Glória do desporto nacional!

Oh, Internacional

Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar

Correm os anos, surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias

Colorado das glórias

Orgulho do Brasil

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Hélio Dias - um legado de informações 📙📚

Hélio, apresentando parte de seu acervo - Revista Colorada
Hélio dias, foi um torcedor e sócio apaixonado pelo Inter, e sua paixão ele traduziu em um trabalho minucioso de registrar jogo a jogo a história colorada.
Em 1958, ele já era consagrado pela sua pesquisa e registros, o que rendeu uma matéria na Revista Colorada da edição de julho./agosto.
Os arquivos implacáveis foram apresentados ao público e gerou muita curiosidade sobre todo este material.
Ele conta que tudo foi iniciado por Vicente Rao, seu amigo e também torcedor colorado. Rao estava fazendo um levantamento da vida esportiva do clube, com todos os departamentos. Mas por motivo de saúde não conseguiu concluir, seus apontamentos foram até o ano de 1918. Os dois então decidiram em unir os dois trabalhos, ele retomando de onde Rao havia parado, mas analisando apenas os dados referentes ao futebol.
Ele sabia da importância e do valor de seu trabalho, dizia:

Em 1971, a revista 'Grandes Clubes Brasileiros' em sua edição especial do Internacional também trouxe para o público o reconhecimento de sua dedicação ao clube do coração.

Detalhe de página - Revista Grandes Clubes Brasileiros
Escolhemos outubro para lembrar de Hélio Dias e seu legado por ser o mês do dia do arquivista.
O dia é comemorado no dia 20 de outubro, em virtude de alguns acontecimentos históricos que marcaram essa profissão: foi em 20 de outubro de 1823  apresentada pela primeira vez uma proposta de criação de um arquivo público do Brasil, e em 20 de outubro de 1971 foi criada a Associação dos Arquivistas Brasileiros (AAB).

O Sport Club Internacional conta, desde 2009, com um Departamento de Arquivo estruturado, e em 2012 passou também a contar com o Arquivo Histórico. Nosso objetivo é o de preservar e promover o patrimônio documental do Sport Club Internacional.
Fontes: 
Revistas: Revista Colorada julho/agosto 1958; 'Grandes Clubes Brasileiros - Internacional' - 1971 - Rio Gráfica Editora






segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Memória do rádio - Ranzolin

https://memoriaranzolin.com.br/

⚽O primeiro título brasileiro do Inter teve a narração emocionada de Armindo Antônio Ranzolin, esta e muitas outras estarão disponíveis em mais de 400 áudios para serem ouvidos. O acervo também conta com fotos e narrativas. 
O conteúdo está no portal que foi lançado em 17 de agosto de 2023, exatamente um ano após seu falecimento.

Ranzolin, deixou sua marca, principalmente no rádio, falando sobre temas regionais, nacionais e internacionais. Passou pelas rádios Diário da Manhã (de Lages/SC), Difusora (hoje Bandeirantes), Farroupilha, Guaíba e Gaúcha, nas quais foi locutor, comentarista, apresentador e diretor.

Em nosso acervo encontramos  fotos e publicações  que fazem parte da história do esporte.

Entrega de homenagem feita pelo clube a rádio Difusora entregando um cartão de prata que foi recebido por Armindo Ranzolin, locutor da rádio.
Cartão de Boas Festas oferecido pelo programa "O Clube Informa à Torcida"


Fontes:
https://memoriaranzolin.com.br/
https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2023/08/familia-lanca-portal-para-homenagear-carreira-de-armindo-antonio-ranzolin-cllcpgnuc0029015tfytlrioq.html
 Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Museu do Inter Ruy Tedesco)

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Construindo um acervo de memórias coloradas! 📷📜

 

Fotos: Acervo pessoal família Herrmann

A construção da memória de uma instituição esportiva é formada por diversos momentos. Mas principalmente pela paixão do torcedor.

A história do Inter é muito mais do que resultados em campo. A história é feita de lembranças de grandes e singelos momentos, da alegria de ser e fazer parte de um todo.

A família do ex-presidente Eraldo Herrmann cedeu algumas fotografias para que fizessem parte de nosso acervo digital. São fotos de momentos importantes, e também de momentos lúdicos como o privilégio de ter o campo do Gigante como espaço para brincar.  

Agradecemos a confiança e convidamos aos torcedores que tenham momentos marcantes com o colorado, que dividam conosco suas memórias e enriqueça nosso acervo!!!

Entre em contato pelo e-mail arquivohistorico@internacional.com.br!


sexta-feira, 28 de julho de 2023

2013 - Um dia na obra! 🚧

 

O nosso blog completará dez anos em dezembro, então para comemorar, vamos fazer publicações com materiais inéditos que contam momentos da história colorada.
Nossa primeira postagem é referente a julho de 2013, quando o Gigante estava em plena obra. E nos próximos meses traremos outros tesouros do nosso acervo como forma de celebrar a preservação da história do Sport Club Internacional, o clube do povo!
As membranas, recém estavam sendo colocadas. 












🚧Tudo era um grande canteiro de obras, arquibancadas sendo reconstruídas, as rampas renovadas, a retirada do 'Boné central'.





Há dez anos, estava em curso uma grande mudança, e o Beira Rio nunca mais seria o mesmo. 

Dando lugar ao novo Gigante, que hoje recebe seus sócios e torcedores de roupa nova, mas com o mesmo amor colorado de sempre. Vamo.... vamo Inter!!!


Fotografias obra: Yzara Menegaz
Fonte: Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Museu do Inter Ruy Tedesco)

sexta-feira, 16 de junho de 2023

O maior público da história do Beira Rio

Em 17 de junho de 1972, a principal rivalidade brasileira se uniu no melhor e mais moderno estádio gaúcho, oferecendo à cidade de Porto Alegre seu maior público para uma partida de futebol na história, com o objetivo de torcer contra o Brasil. Mais de 100 mil colorados e gremistas chegaram ao Gigante de todas as formas, por terra e pelas águas, decididos a lecionar geografia para Zagallo, técnico da Seleção, e sua comissão. O recado, uníssono, era claro: O país vai até o Chuí!
Indignada com a não convocação de atletas da dupla Gre-Nal para a disputa da Copa Independência, campeonato que seria disputado em referência aos 150 anos da emancipação brasileira, a torcida gaúcha transformou fato recorrente daquela época - confrontos entre combinados locais e selecionado nacional - em uma verdadeira guerra. Entre as ausências mais sentidas no combinado gaúcho, estiveram Everaldo, lateral-esquerdo gremista, titular na conquista do tricampeonato mundial no México, e Claudiomiro, à época um promissor centroavante colorado.
O jovem Claudiomiro, artilheiro desde o início de sua carreira

👉O público daquela tarde, destaque-se, permanece incerto. Há quem fale em 106 mil pessoas. Outros apostam na casa dos 115, existindo também os mais pessimistas, que acham que foram algumas centenas a mais do que 100 mil. Fato é que aquela foi uma multidão nunca antes vista, inclusive entre profissionais de imprensa, que superlotaram suas cabines.
👉Trinta minutos antes do início do confronto, os portões foram fechados. Não existia espaço para mais ninguém, embora milhares seguissem do lado de fora do estádio, em quilométricas filas de gaúchos entusiasmados. Felizmente, não existiu foco algum de confusões, provavelmente graças ao anúncio de que a transmissão da partida via TV seria estendida a Porto Alegre, o que, inicialmente, não estava previsto.
👉Quando subiram a campo, estado e nação exibiam seus uniformes mais tradicionais. Enquanto os tricampeões Brito, Piazza, Clodoaldo, Rivellino, Jairzinho e Paulo Cezar Caju vestiam, junto de seus companheiros, amarelo e azul; os gaúchos se postavam com fardamento completamente branco, à exceção de alguns detalhes nas cores da bandeira do Rio Grande do Sul. Já nas arquibancadas, o colorido era exclusivamente riograndense, sem espaço para menção alguma ao Brasil.
👉Iniciada a partida, passados apenas dois minutos o Gigante explodiu. Pela primeira vez em três anos, Carbone balançou as redes. Um dos melhores do jogo, o volante colorado concluiu, de cabeça, cruzamento perfeito de Claudiomiro, e assim superou Leão. A etapa inicial chegou ao fim com o 1 a 0 no placar, e festa da ensandecida centena de milhares.
👉Reiniciado o jogo, o que se viu foi um ritmo muito mais intenso do que o dos 45 minutos iniciais. Logo aos sete, Marco Antônio avançou pela esquerda e levantou na medida para Jairzinho empatar. Na comemoração, o ‘Furacão da Copa de 70’ correu na direção da torcida gaúcha e fez questão de beijar o escudo de sua camisa, sendo prontamente respondido com intensos apupos e severas vaias.
👉Pouco depois, aos dez, Valdomiro aprontou as suas pela direita e cruzou. A zaga afastou mal, e Carbone pegou o rebote. De fora da área, o volante colorado anotou uma pintura, em chutaço com curva que morreu no canto direito da goleira canarinho. A festa gaúcha, contudo, foi tão breve quanto a anterior brasileira, pois, aos treze, Caju empatou, completando bonita tabela que contou com participação de Leivinha e Rivellino. Assim que viu a bola superar a linha do gol, Paulo Cezar disparou: “devolvam meu passaporte, quero voltar para o Brasil”.
👉Quando o jogo caminhava para o fim, e o empate parecia definitivo, o lado alvirrubro da seleção gaúcha brilhou, esbanjando entrosamento. Valdomiro evoluiu pela ponta-direita e deu assistência para Claudiomiro. Em cabeceio mortal, desferido para baixo, como o figurino manda, o centroavante do Clube do Povo superou Leão, colocando os riograndenses à frente do marcador. Mais uma vez, no entanto, a vantagem dos donos da casa no escore não durou muito.
Ao longo de sua carreira, Valdomiro se destacou pela perfeição com que batia na bola, tanto em cruzamentos, quanto arremates.

Aos 40 minutos, Caju armou excepcional arrancada. O ponteiro superou o miolo da meia-cancha gaúcha e encontrou Rivellino, livre na entrada da área. O bigodudo, criador do elástico, bateu forte, de canhota, e superou Schneider, dando números finais à partida. Um jogaço, marcado por muita vibração e luta, sempre pela posse de bola. Pautado por golaços e exibições de primeiríssimo nível, que estiveram à altura do público que lotou o Beira-Rio.

Ficha Técnica da partida:

Data: 17 de junho de 1972
Amistoso
Público: 106.554 pessoas
Árbitro: Robert Heliés (França)
Gols: Carbone, aos 2min do 1°T e aos 10min do 2°T, Jairzinho, aos 7min do 2°T, Paulo Cezar Caju, aos 13min do 2ºT, Claudiomiro, aos 38min do 2°T, e Rivelino, aos 40min do 2°T.
Brasil: Leão (Sérgio); Zé Maria, Brito, Vantuir e Marco Antônio; Clodoaldo, Piazza e Rivelino; Jairzinho, Leivinha e Paulo Cezar Caju. Técnico: Zagalo.
Seleção Gaúcha: Schneider; Espinoza, Ancheta, Figueroa e Everaldo; Carbone, Tovar, e Torino; Valdomiro, Claudiomiro e Oberti (Mazinho). Técnico: Aparício Vianna e Silva.

Fontes: Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Museu do Inter Ruy Tedesco)
Sport Club Internacional - Publicação de 17/06/2019 

terça-feira, 30 de maio de 2023

Vicente Rao: O soberano dos três reinados populares 👑





Para a 7ª Semana Nacional de Arquivos, que tem como tema "Arquivos: Territórios de Vida", apresentamos a exposição: 

Vicente Rao: O soberano dos três reinados populares.

Figura carismática e fundamental na história social e esportiva do clube e da cidade, Rao sempre foi sinônimo de vida.
Seu acervo é composto de documentos, objetos e imagens que contam sua história com o clube que escolheu para amar e da própria sociedade, trazendo elementos de um cotidiano em que distribuía alegria e solidariedade.

Obs.: A Exposição terá abertura para convidados no dia 05/06/2023 e a partir do dia 06/06/2023 ficará disponível para visitantes do Museu do Inter.

💓⚽
Vicente Rao nasceu em 04 de abril de 1908, exatamente um ano antes do Sport Club Internacional ser fundado. Faleceu em setembro de 1973, deixando um grande legado ao colorado.

Na década de 1930, Rao atuou como jogador profissional do Inter e mesmo não seguindo como jogador continuou tendo uma forte ligação com o Clube, ligação essa que o fez criar as primeiras escolinhas de futebol do Sport Club Internacional.

Além de jogador, foi Rei Momo, chefe de Torcida Organizada e professor das escolinhas do Inter, e Papai Noel oficial de Porto Alegre. 

Vestido de Rei Momo e Papai Noel

Com o time juvenil

Torcedores
Fontes: Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Museu do Inter Ruy Tedesco)






















sexta-feira, 12 de maio de 2023

‘Memorabília’, o que é? ⏳⏰📜

Memoriabília: Fatos ou objetos, dignos de serem rememorados, que se guardam na lembrança.
Objetos associados a pessoas famosas ou eventos importantes, considerados dignos de memória e que se tornam itens de colecionadores.
Distintivo da década - 1930 
A origem é do latim memorabilia. Memória. Memorável. Em diversos lugares, as memoriabílias são itens que movimentam um mercado de colecionadores que estão sempre garimpando objetos, selos, livretos inéditos ou raros.
No esporte, existem diversos objetos e admiradores que quando se encontram geram um valor cultural admirado por colecionadores.
Olha só estes documentos e objetos parte do nosso acervo histórico e que fariam bonito em qualquer coleção e seria a alegria de muitos colecionadores!!!
Ficha do jogador Bibano Pontes - 1965
Medalha jogador Dorinho- vice campeão Torneio Robertão/1967

Card jogador Falcão

Cartão telefônico - CRT/1999

Álbum inauguração estádio Beira Rio
Carteira de sócio - 1950

Boneco do mascote Saci
Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional

terça-feira, 4 de abril de 2023

O mundo em 1909 📜⏳⏰

Jornal A Federação - Veja mais!
⏳ O que acontecia em 1909? Quando os irmãos Henrique Poppe Leão, José Eduardo Poppe e Luiz Madeira Poppe fundaram o Sport Club Internacional.

Porto Alegre tinha em torno de 120 mil habitantes. Administrada pelo intendente José Montaury estava em expansão, com ruas mais largas, iluminação pública.

O futebol não era o esporte mais popular, nos jornais tinha mais informações sobre o remo, o turfe e o ciclismo. 

E é neste tempo que inicia a história de paixão e vitórias do Clube do Povo! O texto da bibliotecária do Sport Club Internacional, Ana Bicca, conta um pouco sobre esta história!

Há 114 anos nascia um Clube com corpo e alma. Um Clube repleto, desde seus primeiros momentos, de participação social, um Clube nascido das emoções. Erigido na união das diferenças com alicerce de luta.

114 anos de SPORT CLUB INTERNACIONAL. Um clube que nasceu em uma Porto Alegre onde efervescia a modernidade e o crescimento. Um Clube que se elevava entre os ditames sociais e decretava igualdade e participação popular. Todos sabemos que os fundadores do INTERNACIONAL eram pessoas de todas as classes sociais, que se uniram em torno de uma prática esportiva, que se firmava no lazer social, forjando nessa atividade a oportunidade de inclusão e acolhimento.

Entender o contexto da sociedade que gerou este Clube é saber um pouco do que acontecia em 1909. Esta é a singela proposta deste texto, embasar sucintamente um pouco do muito que acontecia há 114 anos.

Em Porto Alegre, no ano de 1909, os velhos lampiões que iluminavam a cidade foram apagados pela última vez. Nesse ano a Cia. Fiat Lux passou a fornecer luz 24h para a cidade.

A Escola Técnica de Comércio foi fundada, dando opção de aprendizado. No turfe, o grande Prêmio Bento Gonçalves, foi disputado pela primeira vez junto ao Prado Riograndense que se situava na antiga rua 13 de maio, atual avenida Getúlio Vargas, ali onde hoje é a Secretaria Estadual da Agricultura.

No ano de 1909, o arquiteto francês Maurice Gras chegou ao Rio Grande do Sul e apresentou o projeto para a construção do Palácio do Governo do Estado. Que deu origem ao Palácio Piratini. A linha férrea do estado aumentava o percurso, partindo da região de Novo Hamburgo até a cidade de Carlos Barbosa.

Na área da ciência, a Faculdade de Medicina construiu, no terreno da Santa Casa de Misericórdia, o primeiro Instituto de Anatomia. E o jornalista Caldas Júnior empreendeu uma campanha através de seu jornal para auxiliar a construção do pavilhão na Santa Casa, que trataria dos enfermos por tuberculose.

                             Campo ao fundo, a direita - fonte   http://lealevalerosa.blogspot.com/search?q=1909

No Brasil, em 19 de setembro aconteceu a primeira corrida de automóveis, no circuito de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. E outros times de futebol foram criados neste ano. Por aqui, Porto Alegre crescia e junto com ela o mundo vivenciava reflexos de profundas mudanças. Na área desportiva, no mesmo ano que os brasileiros registravam o nascimento do Sport Club Internacional, a Alemanha via surgir o Borussia de Dortmund. Na Áustria nascia Peter Drucker, considerado o ‘pai’ da gestão por objetivos. Nos Estados Unidos as mulheres, trabalhadoras nas indústrias norte-americanas, realizaram a “Greve das 20 mil”, que reivindicava melhorias nas condições de trabalho.

https://www.dmtemdebate.com.br/22-de-novembro-de-1909-tem-inicio-a-greve-das-20-mil-importante-paralisacao-trabalhadora-de-trabalhadoras-mulheres/


No México, em 1909, ocorreu o levante de Emilio Zapatta e Pancho Villa. Nos EUA foi comemorado pela primeira vez o ‘dia das mães’. Fritz Hoffmann descobriu a borracha sintética e Leo Baekeland inventou a baquelite.
Revisitar acontecimentos, falar de inventos e movimentos sociais...onde entra o Nosso Sport Club Internacional nisso...? Entra em tudo. Pois podemos compreender um pouco do que viviam aqueles que fundaram o Clube do Povo do Rio Grande do Sul.
Este texto é uma tentativa, uma esperança de chegarmos um pouco mais perto da realidade que se fazia quando o Internacional nascia. O âmago deste Clube é o seu povo e suas vivências.

Parabéns aos COLORADOS, que carregam a essência de luta e igualdade.

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Reportagem de Aleco Mendes – Revista do Inter nº 83
Livro Porto Alegre – Ano a Ano de Sérgio da Costa Franco

quarta-feira, 8 de março de 2023

Dia da mulher e a profissional arquivista!📕📋📜

📕📋📜Todos os dias são das mulheres, mas vamos aproveitar esta data para convidar para uma reflexão do papel da mulher na Arquivologia. Para isso indicamos duas leituras.

Conhecer profissionais como Marilena Leite Paes e Helena Corrêa Machado que participaram ativamente na fundação e organização da Associação de Arquivistas Brasileiros, e ainda, Ieda Pimenta Bernardes, Heloísa Bellotto e Ana Maria Camargo fundamentais na produção científica da área, constituindo-se inclusive como referências internacionais.

 

O PIONEIRISMO DA MULHER NA ARQUIVOLOGIA BRASILEIRA

Este evento teve por motivação a análise da atuação das mulheres na constituição da Arquivologia como campo científico no Brasil e suas contribuições para o desenvolvimento deste.

Para ler os artigos produzidos:

Link: https://www.even3.com.br/anais/simposiointernacionaldearquivos/


A Revista História e Cultura, editada pelos discentes do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, reuniu, sob o dossiê intitulado “História, arquivos e mulheres: perspectivas interdisciplinares”, organizado pela Profa. Dra. Marina Mazze Cerchiaro (Pós-doutoranda pelo Museu de Arte Contemporânea da USP) e Profa. Me. Carolina Alves (Doutoranda em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), diversos artigos dedicados a pensar as relações entre arquivos e mulheres.

Link:file:///C:/Users/ymenegaz/Downloads/163-113-PB%20(1).pdf

No Inter somos profissionais que preservamos a memória do clube, utilizando das técnicas da Arquivologia com muito carinho e profissionalismo. 📕📋📜

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Simpósio Internacional de Arquivos / 2020
Revista História e Cultura - julho/2022


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Ruy Almirante AugustoTedesco

Ruy Tedesco nasceu em 05 de dezembro de 1921, em Bento Gonçalves/RS. Jovem, veio para capital a fim de completar os estudos. Em 1943 ingressou na escola de engenharia da Universidade do Rio Grande do Sul. Foi estagiário no Departamento Nacional de Obras e Saneamento, onde ficou até sua formatura e posteriormente como engenheiro.
Em 1948 fundou a Construtora Tedesco e foi através dela que realizou o sonho colorado do novo estádio.
O gosto pelo esporte vinha desde quando aluno, onde atuou em provas de atletismo e também na equipe de futebol da escola. Mais tarde jogou no Americano Universitário, clube já extinto da capital.
Nome: Sport Club Americano Universitário
Cidade: Porto Alegre/RS
Endereço:
Fundação: 04.07.1912 (a partir da década de 30 com esta nomenclatura)
Estádio: Campo da Rua Larga
Cores: bordô, preto e branco
Status atual: amador/extinto. Extinto na década de 40.
Fonte: https://timesdors.blogspot.com/2014/07/nome-sport-club-americano-universitario.html

                                                Fonte: https://historiadofutebol.com/blog/?p=10348
Na época o Inter tinha o Rolo Compressor e jogadores como Tesourinha, Nena, Ávila, Adãozinho que alegravam aos seus torcedores, entre eles o jovem Ruy e seu amigo Telmo Thompson Flores que atuava no DNOS e foi um dos responsáveis pela materialização do sonho do novo estádio. Em 1956, Ephraim Pinheiro Cabral através de sua atuação parlamentar como vereador, obteve a área do Guaíba, mas para tornar viável a construção da grande obra, Telmo utilizou a Draga Ster e começava a nascer o estádio saído das águas.
Tedesco foi um estudioso das grandes obras, o que fez com que fosse a pessoa ideal para ser indicada para a responsabilidade de assumir a comissão técnica para a construção do novo estádio.
A Comissão de Obras foi organizada por José Pinheiro Borda, que foi presidente do Conselho Administrativo do Sport Club Internacional e da Comissão de Obras do Estádio Beira-Rio. Colorado apaixonado, dedicou os anos finais da sua vida ao Clube, trabalhando incansavelmente para a construção do Estádio Beira-Rio. Faleceu em 25 de abril de 1965, anos antes da inauguração do estádio.
A primeira grande Comissão de Obras do Estádio era formada por:
Presidente:
José Pinheiro Borda
Vice-presidente:
Ephraim Pinheiro Cabral
Comissão Técnica:
Engº Telmo Thompson Flores
Engº Ruy Tedesco
Contabilidade:
Aldo Dias Costa
Hugo Martins Martinez
Tesouraria:
Arno Larsen
Paulo Reginatto
Jader Souza
Comissão de Compras:
Manoel Tavares da Silva
Eraldo Herrmann
José Asmuz
Presidente do Internacional:
Luiz Fagundes de Mello
Secretário do Internacional:
Marcelo Genta




José Pinheiro Borda ao centro e Ruy Tedesco a esquerda
- Fonte: livro Gigante para Sempre/Sport Club Internacional - BB Editora-2014

Fonte: Álbum Gigante da Beira-Rio - 1969
Fonte: Suplemento especial ZH - 05/04/1969 - detalhe da pág. 8

A fotografia abaixo, ilustra um momento único na história do Sport Club Internacional. 
Final do ano de 1969 início dos anos 70, os Colorados já haviam inaugurado o grandioso Estádio Beira-Rio dando continuidade a  “(...)sua senda de vitórias(...)” .  E estes ilustres Senhores, membros da Comissão de Obras da Construção do Beira-Rio cientes da grandeza e da relevância da obra que haviam entregue a Nação Colorada, prosseguiram a trabalhar incansavelmente para continuar edificando as Vitórias do Clube do Povo.
Em pé (esquerda p/direita): Leo de Moura Centeno; Petronio Caparelli; Gomercindo Lins Coitinho; Waldemar Kuhn; Lucio Ignácio Regner; José Martins; Ruy Almirante Augusto Tedesco; Romualdo Skowronsky; Major Vitor Murari; José Luiz Falcão Oliveira; Irno Tombini; Eligio Meneghetti - Sentados (esquerda p/direita): Dr.Gildo Russowsky; Aldo Dias Rosa; Carlos Stechmann; Leonardo Almeida Bernardi; Luiz Otávio Pellegrini. (Membros ausentes:Renato Costa Leite; Eraldo Herrmann e Ivo Corrêa Pires) 

 Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
Livro o Gigante da Beira Rio - Carlos Lopes dos Santos - 1983 - páginas 191 a 195
Suplemento especial ZH - 05/04/1969 - pág. 08
Livro Gigante para Sempre/Sport Club Internacional - BB Editora-2014 - página 37
Álbum Gigante da Beira-Rio - 1969