Glória do desporto nacional!

Oh, Internacional

Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar

Correm os anos, surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias

Colorado das glórias

Orgulho do Brasil

sábado, 4 de abril de 2020

Em tempos de distancias uma lembrança de união fazendo a diferença: uma imagem que traduz a força coletiva

Nós que cuidamos da memória colorada, além de profissionais somos torcedores e apaixonados pelo Sport Club Internacional. Cada um fazendo a sua parte, preservando, divulgando, narrando emoções. Juntos cuidamos para que as atuais e futuras gerações não esqueçam dos feitos relevantes do nosso Inter.
Parabéns Inter!
Parabéns Gigante!
Beira-Rio o estádio de todos... e feito por nós!
 
Aceito o convite,e também desafio,de escolher uma imagem que me traduzisse tanto sobre o nosso Sport Club Internacional. Na verdade trago duas imagens, a primeira é o orgulho de um (s) Colorado (s), expresso em flâmula, por ter participado do maior legado de um clube ao seu torcedor: a construção do Beira-Rio. E a outra é a nossa casa, a casa do clube do povo, em sua nova configuração.
O feito construção do Beira-Rio foi o maior movimento solidário em prol de uma paixão, de um amor, um verdadeiro legado….nos artigos deste blog o leitor pode comprovar, com fontes precisas, a importância deste estádio para o futebol brasileiro e toda sociedade gaúcha.
Hoje, ao respeitar o isolamento social necessário, trabalhando de casa sempre que possível, peço um olhar detalhado sobre o Beira Rio...pois há nele a representação real da força e da grandeza deste Clube...o Clube de Todos!
Ana Bicca - Bibliotecária 

O clube é de todos, por isso é gigante

Quando o Inter completou 100 anos de existência eu percorri pela primeira vez seus corredores não mais apenas como torcedora mas como alguém que iria desvendar mistérios e guardar seus tesouros.
Hoje, ainda cada descoberta, cada história contada e compartilhada por aqueles que fizeram e ainda fazem parte de seu cotidiano, traz a mesma emoção deste primeiro dia. A emoção de torcedora juntou-se com a da profissional e está presente em cada momento guardado em forma de documento ou imagem que tenho o privilégio de estar como guardiã. São tesouros que arquivamos para que as memórias de lutas, vitórias e superações não se percam. Para que sempre possamos aprender com o passado para projetar um futuro melhor.
Esta flâmula para mim traduz o que o clube, nestes 111 anos representa, o clube do povo, sem distinção de cor ou classe, o clube de todos e que por isso é gigante.
E para receber seus torcedores fez surgir das águas um estádio com alma onde ecoam os gritos dos colorados que vibram com seus ídolos e suas vitórias. Minha homenagem vem através da foto que faz parte do acervo doado pelo fotógrafo Chico Sisto, torcedor colorado e por um período também foi colaborador do clube.
Yzara Menegaz - Arquivista




terça-feira, 17 de março de 2020

Tesouros do Colorado







Embora estejamos convivendo com a triste realidade de vermos o mercado editorial brasileiro se esfacelando, só na última década mais de 20% deste setor entrou em falência no Brasil, vemos a resistência de editoras highlanders e agradecemos por resistirem por nós.








Na vibe de falar e se deliciar por e com obras de literatura, juntamos nossa força ao combate da possibilidade de leitores não terem mais opção de escolhas. Assim, somando e concentrando tudo de bom que uma excelente leitura pode trazer ao seu leitor, vamos contar sobre uma coleção maravilhosa, editada pela Francisco Alves no início do século passado.























Essas relíquias , por si só, já representariam uma resistência a velha desculpa de que livro é caro. Editadas no inicio do século passado, em versão de bolso - para ser mais acessível -, esta coleção nominada como Viagens Maravilhosas aos Mundos Conhecidos e Desconhecidos , guarda a oportuna chance do leitor deliciar-se com os textos criativos e futuristicos de Júlio Verne. 


Esta Coleção, inteira, está a disposição de todos os leitores que sentirem vontade de conhece-la e desfruta-la. Ela foi doada há 30 anos atrás e compõem o acervo precioso da Biblioteca Zeferino Brazil, a biblioteca COLORADA.

Ao agradecer a editora Francisco Alves, agradecemos ao doador, que nos agraciou com a oportunidade de exercitar o que de fantástico se tem no hábito de ler: viajar e crescer, enriquecendo a mente e a alma através da boa criatividade humana.
Bibliotecária Ana Maria Bicca

segunda-feira, 2 de março de 2020

Trajetória da conquista do Bi da América


Neste ano completamos 10 anos da conquista do Bi da Libertadores da América e não poderíamos deixar passar em branco. Vamos relembrar a trajetória desta conquista emocionante e inesquecível para o clube e nossa torcida, foi um campeonato difícil, como toda disputa pela Libertadores, mas que com força, garra e apoio da torcida o time foi empurrado sempre e no final soltamos o grito de campeão da América mais uma vez.

Curiosidade: '' Bicampeão da América, o Clube do Povo disputou sua primeira Conmebol Libertadores em 1976. Campeão nacional na temporada anterior, o Colorado comprovou sua vocação pioneira ao fincar a bandeira gaúcha no torneio continental. Primeira equipe do Rio Grande do Sul a conquistar o Brasil, foi também o Inter responsável por iniciar a história de nosso Estado no certame hoje cobiçado por todo o país.''


                                  
     
O grupo campeão






Fonte: Revista do Inter Ed 54
Primeira fase
Inter 2x1 Emelec (23/2)



'' A melhor maneira de iniciar uma competição como a Copa Libertadores da América é vencendo. E foi assim que o Inter deu início a sua trajetória rumo ao bicampeonato continental. A equipe conquistou uma vitória por 2 a 1, de virada, sobre os equatorianos do Emelec dentro do Beira-Rio com mais de 39 mil torcedores. Os visitantes abriram o placar no início da segunda etapa, mas Nei, com um belo chute de fora da área, encontrou o ângulo do gol adversário e empatou a partida. No finalzinho do jogo, Alecsandro, após triangulação de Andrezinho e Walter, botou a bola nas redes e carimbou o triunfo colorado na partida de estreia. ''

Deportivo Quito 1x1 Inter (11/3)


'' O primeiro jogo fora de casa do Inter foi recheado de emoções. Além de enfrentar o Deportivo Quito, a altitude foi mais uma dificuldade encontrada pela equipe colorada. Os equatorianos abriram o placar, porém, logo em seguida, Giuliano empatou para o Inter. O momento mais marcante do confronto ocorreu na segunda etapa, quando o goleiro Pato Abbondanzieri brilhou. Após um lançamento do jogador do Deportivo Quito, o goleiro colorado saiu para fazer a defesa dentro da grande área. Quando ele agarrou a bola, o atacante equatoriano o deslocou e os dois caíram no chão. Para surpresa geral, o árbitro marcou pênalti inexistente. Todos os jogadores foram reclamar do juiz, tentando convencê-lo do erro que tinha cometido. Pato, contudo, com sua experiência multicampeã, correu para falar com o bandeirinha, que tinha uma visão mais privilegiada do lance. O auxiliar então chamou o árbitro e a penalidade máxima foi anulada corretamente. O Inter voltava de Quito com um ponto precioso. ''

Cerro-URU 0x0 Inter (18/3)


'' Era a terceira partida do Inter na fase de grupos e a segunda longe do Beira-Rio. Mas nem dava para levar isso em conta. O confronto contra o Cerro, do Uruguai, ocorreu em Rivera, cidade fronteiriça com o Brasil. Cerca de 23 mil colorados lotaram o estádio Atílio Paiva e deram um show. Parecia confronto dentro de casa. Apoio total, mas empate sem gols no placar, apesar do Internacional ter criado as melhores oportunidades da partida. ''

Inter 2x0 Cerro-URU (31/3)


'' Mais de 36 mil colorados fizeram uma linda festa no Beira-Rio e empurraram o time para a segunda vitória na Libertadores. O Inter venceu por 2 a 0 e alcançou a liderança do grupo. Walter chutou e o zagueiro uruguaio Ibañes tentou cortar, mas a bola acabou entrando. Gol contra! O segundo nasceu do oportunismo do artilheiro Alecsandro, que aproveitou rebote do chute de Giuliano para dar números finais à partida.''

Emelec 0x0 Inter (14/4)


'' A batalha em Guayaquil, no Equador, foi dura. O Inter encarou o Emelec buscando o triunfo fora de casa, mas não conseguiu. Pato Abbondanzieri novamente foi brilhante e impediu o gol do adversário. No final, aos 47min, por pouco Andrezinho não deu a vitória ao Inter. O meia acertou uma pancada no travessão do goleiro equatoriano, na melhor chance do time na partida. ''

Inter 3x0 Deportivo Quito (22/4)


 

''Noite de grande futebol com classificação do Inter para as oitavas de final da Libertadores. O único resultado que interessava contra o Deportivo Quito no Beira-Rio era a vitória. Melhor ainda com goleada de 3 a 0. Logo no início do jogo, Andrezinho bateu de perna esquerda, no ângulo, e fez o primeiro. Bolívar, de cabeça, aumentou a vantagem no segundo tempo. No apagar das luzes, Giuliano partiu para a jogada pessoal e soltou uma bomba de pé esquerdo, sem chances para o goleiro. Golaço! O Inter carimbava passagem ao mata-mata da Libertadores.''


Oitavas de final

Banfield 3x1 Inter (28/4)


'' Foi uma derrota dura de aceitar, já que o time colorado foi severamente prejudicado pelos erros da arbitragem. Teve pênalti não marcado, expulsão injusta e gol irregular do adversário. O Inter perdeu por 3 a 1 (Kleber marcou o gol colorado e depois acabou sendo expulso) para o Banfield, na Argentina, e ficou na obrigação de vencer por pelo menos dois gols de diferença na partida de volta.''


Inter 2 x 0 Banfield (6/5)




'' Com uma atuação marcada pela garra, o Internacional venceu o Banfield por 2 a 0 e garantiu a classificação. Foi uma noite inesquecível de Libertadores no Beira-Rio. Time e torcida atingiram perfeita sintonia e sufocaram o adversário do primeiro ao último minuto. A missão colorada de reverter o resultado do primeiro duelo na Grande Buenos Aires foi alcançada com êxito graças a esta sinergia no Gigante. O primeiro gol, marcado por Alecsandro, saiu em um momento-chave da partida, no finalzinho do primeiro tempo, incendiando o time colorado com ainda mais motivação. Na etapa final, Walter ampliou e garantiu a vaga entre os oito melhores da América.''

Quartas de final
Inter 1x0 Estudiantes (13/5)



'' Foi um jogo duríssimo, contra um qualificado adversário que veio a Porto Alegre disposto a não dar espaços em campo. Mas o Inter foi persistente e venceu o atual campeão da América por 1 a 0, com um gol de Sorondo aos 42min do segundo tempo, garantindo uma importante vantagem para a partida de volta, em Quilmes, na Argentina.''


Estudiantes 2x1 Inter (20/5)




'' Foi a legítima derrota com sabor de vitória. O time colorado perdia por 2 a 0 para o Estudiantes até os 43min do segundo tempo. A torcida argentina já comemorava, mas em meio à espessa nuvem de fumaça provocada pelos sinalizadores acesos nas arquibancadas do Centenário, em Quilmes, Giuliano marcou o gol da classificação, eliminando o atual campeão da América. Como havia vencido por 1 a 0 no Beira-Rio, o resultado serviu para que o Inter avançasse à semifinal.''

Semifinal
Inter 1x0 São Paulo (28/7)



'' Apoiado por mais de 48 mil torcedores, o Inter teve que lutar muito para conquistar a importante vitória no primeiro enfrentamento da semifinal, no Beira-Rio. O São Paulo armou um ferrolho em frente à sua área e praticamente abdicou do plano ofensivo durante toda a partida. Foi o legítimo jogo em que apenas um time tomou a iniciativa na busca pelo gol. Mas aos 22min da etapa final, Giuliano fez o Gigante explodir de alegria: meia-atacante recebeu na área de costas para o gol, fez o giro em cima dos zagueiros, e chutou com categoria, no cantinho direito, para fazer 1 a 0. Ceni ficou estático no centro do gol, totalmente sem reação. O garoto mais uma vez saiu do banco de reservas para decidir uma partida.''

São Paulo 2x1 Inter (5/8)




'' Foi emocionante a classificação colorada à final da Libertadores. O Internacional perdeu por 2 a 1 no Morumbi, mas o gol qualificado de Alecsandro serviu para que a equipe do técnico Celso Roth ficasse com a vaga. Mais de 57 mil são-paulinos viram o Inter triunfar mais uma vez na capital paulista. Os cerca de 2 mil colorados presentes no estádio puderam gritar a plenos pulmões: "O Morumbi virou o Beira-Rio!". ''

Final
Chivas 1x2 Inter (11/8)



'' Foi mais uma atuação de gala do Internacional na Libertadores. O time colorado jogou com autoridade em Guadalajara e mostrou que estava ávido pelo bicampeonato da América. Após um primeiro tempo primoroso, o Campeão de Tudo sofreu o gol em um lance isolado, bem no finalzinho da etapa. Mas existia uma convicção no vestiário colorado no intervalo: a virada era possível. E assim foi. No segundo tempo, o Inter lançou-se ao ataque e marcou dois belos gols de cabeça, com Giuliano e Bolívar. Foi uma vitória de encher de orgulho a maior e melhor torcida do Rio Grande. A taça mais cobiçada do continente estava ainda mais próxima do Beira-Rio. ''

Inter 3x2 Chivas (18/8)


'' A conquista do bi da América foi alcançada de forma natural pelo Inter. O time colorado venceu o Chivas por 3x2 , novamente de virada, em um Beira Rio lotado. Fábian marcou para os mexicanos no final do primeiro tempo, mas assim como já havia sido em Guadalajara, o Inter voltou com uma postura extremamente agressiva na etapa final e mudou o placar. Rafael Sobis empatou aos 16 min, Leandro Damião- que havia entrado no lugar de Rafael Sobis - virou aos 30 min e Giuliano ampliou aos 44 min. Araujo ainda descontou no pagar das luzes, mas o Gigante já comemorava o título. A placa está cravada na taça Libertadores da América - Internacional - Campeão de 2010. Assim como foi em 2006 , o time colorado teve o privilégio de erguer o troféu no gramado do Beira Rio, para deleite da maior e melhor torcida do Rio Grande. A América foi repintada de vermelho nesta antológica conquista. ''










Fonte: Revista Goool 27 anos – ed 154 – 2010 
Revista do Inter edição 54 
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revistas disponíveis na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Bote seu bloco na rua! Bote seu Bloco em casa! Bote sua alegria em alta!


Carnaval! A origem do termo tem duas possíveis nascentes: uma vem da idade antiga, onde egípcios, hebreus, gregos e romanos celebravam as colheitas e a fartura. Na Roma Antiga nas festas Saturnais -realizadas em honra a Saturno- os romanos usavam o carrum navalis (o mais antigo carro alegórico que se tem notícia) para desfilar com homens e mulheres nus; outra possível origem é a expressão latina carnem levare - que significa ficar livre da carne – em alusão a liberdade antes da quaresma (católica) que impunha restrições nos hábitos das pessoas. 
De qualquer forma, o Carnaval é um momento de celebração onde as pessoas festejam e se liberam num êxtase coletivo. De início, no Brasil, conforme eram as festas em Portugal (entrudo) os brasileiros brincavam com água nos dias de folia e a magia era molhar os blocos rivais. 
Mas entre blocos e folias, a brincadeira no Brasil só passou a contar com as marchinhas carnavalescas a partir dos anos 30 mas o ritmo já existia há muito tempo. “Ó Abre Alas” é considerada a marcha mais antiga feita para um bloco mas a maestrina Chiquinha Gonzaga compôs a “música para dançar” em 1899 para o bloco Rosa de Ouro, do Rio de Janeiro. 
Entre ritmos, blocos, foliões, Carnaval é agito total. E se faz parte da vida das pessoas expressa uma manifestação do social e vira estudo, e vira livro....

Quer conhecer um pouco mais sobre como surgiu a festa do carnaval? A Biblioteca do Inter tem diversos livros que contam esta história!

Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Livros disponíveis na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

'Abílio dos Reis o garimpador de talentos'

Abilio dos Reis e o técnico Daltro Menezes
Abilio nasceu em 10/01/1918, filho do imigrante português, José de Oliveira Reis e de Honorina Pesca também descendente de portugueses. Seu nome foi dado em homenagem ao primeiro irmão que faleceu poucas horas depois de nascer.
Sua trajetória estudantil passa pelo Colégio São Pedro (no bairro floresta) e pelo Colégio Rosário. Ele tinha tudo para ser gremista, pois sob a influência do pai ( sócio e torcedor do tricolor gaúcho), trabalhava na empresa de Saturnino Vanzelotti, dirigente gremista que mais tarde se tornaria presidente do Grêmio. O presidente que contratou o primeiro negro na história do futebol gremista: o Tesourinha.
Ao contrário de toda a família, Abilio preferia o Pombal, um time da várzea da zona norte de Porto Alegre onde ele era quarto-zagueiro.
No seu tempo de adolescente, bastava aparecer uma área limpa e uma bola e já estava formado um novo clube, assim nasceu o clube Mauá. No campo do Isaías, um uruguaio comerciante na Cristovão Colombo que ofereceu o campo ao lado de sua casa e deu uma bola para a Abilio e seus amigos que limparam o terreno. 
Assim foi também em 1934, quando o proprietário do Restaurante Santo Antônio, ajeitou um campo, reuniu a gurizada e nasceu o Atlântico Futebol Clube. 
Abílio se destacou no futebol de várzea, com o apelido de 'canhão do morro' pelo seu chute forte. O morro era referente ao Morro São Pedro onde ficava a sede do Pombal. 
Entre idas e vindas foi no Pombal que ganhou o primeiro título de campeão varzeano, torneio promovido pelo jornal Folha da Tarde (em 1940). No clube se tornou um dos mais antigos jogadores e, naturalmente, assumiu o cargo informal de treinador e capitão do time. Este foi o início de sua carreira como técnico. 
Começa também sua trajetória como descobridor de craques na várzea em clubes pequenos. 
Em 1947 foi auxiliar técnico do Renner e com a saída do amigo Acácio (treinador) assumiu a posição. Neste ano o Renner superou as potências que eram Inter e Grêmio. Foi Campeão da Cidade. Desse time os destaques eram Sábia e Valdir, este último, se consagrou no futebol como um grande goleiro (arqueiro) e foi treinador de goleiros do Palmeiras. Em 1955 Abilio montou um time de juvenis, e de seu elenco teve dois craques que foram transferidos para o Corinthians e para o Internacional. No final de 1958, Frederico Arnaldo Ballvé, presidente do Inter, convidou Abilio para treinar os juvenis do clube onde ele ficou até 1961. De suas andanças como técnico das categorias juvenis, retornou ao Inter em 1964 até 1968.
Seu olho clínico não perdia um craque de vista! Como nesta passagem contada no livro ....Abilio dos Reis, o garimpador de talentos :
Abílio dos Reis desceu do carro e, compenetrado, observou uma pelada de garotos que jogavam na Praça da Redenção. Era 1959. Terminado o jogo, aproximou-se do centroavante de um dos times e convidou-o para testes no Internacional. 
No Dia seguinte o rapaz treinou e foi aprovado.
-Tens apelido? 
-Tenho. É Larry. 
-Por quê? 
-Porque sou centroavante e me acham parecido com ele (Larry Pinto de Faria). Abílio passou a orientar seus treinamentos. Após alguns ensaios, recomendou-o jogar na quarta zaga e logo a seguir na lateral esquerda. Com a mudança de posição o apelido perdeu sua razão. Deixou de ser Larry e passou a ser ele mesmo, Sadi. E como Sadi foi o capitão do time e titular do Internacional por sete anos. Foi um dos precursores do lateral de avanço. hoje chamado de ala. Diversas vezes convocaram-no para a Seleção Brasileira. 
Garimpados por ele estão Carpegiani, Dunga, Sadi, Dorinho, Pontes, Mauro Galvão, Schneider, Cláudio Duarte, Sérgio Galocha, entre outros. 
Muitos atletas do clube que tiveram a sua participação em sua formação e foram burilados por ele como Flávio Bicudo, Gilmar, Luiz Carlos Winck, Claudiomiro, Escurinho, Pinga, Caíco, Falcão, entre outros. 

Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Abílio dos Reis o garimpador de talentos autor Abrão Aspis, editora Acadêmica, Porto Alegre, 1995 - 116p. - livro disponível para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho
foto: acervo digital - doação Leonardo Menezes