Glória do desporto nacional!

Oh, Internacional

Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar

Correm os anos, surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias

Colorado das glórias

Orgulho do Brasil

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Biblioteca do Internacional um legado na literatura desportiva 📕📖


Mas qual motivo levaria um Clube de Futebol a ter uma Biblioteca, não há um motivo só, há milhares de motivos. Os motivos são as centenas de pessoas que fazem este Clube. Esporte é uma manifestação social. É vida. Vida é cultura, são livros...registros de vidas. 

Abril é um mês cheio de referências afetivas. Aniversário de nascimento do Sport Club Internacional, inauguração do do nosso Gigante da Beira Rio.
É também em abril que se comemora o dia mundial do Livro. E através deles que queremos celebrar!
Queremos lembrar que o Sport Club Internacional mantém para toda sociedade, um legado eterno: a Biblioteca Zeferino Brazil. Setor que hoje se mantém junto a Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional-FECI, mas que outrora, era parte da Divisão Cultural do Inter. A Biblioteca, criada em 1929, foi oficialmente apresentada aos Colorados no estatuto de 1944 (enquanto o mundo sofria em uma grande guerra, o Inter se preocupava em unir as pessoas através da cultura).

Estas obras são exemplos destes registros. E estão à disposição da sociedade na Biblioteca Pública do Inter.
O acervo da Biblioteca Colorada dispõem de excelentes obras na área desportiva, mais precisamente do futebol. No dia Mundial do Livro, convocamos os amantes do futebol a conhecerem mais sobre este esporte, seus encantos e magia.

Fontes: Acervo Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Arquivista Yzara Menegaz - Bibliotecária Ana Maria Bicca
Livros disponíveis para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil/FECI - 2º andar do Gigantinho

quarta-feira, 26 de março de 2025

Coréia onde a paixão era mais forte!

               

Quando da construção do estádio, na década de 1960, o Inter reservou um espaço na sub-geral ou popular, que se chamava “Coréia”. Este espaço comportava em torno de 18 mil pessoas, em pé. Era um espaço semelhante ao que havia no Maracanã.
Fotos da “Coréia” década 1990

Era um lugar emblemático, diferenciado. Um lugar popular, com preço acessível, onde o torcedor ficava quase “no ouvido do técnico” e dos jogadores. Como dizia o Ostermann, um lugar onde certamente o ‘Charuto’ – torcedor símbolo do Inter nos tempos do Eucaliptos- amaria assistir os jogos do seu time do coração. Mas o tempo passa e tudo muda. E as adequações às estruturas desportivas são necessárias.

O nome “Coréia” começou a circular no futebol brasileiro na década de 50, em menção as brigas intensas que ocorriam entre as torcidas adversárias – pois sim, elas ficavam juntas no mesmo espaço- no estádio do Maracanã e fazendo uma analogia a guerra da “Coréia” de 1948. O mundo do futebol tem essa mistura de tudo que faz parte da realidade coletiva, social.

Em 2003 o Internacional teve que readequar seu estádio. O Estatuto do Torcedor, Lei nº10.671/03, exigia que o clube seguisse a orientação da Confederação Brasileira de Futebol e a “Coréia” colorada deu lugar ao setor popular. No ano de 2004, dois setores de arquibancadas inferiores, que ficam atrás das goleiras e foram denominadas de Popular Gigantinho e Popular Placar substituíram a antiga “Coréia”.
O show tem que continuar...é a popular Arquibancada Colorada 22/Maio de 2004 p.8

O clube se adequou e show do futebol continuou, a torcida sempre junto e juntos conquistou-se o Mundo. E o mundo conheceu a força do Povo Colorado ocupando todos os espaços de seu estádio, mandando ver no Gigante da Beira-Rio.

E veio a Copa do Mundo de Futebol, 2014, e mais uma vez o Estádio dos Colorados foi sede de jogos oficiais.

Na era moderna do estádio ficamos com a lembrança de um espaço referência na história colorada e com a certeza de que o torcedor estará sempre junto ao Sport Club Internacional. 
Texto: bibliotecária Ana Maria Bicca

Fontes:
Jornal da Tarde 01/10/1975, Arquibancada Colorada 22/05/2004 (disponíveis para consulta na Biblioteca Zeferino Brazil)










segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

O clássico de 1918

🏆Reconhecido como a maior rivalidade do país, o clássico gre-nal foi constituído de muitos episódios curiosos que formaram o futebol gaúcho da atualidade. 

 🏆Às 16h, do dia 4 de agosto de 1918, o Internacional disputou o Gre-Nal número 11 no campo do rival. Tínhamos como principal jogador o atacante Álvaro Ribas que participou de toda campanha do Pentacampeonato Citadino (1913-1917). Em 35 partidas disputadas pelo Inter de 1912 a 1918, Ribas marcou 28 gols. No clássico anterior, disputado no dia 19 de maio, o atacante havia marcado duas vezes para o resultado de 5 a 3 a favor do Inter.

🏆O Gre-Nal 11 foi marcado pela violência e está na historiografia do futebol como uma das principais razões da intensa rivalidade. Na verdade, foram duas partidas: uma, entre o primeiro quadro dos dois clubes valendo pontos no campeonato citadino de 1918, e outra entre os jogadores do segundo quadro. 

🏆Segundo o jornal Kodak, aos 18 minutos do jogo do segundo quadro, o defensor Rolim, do Grêmio, cometeu uma falta grave em cima do atacante Ary, do Inter. A colisão resulta na perda de um jogador em campo. Mesmo desfalcado, o Inter seguiu atacando corajosamente o gol adversário até que, aos 23 minutos do segundo tempo, Hormain aproveita um entrevero na frente do gol dos azuis e marca o gol da vitória colorada.

🏆Já no jogo do primeiro quadro, válido pelo campeonato citadino, o rival abriu vantagem com um gol de pênalti marcado na fase inicial da partida, mas acabou perdendo - a partida e a razão - no segundo tempo do certame. Mesmo com a vantagem no placar, a torcida adversária se inflamava contra nossos jogadores um pouco além do futebol. Por manter contato com um gremista exaltado, o atacante Álvaro Ribas foi esfaqueado no abdômen.

🏆O jogo foi interrompido, o torcedor foi preso e Ribas encaminhado ao hospital. O atleta se recuperou, mas nunca mais voltou aos gramados. O Grêmio renunciou os pontos desta partida, ainda contabilizada erroneamente para o lado azul. É por Ary e Ribas que a rivalidade Gre-Nal cresceu e se tornou implacável nos combates. Mesmo com a falha no registro do clássico de 1918, somam-se 164 clássicos vencidos pelo Inter em seus 115 anos. 🏆A vantagem em vitórias é vermelha desde 1945, quando despontamos com o hexacampeonato gaúcho.

Diz o texto* na foto: "Um grupo de senhorinhas de nossa elite na ocasião em que visitava o sportmann Alvaro Ribas, ferido no lamentavel conflicto ocorrido domingo ultimo, no match Gremio-Internacional. - Nos medalhões acima, Alvaro Ribas e Octavio Telles, tambem ferido ma mesma ocasião."
*foi mantida a grafia original da publicação

Texto: 
Anna Laura Chepp

Fontes:
Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil - FECI/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional
Revista  Kodak, ano 1918, edição 51/ consulta Hemeroteca Digital

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

OUTROS CRAQUES NA CASAMATA: MASSAGISTA TAMBÉM É ESCALADO!

Postagem Instagram - 08/01/2025

Os times nunca iam a campo sem os “anjos da guarda” em prontidão. Desde que o futebol se “organizou”, a pessoa do massagista sempre esteve junto. Por aqui, no Internacional de Porto Alegre, desde a escolinha – antiga base -, lá na época do Vicente Rao, ele entrava em campo. Ficando à disposição da equipe, junto com o treinador no banco ou casamata, como queiras. Atentos. Prontos para adentrarem o campo em caso de necessidade. E as vezes a necessidade nem era ligada a condição física mas só uma boa estratégia.

Elemento base numa equipe. O massagista sempre será a referência da atenção especial numa hora de embate coletivo.

Aqui fica o registro do nosso reconhecimento a alguns Massagistas do Sport Club Internacional, que junto as equipes – jogadores e demais membros da comissão técnica – fizeram Nossa história internacionalmente reconhecida.

Santos - Massagista do time Juvenil (álbum Vicente Rao - 1951)
Antenor Moura - presente na inauguração do Beira Rio (Álbum Gigante da Beira Rio)
Antenor Moura: 1940 - 1983 - campeão do Brasil 1975
Campeões Libertadores 2006 e 2010/Mundial/Tríplice coroa, diversos campeonatos Gaúcho

Publicação ZH - 08/01/2025

Fontes:Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil - FECI/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional


quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

VOZES DO GIGANTE DA BEIRA-RIO

Hoje vamos falar de algumas publicações sobre o Internacional. Como por exemplo
Fanático Colorado, Arquibancada Colorada, Jornal do Inter, Jogada Colorada e Portão 8, periódicos distribuídos aos Torcedores Colorados em dias de jogos no Beira-Rio.

Tendo como objetivo enaltecer a história do Inter e seus feitos em torneios e campeonatos, estas publicações chegavam aos torcedores colorados em distribuição direta no pátio do Gigante da Beira-Rio.

Com matérias contextualizadas com o momento de cada época do Inter, os jornais circulavam deixando o torcedor a par de tudo que acontecia no futebol e no clube.

Te interessou? Quer saber mais sobre esse trabalho realizado por torcedores como tu? A Biblioteca Colorada e o Arquivo Histórico do Inter têm um acervo com alguns exemplares desta história jornalística construída por torcedores.





Fontes:Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil - FECI/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional
Todas as publicações são encontradas para consulta na Biblioteca Zeferino Brazil.

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Gigantinho

Construído junto ao Gigante da Beira-Rio, o Gigantinho foi inaugurado em 04 de Novembro de 1973. Palco de diversos eventos esportivos, shows e até uma missa realizada pelo papa João Paulo II. Foi também no Gigantinho que, o Internacional obteve a vitória contra o Barcelona na Copa Intercontinental de futsal.
No 2º andar do Gigantinho que está a FECI - Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional, e sua divisão a Biblioteca Zeferino Brazil, que possui aproximadamente 82 mil obras dos mais diversos gêneros e também uma coleção especial na área do esporte com ênfase na história do futebol e do Sport Club Internacional.
Jantar de inauguração

Baile Vermelho e Branco, acontecia nas dependências do Gigantinho durante as décadas de 70 e 80, e atraía multidões para o ginásio.

Em 1980, o Papa João Paulo II visita o Brasil, em Porto Alegre/RS, ocorre no Gigantinho,  o encontro com religiosos e vocacionados.
Futsal: conquista inédita no Gigantinho

No dia 07 de novembro de 2024, foi anunciada a parceria liderada pelo Sport Club Internacional que viabilizará a entrega de um novo Gigantinho, com o objetivo de que ele volte a ser o principal destino de espetáculos e eventos culturais e esportivos indoor do Estado e do sul do país. As empresas RBS Ventures e Tornak Holding serão parceiras da iniciativa e se juntam ao Clube para revitalizar o espaço.
As duas empresas usarão sua expertise na gestão de espaços de entretenimento e experiência de captação de eventos e de patrocinadores para apoiar a viabilização do novo Gigantinho, que seguirá pertencendo integralmente ao Inter, com a liderança da gestão exercida pelo próprio clube. A reforma está prevista para começar na metade de 2025, com conclusão projetada para o final de 2026.
Veja mais: Gigantinho - revitalização
Fontes:Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil - FECI/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional
Fotos da construção do ginásio: empréstimo de arquivo pessoal de Norma Prates

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Nossa missão: Preservar e difundir a memória do Sport Club Internacional

 

Para contribuir com a história colorada, entre em contato conosco!

Fontes:
Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil - FECI/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional




quarta-feira, 28 de agosto de 2024

As Categorias de Base do Feminino no Sport Club Internacional

Foto: 1987/Estádio Beira-Rio. Em pé- Setembrino, Lígia, Iolanda, Duda, Aline, Iracema, Lacy, Bette, Éverton (técnico); Sentadas - Silvia, Hilda, Maninha, Márcia, Rejane, Mariana, Líria e  Agachadas - Chuvisco, Izabel, Maria Jussara, Ângela, 
⚽Proibido durante 40 anos, o futebol feminino só foi regulamentado no Brasil em 1983. No mesmo ano, o Internacional abriu a sua Divisão de Futebol Feminino. As nossas pioneiras foram vitoriosas no primeiro gre-Nal válido pela modalidade e se sagraram campeãs do primeiro Campeonato Gaúcho de Futebol Feminino da história. Esse foi o início de cinco títulos consecutivos do Internacional. Na primeira década do futebol feminino regulamentado, só o Inter representou o Rio Grande do Sul no campeonato nacional. Nestes anos, nosso time contava com a participação de Iolanda, atacante do segundo quadro que tinha 18 anos quando ingressou na equipe. Com ela, Duda Luizelli, com apenas 14.

⚽Os times de futebol feminino foram iniciados sem categorias de base. As jovens jogadoras, às vezes menores de idade, ingressavam nas equipes principais sem formação adequada. Entretanto, essas mulheres sabiam da importância da formação e por isso, muitas delas, aproximadamente 14 jogadoras, dentre elas as destacadas Bel, Duda e a capitã Bette, se formaram em educação física enquanto eram jogadoras do Inter. Outras jogadoras seguiram carreiras em outras áreas do conhecimento, como a própria Iolanda, que se formou em ciências contábeis. Num momento em que o futebol feminino não era profissionalizante, estas jogadoras utilizaram do futebol para se profissionalizar mesmo assim.
Duda Luizelli
A falta de uma preparação de base permaneceu até 1996, quando a ex-jogadora Duda Luizelli abriu a primeira escolinha de futebol feminino do Rio Grande do Sul. Sediada no Parque Gigante, a escolinha chegou a receber 300 meninas nos treinos que aconteciam duas vezes por semana no ano 1998. Essa foi a primeira vez que um um grupo de meninas teve a possibilidade de estudar dentro de um grande clube de futebol. Esta escolinha revelou inúmeras jogadoras para as equipes principais do Inter e, eventualmente, para outros clubes. Dessa escolinha, surgiu a zagueira Mônica Hickmann, convocada para disputar a Copa do Mundo e campeã de duas taças da Copa América com a seleção brasileira. Ela começou a jogar futebol no Inter devido à estrutura oferecida pelo clube. Nesta época, já existiam categorias de base femininas isentas para formação no Internacional. Com apenas 14 anos, Mônica passou no teste para integrar a equipe sub-17. Essa categoria marca o início da base feminina no Inter.

⚽Em 2017, dois anos antes da obrigatoriedade de equipes femininas profissionais e de base para os clubes que disputam a série A do campeonato brasileiro, o Internacional reabriu o Departamento de Futebol Feminino com as categorias sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20. Atualmente, as Gurias Coloradas contam com a categoria sub-11, o que representa um avanço importante na estrutura do futebol feminino brasileiro. É significativo que um clube do tamanho do Internacional invista na formação de jogadoras. Porque as categorias de base são, tradicionalmente, um orgulho do Internacional. A base feminina do Inter é a única do país a vencer todos campeonatos nacionais possíveis. As gurias são campeãs brasileiras sub-16, sub-17, sub-18, e as únicas campeãs sub-20. Também há neste currículo, uma Libertadores sub-16 em 2020 e muitos títulos estaduais. Dessas equipes saíram incontáveis jogadoras que hoje jogam como profissionais e já passaram pelas seleções profissionais e de base. Foi a nossa base que revelou a medalhista olímpica e artilheira da Copa Libertadores, Priscila. Mas antes de encarar a Cata Coll, a Priscila encarou o processo de se tornar uma jogadora profissional. Os títulos da base são importantes, mas servem apenas para destacar o bom trabalho de formação realizado diariamente no CT do Sesc.

Performance de 2019

Também é uma alegria olhar para essa história e perceber o avanço no investimento em estrutura e profissionalização do futebol feminino. O campeonato brasileiro de futebol feminino sub-20 existe apenas há três anos, mas esta iniciativa, ainda que recente ou tardia, indica a mudança de mentalidade da confederação em relação à formação de jogadoras. Nós não podemos nos esquecer que a luta pelo futebol feminino existe há mais de 40 anos e nós fazemos parte deste processo. Digo nós, no coletivo, porque o que futebol feminino mais precisou em todos estes anos foi continuidade: constância de treinos, sequência de campeonatos, continuidade das equipes. Persistência em insistir que o futebol feminino merece atenção, investimento e visibilidade. Nós somos a continuidade de todas que vieram antes de nós, defendendo o futebol feminino do Inter dentro e fora das quatro linhas. Que nós jamais esqueçamos que o futebol é um direito conquistado (primeiro pelos pobres, depois pelos negros e depois ainda pelas mulheres). E que o futebol feminino é uma das ferramentas mais poderosas de liberdade, autodeterminação e união.











  Sub-17, equipe bi campeã do Brasileirão
 












Texto: 
Anna Laura Chepp

Fontes:
Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil - FECI/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional
CBF Divulgação


sexta-feira, 19 de julho de 2024

Dia Nacional do Futebol⚽


No Brasil, é no dia 19 de julho que é celebrado o Dia Nacional do Futebol. A data foi escolhida pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 1976, em homenagem ao time mais antigo do país em atividade, o Sport Club Rio Grande, do Rio Grande do Sul, fundado no dia 19 de julho de 1900.

A ideia de fundar o "vovô", como é chamado por causa da sua longevidade, veio com o alemão Johannes Christian Moritz Minnemann que chegou a Rio Grande para trabalhar na firma Thomsem & Cia. Grande apreciador do esporte, Minnemann, com o apoio de Arthur Lawson e de um grupo ingleses, alemães e portugueses, fundou em 19 de Julho de 1900, o Sport Club Rio Grande.

O Rio Grande nos seus primeiros anos assumiu um importante papel de difusor do futebol no Rio Grande do Sul. Desde sua fundação, o clube adotou como um dos seus principais objetivos difundir essa nova modalidade ainda pouco conhecida no estado.
Em 1969, o Internacional ao encerrar as atividades do Estádio Eucaliptos teve a honra de receber em jogo amistoso o mais antigo dos clubes,Sport Club Rio Grande.
Fontes:
Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil - FECI/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional



segunda-feira, 24 de junho de 2024

Quando o Inter foi a base da seleção olímpica

 

Trecho do Relatório de Atividades do Departamento de Futebol de 1984.

A primeira medalha de prata conquistada em jogos olímpicos pela Seleção Brasileira de Futebol teve grande participação de jogadores do Internacional. A conquista ocorreu nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. Ao todo foram sete medalhas. Prata também em Seul 1988 e Londres 2012 e bronze em Atlanta 1996 e Pequim 2008, além de ser o atual bicampeão com as conquistas do ouro na Rio 2016 e em Tóquio 2020.

O Internacional cedeu à Seleção Brasileira sete jogadores titulares: Gilmar Rinaldi, Pinga, Mauro Galvão, André Luiz, Ademir Kaefer, Dunga e Silvinho. Milton Cruz, Kita e Paulo Santos também integraram a delegação e participaram de algumas partidas como reservas. A Seleção Brasileira também contou com jogadores de outros clubes. O treinador era Jair Picerni do Corinthians.

A estreia brasileira nas Olimpíadas de Los Angeles ocorreu no dia 30 de julho, contra a Arábia Saudita, vencendo por 3x1. O segundo jogo, contra a Alemanha, foi vencido por 1x0, no dia 1º de agosto. No dia 3, o Brasil venceu o Marrocos, por 2x0. Contra o Canadá, o Brasil empatou em 1x1 e venceu nos pênaltis por 5x3, no dia 6. Contra a Itália, dia 8, a Seleção só obteve um empate por 1x1, conseguindo a vitória na prorrogação por 1x0.

A decisão pela medalha de ouro aconteceu no dia 11 de agosto, no Rose Bowl Stadium, em Pasadena, com o público de 100 mil pessoas. Mas o Brasil foi derrotado por 2x0 pela França e ficou com a medalha de prata. Ao longo da competição, a Seleção Brasileira marcou nove gols e sofreu cinco. Gilmar, do Flamengo, foi o artilheiro da equipe com quatro gols. Dunga marcou dois gols e Silvinho, Kita e Ronaldo fizeram um cada.

Fontes:
Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional





sexta-feira, 31 de maio de 2024

O Gigante que nasceu das águas do Guaíba


Este rio, que conhecemos por Guaíba, sempre esteve presente na vida dos colorados. Quando Porto Alegre doou ao Sport Club Internacional “ um quinhão de águas”, com certeza não tinha ideia do GIGANTE que se ergueria daquele espaço no ‘rio’.
Um GIGANTE que tem em cada centímetro de sua grandeza a alma do CLUBE DO POVO do RIO GRANDE DO SUL.
O Guaíba, de rio passou a lago, nosso Internacional cobriu o mundo com seu manto vermelho consagrando-se CAMPEÃO DO MUNDO, desde 1963 - quando as obras do estádio começaram - até agora muita coisa mudou…Somos mais de 100 mil sócios e milhões de torcedores! Somos uma legião infinita de Guerreiros Rubros a honrar a saga de um clube que representa seu Povo em igualdade e fraternidade.
Da primeira enchente que assolou Porto Alegre em 1941 a esta de 2024 que devastou nosso RS se passaram 83 anos e o Sport Club Internacional sempre esteve com seu torcedor.
Haja o que houver, no tempo que for, com esta chama que incendeia no peito, qual como a vibração do hino colorado, nós vamos seguir…e reerguer das águas o GIGANTE INTERNACIONAL.

Fontes:
Texto: Ana Maria Froner Bicca – Bibliotecária do SCI 
Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional
Referências: acervo de Revistas do Inter, acervo Chico Sisto, acervo Norma Prates