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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Homenagens à Pinheiro Borda

Placa original que será relocada junto ao busto
Assinatura de José Pinheiro Borda


José Pinheiro Borda foi presidente do Conselho Administrativo do Sport Club Internacional e da Comissão de Obras do Estádio Beira-Rio. Colorado apaixonado, dedicou os anos finais da sua vida ao Clube, trabalhando incansavelmente para a construção do Estádio Beira-Rio. Faleceu em 25 de abril de 1965, anos antes da inauguração do estádio.

José Pinheiro Borda observando a maquete do estádio colorado.

Pinheiro Borda (a esquerda) no dia do lançamento da pedra fundamental do estádio Beira Rio em 07/07/1963
Foto: empréstimo de arquivo pessoal Norma Prates

Em 25 de abril de 1966, foi inaugurado o busto em bronze em homenagem a Borda no pátio do Beira Rio.
Viúva de Pinheiro Borda na inauguração do busto
Público presente para a homenagem

Suplemento Especial ZH - 05/04/1969

Em 12 de abril de 2019, o busto em bronze em homenagem a Borda retornou ao pátio do Beira Rio.
Em uma praça projetada para abrigar o busto e também a Cápsula do Tempo criada nas festividades 
de reinauguração do Beira-Rio, em 2014.
Em continuidade às atividades dos 110 anos do Internacional e aos 50 anos do Beira-Rio, foi 
inaugurada a Praça José Pinheiro Borda, com a reinstalação do busto deste eterno colorado, 
entre o ginásio Gigantinho e o Centro de Eventos Arthur Dallegrave. Na parte interna 
do Estádio, próximo ao portão 3, aconteceu o lançamento do mural de placas "O Gigante que 
nasceu das águas". O evento foi aberto à toda comunidade colorada.

Realização da obra da praça em 2019

Inaugurada a praça e José Pinheiro Borda volta a contemplar o estádio que ajudou a construir

Cápsula do tempo enterrada que será aberta daqui a 40 anos com cartas de torcedores que
foram colocadas em 2014 na reinauguração do Beira Rio.

Mural de placas "O Gigante que Nasceu das Águas".


Fontes: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
Saiba mais:

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Beira Rio - 50 anos

Vista aérea durante a construção do estádio, acervo Arquivo Histórico S.C.I
"A história do Estádio Beira-Rio começou no dia 12 de setembro de 1956, quando o vereador Ephraim Pinheiro Cabral, três vezes presidente do Internacional, apresentou na Câmara de Porto Alegre o projeto de doação de uma área que seria aterrada junto ao Guaíba. A complexidade da obra fazia com que ela não saísse do papel. Até que, numa noite de 1960, ao chegar nos Eucaliptos e se deparar com uma multidão fora do estádio, pois não havia mais lugar, Ruy Tedesco e Telmo Thompson Flores pediram uma reunião com o presidente Ephraim Pinheiro Cabral para tratar do assunto. 

No encontro, definiram José Pinheiro Borda como presidente da Comissão de Obras: um homem de visão, que trabalhava exaustivamente pelo clube e possuía muito tempo para controlar aquela grandiosa construção. Não demorou, Borda conseguiu, da prefeitura, uma máquina para colocar terra sobre a água do Guaíba que cobria o terreno.

Pinheiro Borda dedicava-se ao máximo. Ruy Tedesco praticamente abandonou a sua firma de engenharia para se engajar no mutirão. Campanhas por rádio conclamavam o torcedor colorado da capital e do interior a doarem tijolos, cimento e ferro. Em julho de 1962, José Pinheiro Borda e o prefeito Loureiro da Silva lançaram a pedra fundamental. A venda de títulos para arrecadar fundos para a obra, que em um ano havia vendido apenas dois mil, com o início da construção rapidamente chegou aos 40 mil.

Era comum os torcedores irem até o local da obra e ficarem assistindo a movimentação dos pedreiros, contemplando aquele gigantesco estádio que estava sendo erguido e projetando novos tempos de conquistas, pois a década de 60 era de vacas magras, com as atenções do clube voltada para a construção da nova casa.
Com o falecimento de Borda, Ruy Tedesco assumiu a presidência da Comissão. O estádio, antes da inauguração, já tinha nome: José Pinheiro Borda. Em 1968, o Gigante já se mostrava imperioso, mas ainda levou um ano só com acabamentos, para que ele fosse inaugurado como o mais bonito e luxuoso do Brasil. Sua iluminação era a melhor existente, com o dobro de potência do Maracanã. O placar eletrônico era o que de mais moderno havia. Os vestiários e as cabines de imprensa davam inveja.
No dia 06 de Abril de 1969, um domingo, foi inaugurado o Gigante da Beira-Rio."







No aniversário de oito anos do Beira-Rio, o Jornal do Inter fez uma homenagem, com uma edição voltada para a construção do Gigante da Beira-Rio.


Texto retirado da Revista Gool, Ed. 141/2009
Fonte: Jornal do Inter, Ano II - Número 41, Abril de 1977, disponível no acervo do Arquivo Histórico e Biblioteca Zeferino Brazil

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Ruy Almirante AugustoTedesco

Ruy Tedesco nasceu em 05 de dezembro de 1921, em Bento Gonçalves/RS. Jovem, veio para capital a fim de completar os estudos. Em 1943 ingressou na escola de engenharia da Universidade do Rio Grande do Sul. Foi estagiário no Departamento Nacional de Obras e Saneamento, onde ficou até sua formatura e posteriormente como engenheiro.
Em 1948 fundou a Construtora Tedesco e foi através dela que realizou o sonho colorado do novo estádio.
O gosto pelo esporte vinha desde quando aluno, onde atuou em provas de atletismo e também na equipe de futebol da escola. Mais tarde jogou no Americano Universitário, clube já extinto da capital.
Nome: Sport Club Americano Universitário
Cidade: Porto Alegre/RS
Endereço:
Fundação: 04.07.1912 (a partir da década de 30 com esta nomenclatura)
Estádio: Campo da Rua Larga
Cores: bordô, preto e branco
Status atual: amador/extinto. Extinto na década de 40.
Fonte: https://timesdors.blogspot.com/2014/07/nome-sport-club-americano-universitario.html

                                                Fonte: https://historiadofutebol.com/blog/?p=10348
Na época o Inter tinha o Rolo Compressor e jogadores como Tesourinha, Nena, Ávila, Adãozinho que alegravam aos seus torcedores, entre eles o jovem Ruy e seu amigo Telmo Thompson Flores que atuava no DNOS e foi um dos responsáveis pela materialização do sonho do novo estádio. Em 1956, Ephraim Pinheiro Cabral através de sua atuação parlamentar como vereador, obteve a área do Guaíba, mas para tornar viável a construção da grande obra, Telmo utilizou a Draga Ster e começava a nascer o estádio saído das águas.
Tedesco foi um estudioso das grandes obras, o que fez com que fosse a pessoa ideal para ser indicada para a responsabilidade de assumir a comissão técnica para a construção do novo estádio.
A Comissão de Obras foi organizada por José Pinheiro Borda, que foi presidente do Conselho Administrativo do Sport Club Internacional e da Comissão de Obras do Estádio Beira-Rio. Colorado apaixonado, dedicou os anos finais da sua vida ao Clube, trabalhando incansavelmente para a construção do Estádio Beira-Rio. Faleceu em 25 de abril de 1965, anos antes da inauguração do estádio.
A primeira grande Comissão de Obras do Estádio era formada por:
Presidente:
José Pinheiro Borda
Vice-presidente:
Ephraim Pinheiro Cabral
Comissão Técnica:
Engº Telmo Thompson Flores
Engº Ruy Tedesco
Contabilidade:
Aldo Dias Costa
Hugo Martins Martinez
Tesouraria:
Arno Larsen
Paulo Reginatto
Jader Souza
Comissão de Compras:
Manoel Tavares da Silva
Eraldo Herrmann
José Asmuz
Presidente do Internacional:
Luiz Fagundes de Mello
Secretário do Internacional:
Marcelo Genta




José Pinheiro Borda ao centro e Ruy Tedesco a esquerda
- Fonte: livro Gigante para Sempre/Sport Club Internacional - BB Editora-2014

Fonte: Álbum Gigante da Beira-Rio - 1969
Fonte: Suplemento especial ZH - 05/04/1969 - detalhe da pág. 8

A fotografia abaixo, ilustra um momento único na história do Sport Club Internacional. 
Final do ano de 1969 início dos anos 70, os Colorados já haviam inaugurado o grandioso Estádio Beira-Rio dando continuidade a  “(...)sua senda de vitórias(...)” .  E estes ilustres Senhores, membros da Comissão de Obras da Construção do Beira-Rio cientes da grandeza e da relevância da obra que haviam entregue a Nação Colorada, prosseguiram a trabalhar incansavelmente para continuar edificando as Vitórias do Clube do Povo.
Em pé (esquerda p/direita): Leo de Moura Centeno; Petronio Caparelli; Gomercindo Lins Coitinho; Waldemar Kuhn; Lucio Ignácio Regner; José Martins; Ruy Almirante Augusto Tedesco; Romualdo Skowronsky; Major Vitor Murari; José Luiz Falcão Oliveira; Irno Tombini; Eligio Meneghetti - Sentados (esquerda p/direita): Dr.Gildo Russowsky; Aldo Dias Rosa; Carlos Stechmann; Leonardo Almeida Bernardi; Luiz Otávio Pellegrini. (Membros ausentes:Renato Costa Leite; Eraldo Herrmann e Ivo Corrêa Pires) 

 Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
Livro o Gigante da Beira Rio - Carlos Lopes dos Santos - 1983 - páginas 191 a 195
Suplemento especial ZH - 05/04/1969 - pág. 08
Livro Gigante para Sempre/Sport Club Internacional - BB Editora-2014 - página 37
Álbum Gigante da Beira-Rio - 1969


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

José Pinheiro Borda foi presidente do Conselho Administrativo do Sport Club Internacional e da Comissão de Obras do Estádio Beira-Rio. Colorado apaixonado, dedicou os anos finais da sua vida ao Clube, trabalhando incansavelmente para a construção do Estádio Beira-Rio. Faleceu em 25 de abril de 1965, anos antes da inauguração do estádio. 



José Pinheiro Borda observando a maquete do estádio colorado.

sábado, 6 de abril de 2019

50 anos da casa do povo

A história da construção do estádio colorado inicia no dia 7 de julho de 1963, quando foi lançada a pedra fundamental da construção do Estádio Gigante da Beira-Rio. Para celebrar o momento, uma missa comandada pelo bispo Dom Edmundo Kuntz, conselheiro do clube na época, foi celebrada neste dia.
 "Aqui todos serão iguais, sem diferenças ideológicas, políticas, religiosas, sociais - todos serão irmãos", afirmou durante a missa Dom Edmundo.

Pinheiro Borda (a esquerda) no dia do lançamento da pedra fundamental do estádio Beira Rio em 07/07/1963
Foto: empréstimo de arquivo pessoal Norma Prates

O texto do historiador Fagner Dornelles nos leva ao dia em que pela primeira vez o clube do povo recebia seus torcedores.

"No dia 6 de abril de 1969, o Internacional inaugurou o Gigante da Beira-Rio dois dias após o seu sexagésimo aniversário. Era um domingo de Páscoa e a direção do clube pediu que os torcedores colorados estourassem foguetes durante o amanhecer, o que ficou conhecido como “Alvorada Colorada” ou “Despertar Vermelho”. Parecia que Porto Alegre estava sendo bombardeada devido ao barulho dos foguetes.

Uma multidão de aproximadamente 100 mil pessoas foi ao estádio ver o festival de apresentações. Às 13h30min, a Banda Militar do 18º Regimento de Infantaria de São Leopoldo entrou na pista atlética do estádio, então o Governador Walter Peracchi de Barcelos abriu a bandeira do Brasil e a banda executou o hino nacional. Cessada a solenidade cívica, a banda militar se retirou tocando o hino do Internacional. Cantando o hino do clube e agitando as suas bandeiras, a torcida recebeu com aplausos a Comissão de Obras do Estádio.

Às 14h00min, surgiram os componentes da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, ostentando os seus vistosos uniformes vermelhos. Em colunas, foram surgindo no estádio sob os aplausos da multidão e foram fazendo evoluções até formar a frase "PARABÉNS COLORADO". Em seguida, o estádio foi entregue ao prefeito da cidade, o engenheiro Telmo Thompson Flores, membro da Comissão de Obras e um dos maiores responsáveis pela construção do estádio. Às 15h00min, foi iniciado o desfile de 260 moças da Escola Superior de Educação Física, conduzindo bandeiras dos principais clubes desportivos do Rio Grande do Sul e do Brasil.

E finalmente o jogo de abertura, o ápice do evento, foi realizado entre o Sport Club Internacional e o Sport Lisboa e Benfica, que vinha de grandes conquistas naquela época. Era um jogo para entrar na história colorada. O Internacional entrou em campo com: Gainete; Laurício, Scala, Pontes e Sadi; Tovar e Dorinho; Valdomiro (Urruzmendi), Bráulio (Sérgio), Claudiomiro e Gilson Porto. O treinador colorado era o Daltro Menezes. E, treinados por Otto Glória, o Benfica entrou em campo com: José Henrique; Adolfo Messias, Humberto Fernandes, Zeca e Cruz; Toni e José Augusto (Nenê); Praia (Victor Martins), Torres, Eusébio e Simões.

O time colorado estava pressionando o seu adversário até que, aos 24 minutos do primeiro tempo, Claudiomiro, com apenas dezenove anos, marcou de cabeça o primeiro gol do estádio Beira-Rio. Eusébio, o principal jogador do time português, fez o gol de empate aos 23 minutos do segundo tempo. Quatro minutos depois, Gilson Porto fez o segundo gol colorado fechando o placar: Internacional 2x1 Benfica. Foi uma festa que está presente até hoje na memória dos colorados que presenciaram este grande momento da história do clube."

As fotos utilizadas para ilustrar esta postagem foram cedidas ao Arquivo Histórico do Sport Club Internacional
em versão digital por Guilherme Mallet
Fontes: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
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quarta-feira, 6 de abril de 2022

A casa do povo

 A história da construção do estádio colorado inicia no dia 7 de julho de 1963, quando foi lançada a pedra fundamental da construção do Estádio Gigante da Beira-Rio. Para celebrar o momento, uma missa comandada pelo bispo Dom Edmundo Kuntz, conselheiro do clube na época, foi celebrada neste dia.

 "Aqui todos serão iguais, sem diferenças ideológicas, políticas, religiosas, sociais - todos serão irmãos", afirmou durante a missa Dom Edmundo.

Pinheiro Borda (a esquerda) no dia do lançamento da pedra fundamental do estádio Beira Rio em 07/07/1963
Foto: empréstimo de arquivo pessoal Norma Prates

O texto do historiador Fagner Dornelles nos leva ao dia em que pela primeira vez o clube do povo recebia seus torcedores.

"No dia 6 de abril de 1969, o Internacional inaugurou o Gigante da Beira-Rio dois dias após o seu sexagésimo aniversário. Era um domingo de Páscoa e a direção do clube pediu que os torcedores colorados estourassem foguetes durante o amanhecer, o que ficou conhecido como “Alvorada Colorada” ou “Despertar Vermelho”. Parecia que Porto Alegre estava sendo bombardeada devido ao barulho dos foguetes.

Uma multidão de aproximadamente 100 mil pessoas foi ao estádio ver o festival de apresentações. Às 13h30min, a Banda Militar do 18º Regimento de Infantaria de São Leopoldo entrou na pista atlética do estádio, então o Governador Walter Peracchi de Barcelos abriu a bandeira do Brasil e a banda executou o hino nacional. Cessada a solenidade cívica, a banda militar se retirou tocando o hino do Internacional. Cantando o hino do clube e agitando as suas bandeiras, a torcida recebeu com aplausos a Comissão de Obras do Estádio.

Às 14h00min, surgiram os componentes da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, ostentando os seus vistosos uniformes vermelhos. Em colunas, foram surgindo no estádio sob os aplausos da multidão e foram fazendo evoluções até formar a frase "PARABÉNS COLORADO". Em seguida, o estádio foi entregue ao prefeito da cidade, o engenheiro Telmo Thompson Flores, membro da Comissão de Obras e um dos maiores responsáveis pela construção do estádio. Às 15h00min, foi iniciado o desfile de 260 moças da Escola Superior de Educação Física, conduzindo bandeiras dos principais clubes desportivos do Rio Grande do Sul e do Brasil.

E finalmente o jogo de abertura, o ápice do evento, foi realizado entre o Sport Club Internacional e o Sport Lisboa e Benfica, que vinha de grandes conquistas naquela época. Era um jogo para entrar na história colorada. O Internacional entrou em campo com: Gainete; Laurício, Scala, Pontes e Sadi; Tovar e Dorinho; Valdomiro (Urruzmendi), Bráulio (Sérgio), Claudiomiro e Gilson Porto. O treinador colorado era o Daltro Menezes. E, treinados por Otto Glória, o Benfica entrou em campo com: José Henrique; Adolfo Messias, Humberto Fernandes, Zeca e Cruz; Toni e José Augusto (Nenê); Praia (Victor Martins), Torres, Eusébio e Simões.

O time colorado estava pressionando o seu adversário até que, aos 24 minutos do primeiro tempo, Claudiomiro, com apenas dezenove anos, marcou de cabeça o primeiro gol do estádio Beira-Rio. Eusébio, o principal jogador do time português, fez o gol de empate aos 23 minutos do segundo tempo. Quatro minutos depois, Gilson Porto fez o segundo gol colorado fechando o placar: Internacional 2x1 Benfica. Foi uma festa que está presente até hoje na memória dos colorados que presenciaram este grande momento da história do clube."

As fotos utilizadas para ilustrar esta postagem foram cedidas ao Arquivo Histórico do Sport Club Internacional
em versão digital por Guilherme Mallet
Fontes: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
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segunda-feira, 6 de abril de 2015

46 anos do Gigante da Beira Rio!

Hoje o Gigante da Beira Rio completa quarenta e seis anos! Abaixo um pouco da história do estádio, considerado a alma do torcedor colorado. 




Em setembro de 1956 o vereador Ephraim Pinheiro Cabral apresentava na Câmara um projeto para a doação de um terreno localizado em uma área que seria aterrada no Rio Guaíba. Assim, em um terreno dentro da água, surgia o novo estádio colorado. 


A Pedra Fundamental do Estádio Colorado foi lançada em 1959 e com ela a esperança de toda a torcida para que a casa nova fosse palco de muitas conquistas. Torcida esta que contribuiu ativamente para a construção do Gigante, doando dinheiro, tijolos e cimento para a realização de um sonho. 

Contando com diversas campanhas para arrecadação de materiais, o estádio começou a tomar forma durante a década de 60. José Pinheiro Borda (imagem ao lado, junto à maquete do Beira-Rio), presidente do Conselho Administrativo do Sport Club Internacional e da Comissão de Obras do Estádio Beira-Rio, dedicou os anos finais da sua vida ao Clube, trabalhando para a construção do estádio. Graças a ele tivemos as campanhas mostradas abaixo, de doação de tijolos e cimento, que datam de 1962.  




Campanha do Tijolo e do Cimento. 
Os colorados puderam acompanhar de perto a vitória contra o Benfica por 2x1 na inauguração do Beira-Rio, com gols de Claudiomiro, Eusébio (Benfica) e Gilson Porto. Essa foi a primeira vitória dentro do Gigante, mas o que se seguiu foi a sequencia de conquistas que resultaria no octacampeonato gaúcho, assim como a formação da equipe que viria a conquistar o primeiro título brasileiro em 1975. 

A obra para a Copa do Mundo trouxe uma revitalização para o estádio, mas as bases continuam as mesmas. Os tijolos doados pelos torcedores ainda estão lá, servindo como apoio para a nova estrutura. A alma do estádio continua firme!!!!


quinta-feira, 7 de julho de 2016

Lançada a pedra fundamental do Beira-Rio

No dia 7 de julho de 1963 era lançada a pedra fundamental da construção do Estádio Gigante da Beira-Rio. Para celebrar o momento, uma missa comandada pelo bispo Dom Edmundo Kuntz, conselheiro do clube na época, foi celebrada neste dia. "Aqui todos serão iguais, sem diferenças ideológicas, políticas, religiosas, sociais - todos serão irmãos", afirmou durante a missa Dom Edmundo.
Fotos: empréstimo de arquivo pessoal Norma Prates
"Foto oferecida como lembrança por José Pinheiro Borda a Dom Edmundo Kunz pelo lançamento da pedra fundamental do novo Estádio do Esporte Clube Internacional."
Disponível e
m: Arquidiocese de Porto Alegre, Dom Edmundo Luís Kunz 

Também esteve presente no lançamento da pedra fundamental das obras, a Banda Marcial Dorense, do colégio N. Sra. das Dores.

"Apresentação da Banda Dorense no lançamento da pedra fundamental das obras do Gigante da Beira-Rio."
 Veja mais em: Banda das Dores e a pedra fundamental do Beira-Rio