Glória do desporto nacional!

Oh, Internacional

Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar

Correm os anos, surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias

Colorado das glórias

Orgulho do Brasil

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Acervo Colorado Como Fonte Para Pesquisa Histórica

A Biblioteca Zeferino Brazil e o Arquivo Histórico do Internacional, divisões da Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional-FECI, receberam hoje a visita do Dr. Germano Mostardeiro Bonow e Glaucia Külzer, diretor e historiadora do Museu da História da Medicina do Rio Grande do Sul. Os mesmos foram recepcionados pelo presidente da FECI Cesardo Vignochi, pela bibliotecária Ana Bicca e a arquivista Yzara Menegaz.
A visita objetivou arrolar informações sobre os ilustres colorados que fizeram parte da Campanha Sanitária contra a Gripe Espanhola no RS em 1918. Com satisfação o Internacional conseguiu, através dos acervos bibliográficos e arquivísticos de sua história, contribuir na pesquisa elencando nomes como o do Dr. Carlos Kluwe, Dr. Florêncio Ygartua, Dr. Mario Totta e Dr. Jorge Washington Martins. Também foi doado ao acervo do Museu da Medicina um exemplar da obra “O Gigante da Beira-Rio” , de Carlos Lopes dos Santos, preciosa contribuição no resgate da história Colorada.
A FECI agradece pela visita e o reconhecimento por parte de tão ilustre instituição e coloca-se sempre a disposição, através de suas divisões que preservam e difundem a histórica trajetória do Sport Club Internacional para contribuir no resgate da história da sociedade sul-rio-grandense.
Luis Antonio Nejar, Cesardo Vignochi, Ana Bicca, Dr. Germano Bonow, Gláucia Külzer e Yzara Menegaz



quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Amistoso Inter X Roma - 1981

Fonte: Arquivo Histórico SCI/Departamento de Futebol
Paulo Roberto Falcão nasceu em Abelardo Luz, em 16 de outubro de 1953 e começou a marcar sua história no Internacional ainda nas categorias de base.

Logo no início da década de 70 mostrava um talento inigualável, e chamou a atenção da comissão técnica. Isso o levou a assumir a titularidade do Sport Club Internacional em 1973. 
Falcão era um meio-campo ofensivo, que impressionava pela quantidade de gols que marcava. Com isso, ajudou o Clube a dominar o futebol brasileiro na década de 70 e levou para casa inúmeras conquistas: Campeonatos Brasileiros de 1975, 1976 e 1979 e os Campeonatos Gaúchos de 1973, 1974, 1975, 1976 e 1978. Foi considerado o melhor jogador do Brasileirão por três campeonatos.


Fonte: Arquivo Histórico SCI
Títulos:
Campeonato Gaúcho - 1973 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1974 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1975 - Internacional
Campeonato Brasileiro - 1975 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1976 - Internacional
Campeonato Brasileiro - 1976 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1978 - Internacional
Campeonato Brasileiro - 1979 - Internacional
Campeonato Italiano - 1983 - Roma
Campeonato Paulista - 1985 - São Paulo

Fonte:historiadordofutebol.com.br
Em 1980 transferiu-se para a Associazione Sportiva Roma, Itália. No ano seguinte, aconteceu uma partida amistosa entre o time Roma x Inter para celebrar a chegada de Falcão a Roma e se despedir dos companheiros do Internacional. Pela ASRoma, ajudou o time a conquistar o campeonato italiano, fato que não ocorria desde 1942. 


Abaixo como curiosidade publicamos a correspondência enviada pelo clube AS Roma para a CBF solicitando autorização para o jogo amistoso que ocorreu em 29 de agosto de 1981. 

No detalhe, tradução da correspondência.

Fonte: anotandofutbol.blogspot.com

Fonte: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional








terça-feira, 28 de agosto de 2018

Paixão sempre estará conosco

Paixão Côrtes antes de folclorista, historiador, cantor, embaixador da cultura sul-rio-grandense, era COLORADO. O sangue vermelho de sua linhagem calcou os alicerces do Sport Club Internacional. Ele sempre esteve com seu Clube no coração e nas idéias. E quando convidado a ser o Patrono da Primeira Feira Colorada do livro e do vinil, sabia que mais uma vez realizava algo inédito, só que agora junto com seu clube. Para homenagear a FECI que fazia aniversário, Paixão Côrtes colocou sua pilcha de festa e veio para o pátio do Beira Rio distribuir cultura, prosa e história. Veio fazer história. Pois seu Inter, além de futebol, trazia ao seu torcedor, ao seu povo...o seu clube feito praça de leitura, de dança, de folclore, de disco, de música...de arte do sul. Obrigada Paixão, pelas obras, pelos sorrisos, pela atenção….



Fonte: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Torneio de Glasgow

Fonte: Sport Club Internacional
Em agosto de 1987 o Internacional participou e venceu o Torneio de Glasgow, na Escócia.
Foram dois jogos, o primeiro em 1/08 com a  vitória de 2 a 1 sobre o Ajax, da Holanda, com gols de Paulo Mattos e Heider. E no dia seguinte o empate de 1 x 1 contra o Glasgow Rangers, o gol colorado de Norberto levou para a decisão nos penaltis, onde o Inter venceu por 5 a 4 e ficou com o título.
"Não há registros de outras edições do torneio além de 1987. Além de Inter, Glasgow Rangers e Ajax, o Real Sociedad (Espanha) também participou da disputa. Vale destacar qye Ajax era treinado por Johan Cruyff e contava com Frank Rijkaard como 'maestro' no meio-campo."
Time colorado: Ademir Maria; Luis Carlos, Aloísio, Laércio e Paulo Roberto; Airton, Norberto e Balalo; Heider, Amarildo e Paulo Mattos. Também jogaram Dacroce, Luis Fernando e Paulinho.


Fonte:Detalhe do livro "O Internacional e suas conquistas pelo mundo: o almanaque dos jogos internacionais" 
Fonte: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Fonte: "O Internacional e suas conquistas pelo mundo: o almanaque dos jogos internacionais Autor: Ricardo Luis Bestetti  p.17 Editora Ideograf, 2009. - Disponível para consulta na Biblioteca Zeferino Brazil

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

D'Alessandro

"O meia argentino criou uma bonita história dentro do Clube do Povo e solidificou um laço forte com a capital gaúcha, onde estabeleceu a sua família. Hoje, não há como pensar no Inter dos últimos anos sem lembrar deste argentino de personalidade forte, que segue fazendo história com a camisa vermelha." 
A nossa homenagem vai através da publicação da carta do nosso colega Tharles, que na época era um torcedor colorado e foi receber o craque no aeroporto. Hoje ajuda a preservar  a história colorada.
Nossa postagem é hoje, 01/08, porque oficialmente é a data de seu início como atleta do Sport Club Internacional.
"Há exatos 10 anos, descia no aeroporto Salgado Filho um dos maiores ídolos da história colorada.
Nesse dia, aconteceria partida pelo brasileirão.
Eu estava indo para assistir o jogo, mas resolvi passar antes para ver esse tal de D'Alessandro.
Não me arrependo! Tinha mais ou menos 400 pessoas no aeroporto, foi uma loucura!
Aquele momento foi inesquecível, porque tudo que fizemos para recebê-lo, na sua chegada, ele correspondeu dentro e fora de campo.
Passou alguns meses e vivemos o greNAL dos 4x1 em 28/09/2008, no dia do meu aniversário.
Ah, que partida fizeste. Destruiu, detonou o rival.
D'Ale, tu significa para essa nação um guerreiro, um jogador que demonstra amor e garra das cores vermelha e branca.
Aquela Libertadores de 2010, tchê tu foi perfeito, praticamente carregou sozinho aquela América.
Tu é a cara da torcida, é o cara que corresponde todo o amor por esta camisa e sempre dando toda sua atenção para cada torcedor.
Ah, não podemos esquecer daquela última volta olímpica dentro do campo do nosso coirmão.
Que partida... Partida que fez nos dar a última volta lá dentro. Sem falar que tu comemoraste feito louco, como um torcedor.
Tenho tantas lembranças de você vestindo essa camisa.
Mas tem aquele greNAL, no estadio Olímipico no dia, 02/12/2012 com dois homens a menos e seguramos o empate, e a festa mais uma vez foi nossa, tu indo na mureta para comemorar.
D'Alessandro, tu és admirado por todos, mesmo quem não torce pelo Inter, tu sabe que é isso? Isso significa que tu és um símbolo, uma lenda nesse Estado.
Tu estás fazendo 10 anos de clube. Tantas glórias e felicidades nessa longa trajetória.
Ah, D'Ale Tenho medo de quando tu encerrar sua carreira como jogador. Fico me perguntando será que vamos achar outro D'Ale? Acho impossível! Esse jogador que és, um cara que dá a vida em cada Vitória.
Tenho orgulho de ver um jogador igual a você vestindo essa camisa que tanto amo.
É por isso tenho uma pequena homenagem como uma tatuagem, pelo tudo que fez para a essa nação que veste camisa vermelha.
Pode ter certeza que és um dos maiores ídolos da história."

Tharles Thones

(texto datado não foi alterado respeitando a criação original do autor)






Fotos: arquivo pessoal 

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Escrever Para Viver


“ De todos os instrumentos do homem, o mais surpreendente é, sem dúvida nenhuma, o livro.” Com esta frase de Jorge Luis Borges, escritor argentino, buscamos traduzir, em parte, o infinito que está contido em uma obra literária. 

As ideias, sentimentos ou sentidos, expressos em palavras carregam vida. Sem métrica ou rima, sem prosa ou verso, sem forma ou reverso, é pura vida. Ou ao contrário, contendo tudo, na métrica, no verso, na rima, na prosa, na frase solta...há vida. 
Escrever para viver. Para estar vivo mesmo quando o corpo já não estiver presente. Escrever para ser ‘para sempre’. Para guardarmos nos eternos instantes traduzidos em palavras. Coisa rara. 
Escrever para dotarmos o humano da sensibilidade, da verdade (tão una e coletiva), de vida... 
Leia. Transforme, transmute, viva, pois alguém escreveu para viver. 

Obrigada Escritor!

Cyro Martins e Dyonelio Machado, foram alguns dos escritores que doaram livros para engrandecer a Biblioteca colorada
Veja mais:Biblioteca Zeferino Brazil
Texto: Ana Maria Froner Bicca
Fonte: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Os Maiores Scores do Internacional

Ilustração publicada n  revista Gigante Milionário/1979
Colorados, quando pensamos na vitória do Nosso Internacional, lembramos de gols. Muitos gols que marcaram as lembranças de todos nós. Cada um tem um momento histórico na sua paixão futebolística.

Pensando neste sentimento fantástico, no sabor de contarmos os “feitos relevantes”, lembramos de alguns scores que ultrapassaram uma dezena de gols. Com a intenção de enriquecer os detalhes da memória de cada torcedor Colorado, elencamos alguns destes placares. A fonte desta pesquisa é resultado do trabalho abnegado do Colorado Hélio Dias que, apaixonado pelo seu clube, organizou, através da consulta em Jornais da época, todos os jogos do Sport Club Internacional.



11/08/1912
Nacional
16 x 0


Campeonato Portoalegrense 1912


24/05/1914
Americano (Porto Alegre)
15 x 2


Campeonato Portoalegrense 1914


27/05/1917
São José-RS
14 x 0


Campeonato Portoalegrense 1917


23/05/1976
Ferro Carril
14 x 0


Campeonato Gaúcho 1976


25/06/1916
Colombo
14 x 0


Campeonato Portoalegrense 1916


20/06/1920
Municipal
14 x 2


Amistosos 1920


13/09/1918
São José-RS
13 x 0


Campeonato Portoalegrense 1918


06/08/1939
Sokol
13 x 1


Torneio Relâmpago 1939


10/09/1916
Fussball Club
13 x 1


Campeonato Portoalegrense 1916


26/08/1945
Força e Luz
12 x 0


Campeonato Portoalegrense 1945

Fichas de jogos do livro 1909 à 1942 de Helio Dias
Texto: Ana Maria Froner Bicca
Fontes: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revista Gigante Milionário/1979 
Fichas de jogos: Coletânea Helio Dias - Livro 1909 à 1942 - Museu do Sport Club Internacional - Ruy Tedesco
Site: http://www.interpedia.com.br/ 

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Exposição 'Preservando a memória, projetando o futuro'


A Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional-FECI convida para a exposição “Preservando a memória, projetando o futuro” que mostrará um pouco da História Colorada.
O Arquivo Histórico do SCI está participando da 2ª Semana Nacional de Arquivos que ocorrerá de 04 a 08 de junho. A Exposição estará junto a FECI, ( no 2º andar do ginásio Gigantinho.)
Programação:
04/06 a 08/06 – 14h as 18h - Exposição de documentos, publicações e objetos (participação da Biblioteca Zeferino Brazil e Museu do Inter – Ruy Tedesco)
06/06 – 18:30 - Roda de Conversa – 'Prata da Casa' - colaboradores do Internacional que são os difusores da nossa história falam sobre 'a importância da preservação da informação/documentos para a comunicação do clube.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Elton Fenserseifer, ganhador do Prêmio Belfort Duarte

Modelo de prêmio entregue. Fonte: www.acervodabola.com.br
Prêmio Belfort Duarte foi criado em homenagem a João Evangelista Belfort Duarte, considerado um modelo de disciplina como jogador. Ele jogou no América do Rio onde foi campeão em 1913. Este prêmio foi criado em 1945 e prevaleceu até 1981, quando teve uma pausa, retornando em 1995. 
Ao retornar sofreu modificações. E os atletas condecorados com o prêmio passariam a ter acesso aos estádios de futebol no Brasil somente após se aposentarem. Além da carteirinha, recebiam um diploma e uma medalha. O prêmio dado pelo extinto Conselho Nacional de Desportos era destinado a atletas que tivessem jogado pelo menos 200 jogos oficiais em dez anos de carreira sem nenhuma punição na Justiça Desportiva. Na lista de premiados estão Vavá, Didi, Zagalo, Telê entre outros. 
Quem também ganhou o prêmio, foi Elton Fersteinfester, que jogou no Inter entre 1966 e 1969.
Fonte: Arquivo Histórico/Departamento de Futebol
Elton participou da inauguração do Beira Rio


Elton no time Campeão Gaúcho de 1969

Fontes: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
www.acervodabola.com.br
Revista Placar edições 363 de 08/04/1977 e 1160 de fevereiro de 2000


















terça-feira, 8 de maio de 2018

Flávio Bicudo - Flávio Minuano

Fonte: Arquivo Histórico/Departamento de Futebol
Flávio Almeida da Fonseca, ficou conhecido como Flavio Bicudo e também como Flávio Minuano, nasceu em Porto Alegre em 09 de julho de 1944. Foi vendedor de jornal e aos domingos costumava tocar saxofone na banda da casa onde aprendeu o instrumento, a instituição beneficente mantida pela LBA.
Fonte Revista Placar  - Nº 683 - 24/06/1983
Segundo matéria de Lemyr Martins publicada na Revista Placar nº 683, o início no futebol, aconteceu graças indicação do técnico do Real Madrid, time de várzea de Porto Alegre. O técnico conhecido como 'Girafa' percebeu o talento do menino Flávio e o indicou para Abílio dos Reis no Internacional. Flávio iniciou na categoria infantil e por sua performance no ano seguinte já passou para os juvenis.
Como profissional iniciou no Inter em 1961 ficando até 1964 quando passou a defender o Corinthians (SP). Passou ainda pelo Fluminense (RJ) em 1969 e em 1971 foi jogar no Futebol Clube do Porto (Portugal).
Passe de retorno de Portugal
Em 1975 retornou ao Brasil e ao Internacional, neste ano tornou-se campeão brasileiro.
Time campeão brasileiro de 1975
Gols no Inter:
1º período de 24/05/1961 a 14/03/1964
1961 - 08 gols
1962 - 22 gols
1963 - 22 gols
1964 - 04 gols
2º período de 10/07/1975 a 09/07/1976
1975 - 23 gols
1976 - 04 gols
Flávio ainda teve uma curta passagem pelo Santos Futebol Clube em 1977, jogou também pelo Figueirense (SC), pelo Brasília (DF) e pelo Jorge Wilstermann da Bolívia, onde encerrou sua carreira em 1981.

Fonte: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional 
blog Tardes de Pacaembu
Revista Placar - Nº 683 - 24/06/1983



sexta-feira, 13 de abril de 2018

O primeiro Robertão e o gol de Lambari

O primeiro Robertão disputado pelo Inter foi através de um Comitê formado por colorados e gremistas, em uma parceria que tinha entre outras coisas, um caixa único e que foi lucrativo aos dois clubes. O feito aconteceu em 1967 e 1968. Em 1969 com a inauguração do Beira Rio a parceria se encerrou.

"Para o Internacional, o ano de 1967 foi diferenciado. O Colorado, depois de cinco anos, voltava a disputar um torneio de âmbito nacional. Após o honroso 3º lugar na Taça Brasil de 1962, o Robertão de 67 abriu novamente os caminhos do Inter ao cenário futebolístico nacional.
O dia 28 de maio de 1967 é uma data histórica para o Colorado. Em um duelo contra o Corinthians, o Internacional obteve a primeira vitória de um time gaúcho no estádio Pacaembu. O 1 a 0 foi garantido com um gol do jovem atacante chamado Lambari*, vindo do modesto Tamoio, de Santo Ângelo. O Corinthians contava com Dino Sani, Rivelino, Flávio Minuano e Gílson Porto." oscoloradosanonimos.blogspot 
Fonte página e destaque:Jornal Folha da Tarde - Suplemento Especial - 05/09/1969
* Paulo Ferreira  dos Santos, conhecido como Lambari, iniciou sua carreira nos juvenis do Tamôio de Santo Ângelo, onde em 1960 foi campeão da 2ª Divisão de Profissionais.
Vindo do S. C. Rio Grande, ingressou no Internacional em 1967, período em que o clube se dedicava a construção do Beira-Rio, Lambari no ano da inauguração do estádio esteve emprestado ao E. C. Juventude de Caxias/RS e depois para o clube Londrina F. C. em. Londrina/PR.
A chuteira de Lambari usada no jogo de 1967 foi exposta em vitrines de lojas em Porto Alegre. 
O gol feito por Lambari (indicado na foto), ficou na história do Inter, como o gol da primeira vitória de um time gaúcho em São Paulo.
Ficha de jogo: Coletânea Helio Dias

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Jornal Folha da Tarde - Suplemento Especial - 05/09/1969 -  disponível para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho
Revista Placar nº 343 - Novembro/1976 - acesso on line - https://books.google.com.br/books - exposição+da+chuteira+de+lambari
Ficha de jogo: Coletânea Helio Dias  - Museu do Sport club Internacional Ruy Tedesco
Blog: oscoloradosanonimos.blogspot - reliquiasdofutebol.blogspot.com.br


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Beira Rio - 50 anos

Vista aérea durante a construção do estádio, acervo Arquivo Histórico S.C.I
"A história do Estádio Beira-Rio começou no dia 12 de setembro de 1956, quando o vereador Ephraim Pinheiro Cabral, três vezes presidente do Internacional, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área que seria aterrada junto ao Guaíba. A complexidade da obra fazia com que ela não saísse do papel. Até que, numa noite de 1960, ao chegar nos Eucaliptos e se deparar com uma multidão fora do estádio, pois não havia mais lugar, Ruy Tedesco e Telmo Thompson Flores pediram uma reunião com o presidente Ephraim Pinheiro Cabral para tratar do assunto. 

No encontro, definiram José Pinheiro Borda como presidente da Comissão de Obras: um homem de visão, que trabalhava exaustivamente pelo clube e possuía muito tempo para controlar aquela grandiosa construção. Não demorou, Borda conseguiu, da prefeitura, uma máquina para colocar terra sobre a água do Guaíba que cobria o terreno.

Pinheiro Borda dedicava-se ao máximo. Ruy Tedesco praticamente abandonou a sua firma de engenharia para se engajar no mutirão. Campanhas por rádio conclamavam o torcedor colorado da capital e do interior a doarem tijolos, cimento e ferro. Em julho de 1962, José Pinheiro Borda e o prefeito Loureiro da Silva lançaram a pedra fundamental. A venda de títulos para arrecadar fundos para a obra, que em um ano havia vendido apenas dois mil, com o início da construção rapidamente chegou aos 40 mil.

Era comum os torcedores irem até o local da obra e ficarem assistindo a movimentação dos pedreiros, contemplando aquele gigantesco estádio que estava sendo erguido e projetando novos tempos de conquistas, pois a década de 60 era de vacas magras, com as atenções do clube voltada para a construção da nova casa.
Com o falecimento de Borda, Ruy Tedesco assumiu a presidência da Comissão. O estádio, antes da inauguração, já tinha nome: José Pinheiro Borda. Em 1968, o Gigante já se mostrava imperioso, mas ainda levou um ano só com acabamentos, para que ele fosse inaugurado como o mais bonito e luxuoso do Brasil. Sua iluminação era a melhor existente, com o dobro de potência do Maracanã. O placar eletrônico era o que de mais moderno havia. Os vestiários e as cabines de imprensa davam inveja.
No dia 06 de Abril de 1969, um domingo, foi inaugurado o Gigante da Beira-Rio."







No aniversário de oito anos do Beira-Rio, o Jornal do Inter fez uma homenagem, com uma edição voltada para a construção do Gigante da Beira-Rio.


Texto retirado da Revista Gool, Ed. 141/2009
Fonte: Jornal do Inter, Ano II - Número 41, Abril de 1977, disponível no acervo do Arquivo Histórico e Biblioteca Zeferino Brazil