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segunda-feira, 2 de março de 2020

Trajetória da conquista do Bi da América


Neste ano completamos 10 anos da conquista do Bi da Libertadores da América e não poderíamos deixar passar em branco. Vamos relembrar a trajetória desta conquista emocionante e inesquecível para o clube e nossa torcida, foi um campeonato difícil, como toda disputa pela Libertadores, mas que com força, garra e apoio da torcida o time foi empurrado sempre e no final soltamos o grito de campeão da América mais uma vez.

Curiosidade: '' Bicampeão da América, o Clube do Povo disputou sua primeira Conmebol Libertadores em 1976. Campeão nacional na temporada anterior, o Colorado comprovou sua vocação pioneira ao fincar a bandeira gaúcha no torneio continental. Primeira equipe do Rio Grande do Sul a conquistar o Brasil, foi também o Inter responsável por iniciar a história de nosso Estado no certame hoje cobiçado por todo o país.''


                                  
     
O grupo campeão






Fonte: Revista do Inter Ed 54
Primeira fase
Inter 2x1 Emelec (23/2)



'' A melhor maneira de iniciar uma competição como a Copa Libertadores da América é vencendo. E foi assim que o Inter deu início a sua trajetória rumo ao bicampeonato continental. A equipe conquistou uma vitória por 2 a 1, de virada, sobre os equatorianos do Emelec dentro do Beira-Rio com mais de 39 mil torcedores. Os visitantes abriram o placar no início da segunda etapa, mas Nei, com um belo chute de fora da área, encontrou o ângulo do gol adversário e empatou a partida. No finalzinho do jogo, Alecsandro, após triangulação de Andrezinho e Walter, botou a bola nas redes e carimbou o triunfo colorado na partida de estreia. ''

Deportivo Quito 1x1 Inter (11/3)


'' O primeiro jogo fora de casa do Inter foi recheado de emoções. Além de enfrentar o Deportivo Quito, a altitude foi mais uma dificuldade encontrada pela equipe colorada. Os equatorianos abriram o placar, porém, logo em seguida, Giuliano empatou para o Inter. O momento mais marcante do confronto ocorreu na segunda etapa, quando o goleiro Pato Abbondanzieri brilhou. Após um lançamento do jogador do Deportivo Quito, o goleiro colorado saiu para fazer a defesa dentro da grande área. Quando ele agarrou a bola, o atacante equatoriano o deslocou e os dois caíram no chão. Para surpresa geral, o árbitro marcou pênalti inexistente. Todos os jogadores foram reclamar do juiz, tentando convencê-lo do erro que tinha cometido. Pato, contudo, com sua experiência multicampeã, correu para falar com o bandeirinha, que tinha uma visão mais privilegiada do lance. O auxiliar então chamou o árbitro e a penalidade máxima foi anulada corretamente. O Inter voltava de Quito com um ponto precioso. ''

Cerro-URU 0x0 Inter (18/3)


'' Era a terceira partida do Inter na fase de grupos e a segunda longe do Beira-Rio. Mas nem dava para levar isso em conta. O confronto contra o Cerro, do Uruguai, ocorreu em Rivera, cidade fronteiriça com o Brasil. Cerca de 23 mil colorados lotaram o estádio Atílio Paiva e deram um show. Parecia confronto dentro de casa. Apoio total, mas empate sem gols no placar, apesar do Internacional ter criado as melhores oportunidades da partida. ''

Inter 2x0 Cerro-URU (31/3)


'' Mais de 36 mil colorados fizeram uma linda festa no Beira-Rio e empurraram o time para a segunda vitória na Libertadores. O Inter venceu por 2 a 0 e alcançou a liderança do grupo. Walter chutou e o zagueiro uruguaio Ibañes tentou cortar, mas a bola acabou entrando. Gol contra! O segundo nasceu do oportunismo do artilheiro Alecsandro, que aproveitou rebote do chute de Giuliano para dar números finais à partida.''

Emelec 0x0 Inter (14/4)


'' A batalha em Guayaquil, no Equador, foi dura. O Inter encarou o Emelec buscando o triunfo fora de casa, mas não conseguiu. Pato Abbondanzieri novamente foi brilhante e impediu o gol do adversário. No final, aos 47min, por pouco Andrezinho não deu a vitória ao Inter. O meia acertou uma pancada no travessão do goleiro equatoriano, na melhor chance do time na partida. ''

Inter 3x0 Deportivo Quito (22/4)


 

''Noite de grande futebol com classificação do Inter para as oitavas de final da Libertadores. O único resultado que interessava contra o Deportivo Quito no Beira-Rio era a vitória. Melhor ainda com goleada de 3 a 0. Logo no início do jogo, Andrezinho bateu de perna esquerda, no ângulo, e fez o primeiro. Bolívar, de cabeça, aumentou a vantagem no segundo tempo. No apagar das luzes, Giuliano partiu para a jogada pessoal e soltou uma bomba de pé esquerdo, sem chances para o goleiro. Golaço! O Inter carimbava passagem ao mata-mata da Libertadores.''


Oitavas de final

Banfield 3x1 Inter (28/4)


'' Foi uma derrota dura de aceitar, já que o time colorado foi severamente prejudicado pelos erros da arbitragem. Teve pênalti não marcado, expulsão injusta e gol irregular do adversário. O Inter perdeu por 3 a 1 (Kleber marcou o gol colorado e depois acabou sendo expulso) para o Banfield, na Argentina, e ficou na obrigação de vencer por pelo menos dois gols de diferença na partida de volta.''


Inter 2 x 0 Banfield (6/5)




'' Com uma atuação marcada pela garra, o Internacional venceu o Banfield por 2 a 0 e garantiu a classificação. Foi uma noite inesquecível de Libertadores no Beira-Rio. Time e torcida atingiram perfeita sintonia e sufocaram o adversário do primeiro ao último minuto. A missão colorada de reverter o resultado do primeiro duelo na Grande Buenos Aires foi alcançada com êxito graças a esta sinergia no Gigante. O primeiro gol, marcado por Alecsandro, saiu em um momento-chave da partida, no finalzinho do primeiro tempo, incendiando o time colorado com ainda mais motivação. Na etapa final, Walter ampliou e garantiu a vaga entre os oito melhores da América.''

Quartas de final
Inter 1x0 Estudiantes (13/5)



'' Foi um jogo duríssimo, contra um qualificado adversário que veio a Porto Alegre disposto a não dar espaços em campo. Mas o Inter foi persistente e venceu o atual campeão da América por 1 a 0, com um gol de Sorondo aos 42min do segundo tempo, garantindo uma importante vantagem para a partida de volta, em Quilmes, na Argentina.''


Estudiantes 2x1 Inter (20/5)




'' Foi a legítima derrota com sabor de vitória. O time colorado perdia por 2 a 0 para o Estudiantes até os 43min do segundo tempo. A torcida argentina já comemorava, mas em meio à espessa nuvem de fumaça provocada pelos sinalizadores acesos nas arquibancadas do Centenário, em Quilmes, Giuliano marcou o gol da classificação, eliminando o atual campeão da América. Como havia vencido por 1 a 0 no Beira-Rio, o resultado serviu para que o Inter avançasse à semifinal.''

Semifinal
Inter 1x0 São Paulo (28/7)



'' Apoiado por mais de 48 mil torcedores, o Inter teve que lutar muito para conquistar a importante vitória no primeiro enfrentamento da semifinal, no Beira-Rio. O São Paulo armou um ferrolho em frente à sua área e praticamente abdicou do plano ofensivo durante toda a partida. Foi o legítimo jogo em que apenas um time tomou a iniciativa na busca pelo gol. Mas aos 22min da etapa final, Giuliano fez o Gigante explodir de alegria: meia-atacante recebeu na área de costas para o gol, fez o giro em cima dos zagueiros, e chutou com categoria, no cantinho direito, para fazer 1 a 0. Ceni ficou estático no centro do gol, totalmente sem reação. O garoto mais uma vez saiu do banco de reservas para decidir uma partida.''

São Paulo 2x1 Inter (5/8)




'' Foi emocionante a classificação colorada à final da Libertadores. O Internacional perdeu por 2 a 1 no Morumbi, mas o gol qualificado de Alecsandro serviu para que a equipe do técnico Celso Roth ficasse com a vaga. Mais de 57 mil são-paulinos viram o Inter triunfar mais uma vez na capital paulista. Os cerca de 2 mil colorados presentes no estádio puderam gritar a plenos pulmões: "O Morumbi virou o Beira-Rio!". ''

Final
Chivas 1x2 Inter (11/8)



'' Foi mais uma atuação de gala do Internacional na Libertadores. O time colorado jogou com autoridade em Guadalajara e mostrou que estava ávido pelo bicampeonato da América. Após um primeiro tempo primoroso, o Campeão de Tudo sofreu o gol em um lance isolado, bem no finalzinho da etapa. Mas existia uma convicção no vestiário colorado no intervalo: a virada era possível. E assim foi. No segundo tempo, o Inter lançou-se ao ataque e marcou dois belos gols de cabeça, com Giuliano e Bolívar. Foi uma vitória de encher de orgulho a maior e melhor torcida do Rio Grande. A taça mais cobiçada do continente estava ainda mais próxima do Beira-Rio. ''

Inter 3x2 Chivas (18/8)


'' A conquista do bi da América foi alcançada de forma natural pelo Inter. O time colorado venceu o Chivas por 3x2 , novamente de virada, em um Beira Rio lotado. Fábian marcou para os mexicanos no final do primeiro tempo, mas assim como já havia sido em Guadalajara, o Inter voltou com uma postura extremamente agressiva na etapa final e mudou o placar. Rafael Sobis empatou aos 16 min, Leandro Damião- que havia entrado no lugar de Rafael Sobis - virou aos 30 min e Giuliano ampliou aos 44 min. Araujo ainda descontou no pagar das luzes, mas o Gigante já comemorava o título. A placa está cravada na taça Libertadores da América - Internacional - Campeão de 2010. Assim como foi em 2006 , o time colorado teve o privilégio de erguer o troféu no gramado do Beira Rio, para deleite da maior e melhor torcida do Rio Grande. A América foi repintada de vermelho nesta antológica conquista. ''










Fonte: Revista Goool 27 anos – ed 154 – 2010 
Revista do Inter edição 54 
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revistas disponíveis na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Bote seu bloco na rua! Bote seu Bloco em casa! Bote sua alegria em alta!


Carnaval! A origem do termo tem duas possíveis nascentes: uma vem da idade antiga, onde egípcios, hebreus, gregos e romanos celebravam as colheitas e a fartura. Na Roma Antiga nas festas Saturnais -realizadas em honra a Saturno- os romanos usavam o carrum navalis (o mais antigo carro alegórico que se tem notícia) para desfilar com homens e mulheres nus; outra possível origem é a expressão latina carnem levare - que significa ficar livre da carne – em alusão a liberdade antes da quaresma (católica) que impunha restrições nos hábitos das pessoas. 
De qualquer forma, o Carnaval é um momento de celebração onde as pessoas festejam e se liberam num êxtase coletivo. De início, no Brasil, conforme eram as festas em Portugal (entrudo) os brasileiros brincavam com água nos dias de folia e a magia era molhar os blocos rivais. 
Mas entre blocos e folias, a brincadeira no Brasil só passou a contar com as marchinhas carnavalescas a partir dos anos 30 mas o ritmo já existia há muito tempo. “Ó Abre Alas” é considerada a marcha mais antiga feita para um bloco mas a maestrina Chiquinha Gonzaga compôs a “música para dançar” em 1899 para o bloco Rosa de Ouro, do Rio de Janeiro. 
Entre ritmos, blocos, foliões, Carnaval é agito total. E se faz parte da vida das pessoas expressa uma manifestação do social e vira estudo, e vira livro....

Quer conhecer um pouco mais sobre como surgiu a festa do carnaval? A Biblioteca do Inter tem diversos livros que contam esta história!

Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Livros disponíveis na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

'Abílio dos Reis o garimpador de talentos'

Abilio dos Reis e o técnico Daltro Menezes
Abilio nasceu em 10/01/1918, filho do imigrante português, José de Oliveira Reis e de Honorina Pesca também descendente de portugueses. Seu nome foi dado em homenagem ao primeiro irmão que faleceu poucas horas depois de nascer.
Sua trajetória estudantil passa pelo Colégio São Pedro (no bairro floresta) e pelo Colégio Rosário. Ele tinha tudo para ser gremista, pois sob a influência do pai ( sócio e torcedor do tricolor gaúcho), trabalhava na empresa de Saturnino Vanzelotti, dirigente gremista que mais tarde se tornaria presidente do Grêmio. O presidente que contratou o primeiro negro na história do futebol gremista: o Tesourinha.
Ao contrário de toda a família, Abilio preferia o Pombal, um time da várzea da zona norte de Porto Alegre onde ele era quarto-zagueiro.
No seu tempo de adolescente, bastava aparecer uma área limpa e uma bola e já estava formado um novo clube, assim nasceu o clube Mauá. No campo do Isaías, um uruguaio comerciante na Cristovão Colombo que ofereceu o campo ao lado de sua casa e deu uma bola para a Abilio e seus amigos que limparam o terreno. 
Assim foi também em 1934, quando o proprietário do Restaurante Santo Antônio, ajeitou um campo, reuniu a gurizada e nasceu o Atlântico Futebol Clube. 
Abílio se destacou no futebol de várzea, com o apelido de 'canhão do morro' pelo seu chute forte. O morro era referente ao Morro São Pedro onde ficava a sede do Pombal. 
Entre idas e vindas foi no Pombal que ganhou o primeiro título de campeão varzeano, torneio promovido pelo jornal Folha da Tarde (em 1940). No clube se tornou um dos mais antigos jogadores e, naturalmente, assumiu o cargo informal de treinador e capitão do time. Este foi o início de sua carreira como técnico. 
Começa também sua trajetória como descobridor de craques na várzea em clubes pequenos. 
Em 1947 foi auxiliar técnico do Renner e com a saída do amigo Acácio (treinador) assumiu a posição. Neste ano o Renner superou as potências que eram Inter e Grêmio. Foi Campeão da Cidade. Desse time os destaques eram Sábia e Valdir, este último, se consagrou no futebol como um grande goleiro (arqueiro) e foi treinador de goleiros do Palmeiras. Em 1955 Abilio montou um time de juvenis, e de seu elenco teve dois craques que foram transferidos para o Corinthians e para o Internacional. No final de 1958, Frederico Arnaldo Ballvé, presidente do Inter, convidou Abilio para treinar os juvenis do clube onde ele ficou até 1961. De suas andanças como técnico das categorias juvenis, retornou ao Inter em 1964 até 1968.
Seu olho clínico não perdia um craque de vista! Como nesta passagem contada no livro ....Abilio dos Reis, o garimpador de talentos :
Abílio dos Reis desceu do carro e, compenetrado, observou uma pelada de garotos que jogavam na Praça da Redenção. Era 1959. Terminado o jogo, aproximou-se do centroavante de um dos times e convidou-o para testes no Internacional. 
No Dia seguinte o rapaz treinou e foi aprovado.
-Tens apelido? 
-Tenho. É Larry. 
-Por quê? 
-Porque sou centroavante e me acham parecido com ele (Larry Pinto de Faria). Abílio passou a orientar seus treinamentos. Após alguns ensaios, recomendou-o jogar na quarta zaga e logo a seguir na lateral esquerda. Com a mudança de posição o apelido perdeu sua razão. Deixou de ser Larry e passou a ser ele mesmo, Sadi. E como Sadi foi o capitão do time e titular do Internacional por sete anos. Foi um dos precursores do lateral de avanço. hoje chamado de ala. Diversas vezes convocaram-no para a Seleção Brasileira. 
Garimpados por ele estão Carpegiani, Dunga, Sadi, Dorinho, Pontes, Mauro Galvão, Schneider, Cláudio Duarte, Sérgio Galocha, entre outros. 
Muitos atletas do clube que tiveram a sua participação em sua formação e foram burilados por ele como Flávio Bicudo, Gilmar, Luiz Carlos Winck, Claudiomiro, Escurinho, Pinga, Caíco, Falcão, entre outros. 

Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Abílio dos Reis o garimpador de talentos autor Abrão Aspis, editora Acadêmica, Porto Alegre, 1995 - 116p. - livro disponível para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho
foto: acervo digital - doação Leonardo Menezes

sábado, 25 de janeiro de 2020

Copa São Paulo - é penta!

A Copa São Paulo de Futebol Júnior ou Copa São Paulo de Juniores, também conhecida como Copinha, acontece sempre no início do ano visando que a final seja sempre disputada no dia de aniversário da cidade de São Paulo (25 de janeiro).

Esta competição, considerada a maior vitrine de novos talentos do futebol brasileiro, teve seu início no ano de 1969. No começo apenas 04 times disputavam o torneio, todos do estado de São Paulo, já nas últimas edições o número de participantes passou de 120 clubes. A partir de 1971 a Copa passou a contar com clubes de todo o Brasil e em alguns anos teve até clubes do exterior. É interessante observar que a denominação “juniores” dada a jogadores de até 20 anos de idade, só foi criada em 1981, até então esta competição era conhecida como Taça São Paulo de Futebol Juvenil.
Os maiores campeões desta competição são Corinthians, Fluminense, Sport Club Internacional, São Paulo, Santos e Atlético Mineiro. A Copa São Paulo revelou muitas estrelas do futebol brasileiro: Rogério Ceni (1993), Cafu (1988), Dener (1991), Falcão (1972), Casagrande (1980), Raí (1985), Robinho (2002), Edinho (1973), Toninho Cerezo (1972), Polozzi (1975) e Júnior Baiano (1990) entre outros.
Revista placar n°406 03/02/1978

Celeiro de Ases - 1998 foi um ano de conquistas
.Detalhe - Jornal do Inter - dezembro/98
Em 2020 a competição completa 51 anos de idade e somente no ano de 1987 não aconteceu, por motivos de organização da gestão pública da cidade de São Paulo.
Muitos foram os atletas colorados (alguns legítimos craques) revelados na competição ao longo dos anos, nomes como Falcão, Cláudio, Chico Fraga, Caçapava, Jardel, Clayton, Edinho, Alisson, Valdívia, Rodrigo Dourado, Sasha, Tinga, Muriel, Claudio Winck, Ortiz, Lúcio, Odair...entre outros.
O Sport Club Internacional participou 48 vezes (contando com 2020) chegando na semifinal por nove vezes. Foram seis finais disputadas e por cinco vezes consagrou-se campeão, 1974, 1978, 1980, 1998 e 2020.
Foto Ricardo Duarte
Ficha técnica do Penta 2020:
Internacional (1): Emerson Júnior; Lucas Mazetti, Tiago Barbosa, Carlos Eduardo e Leonardo; Murilo (Volnei), Praxedes (Thális) e Cesinha; Guilherme Pato, Caio (Léo Ferreira) e Matheus Monteiro. Técnico: Fábio Matias.
Grêmio (1): Adriel; Heitor, Alison Calegari, Luis Fernando (Gonçalves) e Matheus Alves; Diego Rosa, Gazão e Pedro Lucas (Natã); Rildo (Vitor Prado), Elias e Fabrício (Wesley Moreira). Técnico: Guilherme Bossle.
Gols: Thiago Barbosa, aos 7 minutos do segundo tempo (GC/G). Guilherme Pato, aos 12 minutos do segundo tempo (I).
Local: Estádio do Pacaembu - SP

Fonte:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revista placar n°406 03/02/1978
Revista placar n° 508 25/01/1980
Jornal do Inter - dezembro/98
Publicações disponíveis para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho



terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Dia de colorado!


Revista do Inter
Nada acontece por acaso... se não fosse a garra do time do primeiro ao último jogo da Libertadores de 2006 e com sua torcida sempre ao lado apoiando, não teríamos chegado na final do Mundial. As conquistas só acontecem com trabalho coletivo e Nós, colorados, não estaríamos comemorando o dia 17/12/2006, que é desde então o dia do torcedor Colorado. 


A torcida Colorada sempre esteve junto, acompanhando o clube para todos os cantos da América e depois para o outro lado do mundo, mais precisamente ao Japão. A torcida fez a sua parte e muitos torcedores foram até lá com seus pensamentos positivos e acreditando até o fim. 

Depois de todas as batalhas, enfrentando grandes adversários, jogando jogo a jogo o clube merecia estar lá! Lutando pelo Mundial de Clubes. 

O time sabia que precisava continuar a fazer sua parte , precisava acreditar, jogar como se fosse o último jogo de suas vidas. Jogar como gigantes, jogar pela sua torcida, por cada colorado que esteve ao seu lado passando energias positivas, cantando, gritando, vibrando, chorando. Sendo o 12 jogador. Fernandão afirmou que ninguém ganhou a vaga, que todos lutaram para terem chegado lá e não podiam desperdiçar aquela chance de serem Campeões do Mundo. E nessa conjunção de garra e grupo na luta por um sonho, de foco e dedicação o almejado aconteceu. 

O Inter superou o Barcelona e mostrou que era o melhor do Mundo. 

Até hoje temos orgulho desse feito! Para sempre lembraremos como se fosse ontem o fantástico passe do Iarley de onde nasceu o gol do Gabiru. Não esqueceremos o zagueiro Indio ter jogado lesionado, não esqueceremos da luta de cada jogador colorado que esteve em campo representando cada Colorado. 
Poster revista Gool
Hoje a data é festiva, é marco definitivo na história do Inter, e cada detalhe daquele grande jogo será pra sempre inesquecível. 
Foto: Sport Club Internacional
Colorados! Este dia é seu, é de todo o mundo...este dia é o dia do COLORADO INTERNACIONAL!! 
Fonte:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revistas disponíveis para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho
REVISTA DO INTER EDIÇÃO 10 ANO 3
- REVISTA GOOOL Nº 124 2007


terça-feira, 12 de novembro de 2019

Curiosidade - Caricaturas

Bodinho
Chinesinho
Bastante utilizado em jornais e revistas, este desenho que exagera as características pessoais é uma forma bem-humorada de representar as pessoas.
"A palavra caricatura (do italiano “caricare”) significa “exagerar, aumentar as proporções de alguma coisa”. Trata-se de um gênero discursivo que surgiu a partir das obras do artista italiano Agostino Carracci da Bolonha, o qual criou uma galeria com Caricaturas dos tipos populares da sua cidade no século XVII".Saiba mais
A revista Colorada na década de 1950, utilizava esta arte para ressaltar as características e mesmo homenagear os jogadores colorados. Mostramos aqui alguns atletas que foram representados e suas fotos. Na pesquisa da bibliotecária  do SCI Ana Bicca tudo indica que a autoria dos desenhos é do Renato Canini, que na década de 1950 trabalhava para a Secretaria de Educação e era responsável pela ilustração da Revista Cacique, editada pela SEC/RS e colaborava com diversas publicações.

Os jogadores retratados:



Bodinho nasceu em Recife, mas veio para o Rio Grande do Sul para ser o meia-direita e centroavante colorado, no período de 1952 a 1959. Formou ao lado de Larry, uma das maiores duplas de ataque da história do futebol gaúcho. Fez parte da seleção Brasileira vencedora do Pan-Americano do México em 1956.





Sidney Colônia Cunha, conhecido como Chinesinho, nasceu em Rio Grande-RS em 1935 (algumas fontes apontam 01 de janeiro e outras 15 de setembro). Iniciou a carreira em sua cidade natal, atuando pelo Rio-Grandense-RS, e chegou a Porto Alegre em 1955. Atuou com a camisa do Internacional até 1958.





Danúbio


Danúbio Ribas de Camargo nasceu em Cacequi em 1936, o centro médio jogou no colorado de 1958 até 1961.


Barradinhas

Dirceu Brasil Souza, nasceu em Bagé em 14 de fevereiro de 1935, o zagueiro jogou no Inter de 1958 até 1961.

Titico
Auhilto Burity Souza, nasceu em Rio Grande em 1935 o médio-esquerdo jogou no colorado de 1958 até 1959.

Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revista Colorada edições 1957/1958- Revistas disponíveis para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/caricatura.htm

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Feira do Livro de Porto Alegre

Está acontecendo a Feira do Livro de Porto Alegre. A feira acontece desde 1955 e oferece ao público diversas bancas com todos os gêneros literários, além de atividades culturais, contação de histórias e sessões de autógrafo. O que começou com apenas 14 barracas de madeira na Praça da Alfândega, hoje conta com mais de 100 expositores e é reconhecida como o primeiro Patrimônio Imaterial da cidade de Porto Alegre.
Aproveitando o tema da Feira do Livro, deixamos aqui mais algumas sugestões de leitura do acervo da Biblioteca Zeferino Brazil. 


O livro "O Gigante da Beira-Rio Entra na Literatura Brasileira" foi editado em 1969, e conta detalhes da história do Sport Club Internacional e do Estádio Beira-Rio. Possui diversas fotos e documentos oficiais do Clube e é uma fonte muito rica de pesquisa. 


Outros dois livros disponíveis na Biblioteca do Inter são "Na Sombra dos Eucaliptos" e "O Gigante da Beira-Rio", ambos de Carlos Lopes dos Santos. São dois livros que contam a história do Internacional de maneira minuciosa, e que todos os colorados devem conhecer. 
Lembrando que a Biblioteca Zeferino Brazil funciona de segunda a sexta-feira das 9h às 18h.