre um jogo e outro os porto-alegrenses celebravam o conviver com piqueniques junto ao arvoredo da Azenha. Certamente Francisco Antônio da Silveira -o Chico da Azenha- nem sonharia que aquelas terras que forneciam a farinha de trigo para a cidade, abrigariam UM CAMPEÃO DO MUNDO.
 Ah... Porto Alegre de meus cantares. De minhas conquistas, de tantos olhares  - das torcidas em dias de jogos -, da Rua da Praia em discussões futebolísticas...do GRENAL. Arrebatando paixões, mobilizando multidões numa concentração de máxima emoção. Porto Alegre é paixão.
Obrigada pelo teu Menino Deus, da Rua Silveiro,
onde a plagas distantes foi levado o teu nome, sendo cidade sede, pela primeira vez, de uma Copa do Mundo de Futebol. 
Porto Alegre a beira do Guaíba, te fizeste mais linda ao ver surgir das águas o Estádio do Povo.
Foto: Acervo pessoal Norma Prates
Confirmando que és Porto Alegre de Nossa Senhora dos Navegantes
Olha o Clube do Povo sob teu olhar !  
Photo Chico Sisto

Photo Chico Sisto
(...) correm os anos surge o amanhã, radioso de luz, varonil (...) 

Porto Alegre, tería mais...bem mais de 250 motivos para te celebrar mas só desejo que sigas, assim como eu, com tua senda de vitóriasPorto Alegre das glórias Orgulho do Brasil.
Porto que te quero sempre Alegre.

Fontes: 
 Acervo do Arquivo Histórico e Biblioteca Zeferino Brazil –  SCI
 Acervo do Arquivo Histórico Municipal Moysés Vellinho  - Poa
 http://wp.clicrbs.com.br/coloradozh/files/2014/04/Beira-Rio-Adriana-Franciosi.jpg
Texto: Ana Maria Froner Bicca – Bibliotecária do SCI –CRB10-1310

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Futebol a Arte do Povo

Fonte: Livro Na Sombra dos Eucaliptos
O que acontecia no Inter em 1922:🚩
  • O presidente era Antenor Lemos.
  • Campeão Metropolitano de Porto Alegre!⚽🏆
  • Conquista do bronze na competição Taça Independência, organizada pela Associação Porto Alegrense de Desportos (APAD), que ocorreu na Chácara dos Eucaliptos e participaram os seguintes clubes: Da capital gaúcha Internacional, Cruzeiro, São José e Porto Alegre e do interior o Brasil de Pelotas e Rio-Grandense de Rio Grande.
🎨11.02.1922 a 18.02.1922 este foi o período em que pela primeira vez na história do Brasil ocorreu uma manifestação coletiva em âmbito cultural. Era o princípio da morte do conservadorismo cultural e do nascimento de uma nova cultura. Uma proposta de ruptura com o antigo modelo de se viver e se perceber a vida. O Modernismo sacramentava um novo Brasil. E a sociedade brasileira através de seus intelectuais “arteiros” sacramentava um novo tempo do pensar e ser brasileiro.
Arte e Futebol. Como pensar em manifestações tão aparentemente distintas? Pode ser, quem sabe, se pensarmos que a arte imita a vida? Ou quem sabe a vida seja a mais pura expressão da arte? Aspectos ‘diversos’ com a mesma origem; o ser humano e suas manifestações. O cotidiano, o social, refletido nas cores das telas dos pintores, dos versos dos poetas, das crônicas, dos ensaios...etc. A Semana de Arte Moderna no Brasil não foi uma ação isolada, o mundo passava por profundas transformações. O modernismo promove mudanças significativas pós década de 20. Desde lá, por exemplo, o jornalismo esportivo, as crônicas esportivas tornaram-se latentes, com sentimento e emoção. Tornaram-se instrumentos de representação e não só informação. Vide Mario Filho, por exemplo. Hoje, sob muitos aspectos somos a consequência desta semana de 1922. Oxalá!
O futebol, paixão que flamejava coletivamente na década de 20 em solo brasileiro, do século passado, festejava a conquista do III Campeonato Sul-Americano de 1919. O Brasil sediou a 3ª edição e conquistou o título. Nesta edição, inclusive, surgiu a famosa jogada conhecida no Brasil como ‘bicicleta’ – nome dado pelo Diamante Negro Leônidas da Silva – mas que foi criada pelo chileno Ramón Unzaga e denominada como ‘chilena’ pelos jornalistas e comentaristas da época. Tu sabias disso? Então, será que fazer uma jogada com a bola, em que o jogador fica na horizontal rente ao chão do gramado, tendo milésimos de segundos para reagir com força e direção pode ser visto como uma manifestação artística? Fica a provocação. Mas até hoje, com certeza, tu vibras extasiado ao presenciar uma jogada assim.

Dinamismo de um jogador de futebol - Umberto Boccioni ( artista italiano,  considerado futurista) foi referência à artistas brasileiros, esta obra acima é de 1913.

O Goleiro – Vicente do Rego Monteiro – (Modernista brasileiro) – 1930

Futebol em Brodósqui – Candido Portinari - 1935


Futebol – 1936 – Francisco Rebolo

Paisagem com Crianças 1973 – Francisco Rebolo

Carlos Drummond de Andrade, com sua paixão provocativa indagava; futebol se joga no estádio? e respondia; futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na alma.

2022, ano do Centenário da Semana de Arte Moderna, pensemos, Futebol é Arte. Futebol é a concentração e alegria do povo assistindo a uma partida. Seja no estádio, seja no campinho, seja trepado nas árvores em torno aos gramados oficiais, seja nos telhados vizinhos aos estádios. Futebol é gente. Futebol é povo. É a gurizada driblando no campinho de areia.
Futebol é arte refletida nas linhas das jogadas, nos cantos das torcidas, na perfeição dos movimentos dos jogadores, no domínio da bola, no chute a gol, na rede estufada, no grito solto em explosão ‘endorfinada’ quando o goooolll acontece.

T
exto: Ana Maria Froner Bicca- Bibliotecária do SCI

Fontes: 
http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2006/jusp757/pag1011.htm
https://www.ufmg.br/online/arquivos/029975.shtml
https://timoneirosblog.wordpress.com/2017/02/15/o-corinthians-e-a-semana-de-arte-moderna-de-1922/
Manchete Esportiva – Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/FECI
Gazeta Esportiva Ilustrada- Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/FECI
Na Sombra dos Eucaliptos - Carlos Lopes dos Santos - 1975 - Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/FECI

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Ata de 31/01/1929 - nasce o Conselho Deliberativo


Ata de 31/01/1929 - Abertura da reunião
⚽Ildo Meneghetti sempre esteve intimamente ligado ao Sport Club Internacional. Verdade é que após retornar a Porto Alegre, em 1922, voltou a ativa em sua trajetória Colorada estando junto ao clube em todas as partidas do time.
Em 1929 junto com Briareu Centeno é eleito para presidir o Internacional. E como herança, essa dupla de colorados teve que assumir um clube endividado, sem crédito e sem campo. Pois a Chácara dos Eucaliptos havia sido vendida e o Inter tinha prazo para desocupar a área. Poderia ser o fim do Sport Club Internacional. Mas essa dupla gigante da história colorada ao assumir o clube trouxe a solução através de atitudes organizacionais.
A organização administrativa que ocorreu no Inter foi o que salvou a instituição elevando-a a um novo patamar. A partir dela o Sport Club Internacional cresceu, adquiriu sede própria e se projetou para está infinita grandeza e potência esportiva que é nos dias atuais.
Ildo Meneghetti e Briareu Centeno, homens de visão e de um coloradismo basilar para a grandeza do Inter.
Texto: Ana Maria Froner Bicca- Bibliotecária do SCI

📜Em assembleia extraordinária é apresentado o novo estatuto do clube com novas diretrizes e a criação  do Conselho Deliberativo.
Fizemos alguns recortes de alguns trechos da Ata para ilustrar este momento importante.
✤Artº 92º - A Directoria fica autorisada a adquirir material desportivo para revendel-o aos socios, facilitando assim, a acqui, digo, facilitando assim, a sua acquisição por parte dos mesmos.
✤Artº 93º - A Directoria tomará todas as medidas necessárias, dentro dos deveres estatuidos, para o desenvolvimento e approveitamento dos “Infantis”, ficando para isso autorisada pelo presente artº.
obs.: Foi mantida a grafia da época:

Assinatura do presidente Ildo Meneghetti
Fonte: 
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Na Sombra dos Eucaliptos - Carlos Lopes dos Santos - Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/FECI

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Taça Brasil de 1962 - 60 anos da primeira participação em torneio nacional

Inter x Botafogo (Foto colorida pelo blog 1909 em Cores)
País de dimensões continentais que é, por muito tempo o Brasil teve na sua geografia um impeditivo para a completa nacionalização do futebol. Manter uma competição regular, a ser disputada por equipes de todas as regiões tupiniquins, em uma nação de tantas faces distintas e isoladas uma das outras como a nossa, carente de malha ferroviária capaz de conectar seus mais de 8 milhões de quilômetros de território, e sede de urbanização extremamente deficiente e desigual; soava como uma utopia.
À exceção de esporádicos esforços da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), realizados especialmente nos anos 20, além de eventuais excursões para participação em torneios amistosos; o calendário dos clubes brasilianos se limitava aos muito prestigiados campeonatos estaduais. O cenário só foi alterado no final da década de 50, a partir do anúncio, por parte da Conmebol, da realização da primeira Copa dos Campeões da América, atual Libertadores, para o ano de 1960.
Visando a não ser ignorada do maior campeonato de clubes do continente, a CBD precisou organizar um certame de extensão nacional, cujo vencedor seria o representante brasileiro na copa que surgia. A primeira edição do torneio, nomeado Taça Brasil, aconteceu em 1959, e foi disputada pelos principais campeões estaduais do país.

Matéria da Revista do Globo repercutiu excursão do Santos por Porto Alegre, em 1935.
Na foto, Arthur Friedenreich e Risada.
Após conquistar quatro títulos gaúchos nos cinco primeiros anos da década de 50, o Clube do Povo passou por infeliz jejum até 1961, quando voltou a levantar a taça de dono do Rio Grande. Consagrado campeão, o Inter se classificou para a disputa da Taça Brasil de 1962, naquela que seria a quarta edição do certame nacional. A equipe base da vitoriosa campanha colorada, comandada pelo técnico Sérgio Moacir Torres, foi a seguinte: Silveira, Zangão, Ari, Kim e Ezequiel; Sérgio Lopes e Osvaldinho; Sapiranga, Alfeu, Flávio e Gilberto.

Elenco campeão gaúcho em 1961 
Fonte: Biblioteca Zeferino BrazilFECI

A primeira fase da Taça Brasil era disputada em grupos, que correspondiam às diferentes regiões do país. Integrando o chaveamento da Zona Sul brasileira, o Inter teve como seu primeiro adversário os campeões catarinenses do Metropol. Em relação aos onze jogadores que se eternizaram como titulares na conquista do campeonato estadual da temporada anterior, a grande mudança no escrete vermelho estava no gol, com Gainete assumindo a posição anteriormente ocupada por Silveira. A outra novidade colorada estava na casamata, onde Pedro Figueiró aparecia como treinador.
A estreia colorada em campeonatos nacionais oficiais aconteceu em um sábado, dia 22 de setembro. Sofrendo com as ausências de Zangão, Sapiranga e Gilberto, os três lesionados, o Clube do Povo demorou para se encontrar em campo - e pagou caro por isso. Recompensando início fulminante do Metropol, logo aos seis minutos de jogo Elário marcou aquele que foi o único gol da primeira etapa.
Precisando compensar o tempo perdido, o Colorado voltou do intervalo em ritmo intenso, que não demorou para se refletir em bolas na rede: aos dois minutos, Tite empatou, aos catorze, Alfeu virou, e, aos dezesseis, Flávio, futuro Minuano, anotou o terceiro. O Metropol ainda descontou com Hamilton, mas não conseguiu impedir a vitória vermelha, que poderia ter sido maior, não fossem os erros da arbitragem, que anulou gol de Flávio e ignorou pênalti claríssimo sofrido por Alfeu.
Registro de Flávio junto a Federação Gaúcha no ano de 1963. Com o apelido de Minuano,
o centroavante seria artilheiro na conquista do Brasileirão de 1975.
Fonte: Arquivo Histórico SCI
Passados três dias, o Estádio dos Eucaliptos recebeu a partida de volta. Demonstrando a mesma imposição vista no segundo tempo do primeiro jogo, o Inter se postou no ataque, e abriu o placar logo cedo, aos cinco minutos, com Alfeu. Pouco depois, Bedeuzinho ampliou, praticamente garantindo a classificação colorada, que, apesar do susto passado com os dois gols de Valmir na segunda etapa; foi garantida com o tento decisivo de Flávio, a quinze minutos do apito decisivo.
Com os dois triunfos, o Inter avançou para a decisão do grupo sul, a ser disputada contra o Cruzeiro, atual tricampeão mineiro. A partida de ida, realizada em Minas Gerais, teve como escore final o 1 a 1. Norival, aos 27 minutos, abriu o placar para os mandantes, enquanto Alfeu, aos 40, empatou para o Colorado.
Cercado de expectativa, o confronto de volta foi disputado no Olímpico, então maior estádio de Porto Alegre. O tempo instável daquela quarta-feira 17 de outubro, todavia, desmotivou o público, que compareceu em pequeno número. Para além do borderô, a chuva também afetou a qualidade do jogo, castigado pelo estado precário do gramado.
Ignorando o clima, o Inter soube fazer o dever de casa, e venceu a partida por 2 a 1, com gols de Alfeu e Mauro. Classificada, a equipe vermelha seguiu para as semifinais da Taça. Nesta fase, teria que viajar ao Rio de Janeiro, onde no dia 21 de novembro enfrentaria o Botafogo e sua constelação de craques, no primeiro confronto do embate que definiria um dos finalistas do campeonato.
Enquanto o Inter se preparava para a partida do Maracanã, o mundo temia a deflagração de uma Guerra Nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética, o que quase aconteceu em outubro, durante a famosa Crise dos Mísseis Cubanos. Os tensionamentos entre as duas potências se desdobravam na política brasileira, imersa nos debates quanto à realização de um plebiscito que decidiria por um regime político entre parlamentarismo e presidencialismo.
Tamanho estresse era aliviado nas mesas de bar que ainda comemoravam a conquista do bicampeonato mundial, ocorrida em junho daquele ano. Na ocasião, após perder Pelé na segunda partida da fase de grupos, a Seleção Brasileira contou com a inspiração do craque Garrincha para vencer a Copa do Mundo do Chile. Nilton Santos, a ‘enciclopédia do futebol’, considerado o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos; Zagallo, ponteiro de fundamental função tática no revolucionário 4-3-3 canarinho; Didi, o ‘folha-seca’, maestro de qualquer meia cancha que ocupasse; e Amarildo, o Possesso, substituto de Pelé, que marcou três gols na vitoriosa campanha, um deles na final, empatando o jogo contra a Tchecoslováquia, em duelo no qual também deu magnífica assistência para o tento da virada, marcado por Zito; foram outros nomes protagonistas no título canarinho. Todos estes, ressalta-se, jogadores do Botafogo de Futebol e Regatas.

Garrincha  craque do Brasil, jogava no Botafogo em 1962

O epopeico embate que se avizinhava era aguardado com grande expectativa pelo Clube do Povo. Não pelo gigantismo do adversário em si, uma vez que, no que se referia a expressividade, o Inter também ostentava rica biografia ao longo de suas cinco décadas de vida; mas sim pela possibilidade de eliminar um grande oponente e atingir uma inédita final de campeonato nacional. Caso a classificação não fosse conquistada, a torcida esperava, pelo menos, não repetir o atropelo que fora o confronto entre Grêmio e Santos, na mesma fase da Taça, em 1959, quando o time de Pelé aplicou sonoros 4 a 1 no clube portoalegrense.
Sabedor de que estar entre as quatro melhores equipes do país era um grande feito para o jovem elenco do Inter, cuja média de idade não passava dos 20 anos, Pedro Figueiró esbanjava otimismo e ambição na véspera da primeira partida, quando declarou à imprensa que o Clube do Povo tinha o direito de se sentir favorito por conta da vontade que seus habilidosos jogadores vinham mostrando dentro de campo. Contrastando com a simpatia do comandante vermelho, a opinião pública tratava o confronto de maneira análoga ao histórico embate entre Davi e Golias, demonstrando respeito às muitas estrelas que compunham o elenco do clube da estrela solitária.
Charge do cartunista Sampaulo retratava o tamanho do desafio colorado
Mais uma vez, o mau tempo apareceu na campanha colorada, obrigando o primeiro jogo a ter seu início adiado em quase uma hora. Quando finalmente subiu ao gramado do Maracanã, a equipe gaúcha estava escalada com Gainete no gol; Zangão, Ari, Cláudio e Ezequiel na defesa; Kim e Osvaldinho no meio de campo; além de Sapiranga, Alfeu, Flávio e Gilberto na frente. Os mandantes, por sua vez, apostaram no seguintes onze iniciais: Manga; Joel, Zé Maria, Nilton Santos e Rildo; Airton e Arlindo; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Excetuando-se Didi, que logo depois da disputa da Copa do Mundo se transferiu para o Peru, onde simultaneamente treinou e atuou pelo Sporting Cristal; todos os grandes nomes alvinegros na caminhada do bicampeonato mundial brasileiro estavam em campo.
Contrastando com a demora anterior ao soar do apito inicial, o marcador foi inaugurado logo nos segundos iniciais da partida, graças a Amarildo. Na sequência, aos 38 minutos da primeira etapa, o Possesso marcou o seu segundo gol na noite, garantindo ao Botafogo maior vantagem para o intervalo.
Reiniciado o jogo, o que se viu foi um cenário ainda melhor para os mandantes após a lesão de Kim. Como o regulamento da competição permitia apenas uma substituição, que deveria acontecer antes do segundo tempo, o técnico Pedro Figueiró não teve alternativa senão recuar Gilberto para a região central, deslocando o lesionado defensor para a linha de ataque. Não bastasse a qualidade técnica do adversário, agora o Clube do Povo precisaria passar por cima de adversidades oriundas do seu próprio elenco para reverter o cenário negativo que se apresentava. Nem o mais otimista colorado poderia imaginar, porém, o tamanho da reação que estava por vir. Aos 30 minutos do segundo tempo, Alfeu descontou para o Inter. Seis minutos depois, Sapiranga, o Diabo Loiro, empatou. Antes do último apito, Garrincha ainda marcou para os cariocas, mas teve seu tento corretamente anulado pelo árbitro Ricardo Alberto Silva. Terminado o jogo, o Clube do Povo pôde se dar por satisfeito com o resultado, que garantia a decisão da vaga para a semana seguinte, em Porto Alegre. Os jornais gaúchos trataram a atuação colorada como uma das maiores da história do futebol riograndense, destacando a estupenda garra dos atletas.

Sapiranga, o ‘Diabo Loiro’, foi ídolo da torcida colorada em uma época de vacas magras.
Diante da limitada capacidade do já veterano Estádio dos Eucaliptos, mais uma vez o Olímpico foi escolhido como sede para a partida de volta. No dia 27 de novembro, véspera do jogo, a imprensa de Porto Alegre anunciava a recordista quarta-feira que estava por chegar. Toda expectativa foi confirmada na noite do confronto, quando mais de 30 mil pessoas estabeleceram novos recordes de público e renda para a capital gaúcha.
De fato, aquele se tratava de um duelo marcado por números. Enquanto o Botafogo anunciava que, em caso de vitória, pagaria a cada um de seus atletas ‘bicho’ de 100 mil cruzeiros, o Inter prometia 40 mil por jogador, até então o maior valor já visto no estado. Não bastaria, no entanto, ser superior ao adversário na busca pela classificação. A equipe vencedora precisaria também passar por cima das elevadas temperaturas que, apesar do horário tardio da partida - os times entraram em campo depois das 21h - não baixaram da casa dos 30º.
Dentro de campo, a exemplo do que ocorrera no Maracanã, o que se viu foi uma partida intensa desde o primeiro instante, disputada em nível inclusive superior àquele visto no primeiro confronto, uma vez que o clima seco, sem chuvas, garantiu que o gramado estivesse nas melhores condições possíveis. O roteiro, diga-se, também foi bastante parecido ao da semana anterior, talvez por conta das quase idênticas escalações. Enquanto o Inter foi a campo com os mesmos jogadores que haviam iniciado o jogo no Rio, o Botafogo promoveu uma única alteração, com a entrada de Jadir no lugar de Zé Maria.
Aos 37 minutos de jogo, Quarentinha, completando cruzamento de Garrincha, abriu o placar para os cariocas. Cinco minutos depois, Mané cobrou escanteio que Ezequiel afastou mal, na direção de Gainete, que não conseguiu defender. Novamente, o Botafogo descia para os vestiários com o 2 a 0 no placar. Cabia ao Inter contrariar o clichê, mostrando que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, assim evitando uma eliminação que parecia encaminhada.

Iniciada a segunda etapa, no lugar de um raio, quem decidiu roubar a cena foi Osvaldinho. Conduzindo o Clube do Povo ao ataque, o craque vermelho deu início ao duelo mais interessante da noite, contra o goleiro Manga. Neste confronto particular, o arqueiro chegou a defender pênalti cobrado pelo ídolo do Inter, aos 25 minutos. No mesmo lance, entretanto, o rebote voltou para os pés do meio-campista colorado, que finalmente conseguiu descontar.
Conforme a partida se encaminhava para os seus minutos derradeiros, o Clube do Povo abandonou qualquer organização tática, passando a buscar o gol salvador na base da vontade e imposição. Desta forma, chegou ao empate aos 40 minutos da segunda etapa, após finalização de Bedeuzinho, que contou com desvio em Alfeu para confundir Manga, e morrer no fundo das redes do futuro ídolo colorado. Neste instante, o Olímpico explodiu, em festa que se estendeu para para além do apito final, quando uma multidão invadiu o campo. Com o novo 2 a 2, a decisão do finalista ficou para um terceiro confronto, a ser realizado dentro de dois dias, novamente no Olímpico.

Osvaldinho, craque colorado, viveu noite especial, em que conseguiu ofuscar até Garrincha.

O terceiro e último duelo entre os campeões carioca e gaúcho teve final lamentado pela torcida colorada. Contando com grande atuação da dupla Quarentinha e Garrincha, e, principalmente, magistral exibição de Manga, o Botafogo bateu o Inter por 2 a 0. O Clube do Povo deixou o campo aplaudido, em reconhecimento a todo o esforço e brio apresentados pelos atletas ao longo das três partidas e, principalmente, da competição. Para o classificado Botafogo, a vitória também serviu para garantir vaga na Libertadores do próximo ano, uma vez que o adversário na final da Taça, o Santos, já estava garantido no certame continental como atual campeão da América.

Goleiro Manga que em 1962 jogava pelo Botafogo
O primeiro confronto da decisão, disputado no Pacaembu e vencido pelo Santos pelo placar de 4 a 3, entrou para a história como uma das maiores partidas de futebol no Século XX. No jogo de volta, mais de 100 mil pessoas assistiram ao triunfo carioca, pelo placar de 3 a 1. A melhor de três foi encerrada no Rio de Janeiro. Desta vez, vitória santista, 5 a 0.
Era então consagrado o pódio da Taça de 1962: em primeiro lugar, o Santos, de Pelé. Em segundo, o Botafogo, de Garrincha. Na sequencia, em terceiro, o Inter, do povo. Povo este que, é bem verdade, na ocasião não conseguiu conquistar o Brasil, mas que cada vez mais fincava sua bandeira além do Mampituba. Em 1967, por exemplo, graças ao faro artilheiro de Lambari, viria a primeira vitória gaúcha em terras paulistas, e o vice-campeonato nacional, feito repetido em 1968.
Assim, se não foram repletos de grandes conquistas como os seus predecessores, os anos 60 plantaram na Maior e Melhor Torcida do Rio Grande a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, o Brasil seria vermelho. Antes disso, contudo, foi necessário construir um Gigante com as próprias mãos, partindo das águas um rio. No momento em que ele se levantou, majestoso, o povo pôde se dedicar aos acabamentos que restavam. Foi então que, primeiro com uma, depois duas, e finalmente três mãos de tinta rubra; decorou, na década de 70, o país inteiro ao seu gosto.

Fontes:
Matéria de Pedro Pacheco, originalmente publicada em https://legado.internacional.com.br/home#relembre-a-campanha-colorada-em-seu-primeiro-torneio-nacional-a-taca-brasil-de-1962

Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revista do Globo -ed 25/05/1935
Blog1909 em Cores
https://www.cbf.com.br/futebol-brasileiro/noticias/index/garrincha-o-genio-das-pernas-tortas-foi-o-dono-do-mundo-em-1962