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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Curiosidade - Caricaturas

Bodinho
Chinesinho
Bastante utilizado em jornais e revistas, este desenho que exagera as características pessoais é uma forma bem-humorada de representar as pessoas.
"A palavra caricatura (do italiano “caricare”) significa “exagerar, aumentar as proporções de alguma coisa”. Trata-se de um gênero discursivo que surgiu a partir das obras do artista italiano Agostino Carracci da Bolonha, o qual criou uma galeria com Caricaturas dos tipos populares da sua cidade no século XVII".Saiba mais
A revista Colorada na década de 1950, utilizava esta arte para ressaltar as características e mesmo homenagear os jogadores colorados. Mostramos aqui alguns atletas que foram representados e suas fotos. Na pesquisa da bibliotecária  do SCI Ana Bicca tudo indica que a autoria dos desenhos é do Renato Canini, que na década de 1950 trabalhava para a Secretaria de Educação e era responsável pela ilustração da Revista Cacique, editada pela SEC/RS e colaborava com diversas publicações.

Os jogadores retratados:



Bodinho nasceu em Recife, mas veio para o Rio Grande do Sul para ser o meia-direita e centroavante colorado, no período de 1952 a 1959. Formou ao lado de Larry, uma das maiores duplas de ataque da história do futebol gaúcho. Fez parte da seleção Brasileira vencedora do Pan-Americano do México em 1956.





Sidney Colônia Cunha, conhecido como Chinesinho, nasceu em Rio Grande-RS em 1935 (algumas fontes apontam 01 de janeiro e outras 15 de setembro). Iniciou a carreira em sua cidade natal, atuando pelo Rio-Grandense-RS, e chegou a Porto Alegre em 1955. Atuou com a camisa do Internacional até 1958.





Danúbio


Danúbio Ribas de Camargo nasceu em Cacequi em 1936, o centro médio jogou no colorado de 1958 até 1961.


Barradinhas

Dirceu Brasil Souza, nasceu em Bagé em 14 de fevereiro de 1935, o zagueiro jogou no Inter de 1958 até 1961.

Titico
Auhilto Burity Souza, nasceu em Rio Grande em 1935 o médio-esquerdo jogou no colorado de 1958 até 1959.

Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revista Colorada edições 1957/1958- Revistas disponíveis para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/caricatura.htm

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Feira do Livro de Porto Alegre

Está acontecendo a Feira do Livro de Porto Alegre. A feira acontece desde 1955 e oferece ao público diversas bancas com todos os gêneros literários, além de atividades culturais, contação de histórias e sessões de autógrafo. O que começou com apenas 14 barracas de madeira na Praça da Alfândega, hoje conta com mais de 100 expositores e é reconhecida como o primeiro Patrimônio Imaterial da cidade de Porto Alegre.
Aproveitando o tema da Feira do Livro, deixamos aqui mais algumas sugestões de leitura do acervo da Biblioteca Zeferino Brazil. 


O livro "O Gigante da Beira-Rio Entra na Literatura Brasileira" foi editado em 1969, e conta detalhes da história do Sport Club Internacional e do Estádio Beira-Rio. Possui diversas fotos e documentos oficiais do Clube e é uma fonte muito rica de pesquisa. 


Outros dois livros disponíveis na Biblioteca do Inter são "Na Sombra dos Eucaliptos" e "O Gigante da Beira-Rio", ambos de Carlos Lopes dos Santos. São dois livros que contam a história do Internacional de maneira minuciosa, e que todos os colorados devem conhecer. 
Lembrando que a Biblioteca Zeferino Brazil funciona de segunda a sexta-feira das 9h às 18h.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Folclore: uma expressão social

Nosso mascote visitando a biblioteca do Inter e conhecendo um pouco da literatura que conta a sua história

Folclore é um conjunto de lendas, de contos, de mitos repletos de personagens que traduzem o vivenciar de uma determinada sociedade. 31 de outubro é o dia do folclore brasileiro. É o dia do SACI! 
Entre as muitas personagens do folclore brasileiro, cuca, curupira, boto cor-de-rosa, mula sem cabeça e outros, o SACI é o mais lembrado. E por qual motivo, esse moleque de uma perna só, com sua toca vermelha e fumador de cachimbo teria tanta expressão? 
A resposta talvez esteja na alegria que esta personagem emana. Ou talvez, por ser este moleque ser um símbolo de resistência...até mesmo por esta alegria natural. Não há tempo ruim para um SACI! Ele sempre dribla as adversidades, caçoa da tristeza e da desesperança fazendo com que a gente revigore as forças e faça valer a pena continuar a “peleia”. 
É nessa força mágica que transborda na figura deste moleque cheio de malandragens e artimanhas que o folclore nacional brasileiro se representa. Pois o brasileiro é e será sempre a resistência, a esperança, a força e o fazer de dias melhores! 
É por essa razão que esta personagem é o mascote do Clube do Povo. Por ser este menino um símbolo de luta e alegria.

A melhor forma de preservar o folclore é transmitindo aos  jovens as nossas histórias. E registramos este encontro entre as crianças do projeto Interagir e o mascote colorado onde puderam conhecer a verdadeira história dessa figura de resistência e luta por igualdade social e racial, que são marcas do Clube do Povo. 
Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Naquele tempo...era assim


Cartão comemorativo aos 90 anos do Inter com a ilustração de Edgar Vasques.
Inter de Todos os Tempos 
 (1999) 
☎️📞
Você sabia que a telefonia pública no Brasil começou em meados de 1934? E que somente na década de 60 os brasileiros passaram a utilizar fichas telefônicas? Pois é. estas fichas telefônicas tinham entre 30 e 20 mm e serviam para permitir que a ligação se efetuasse. Quando a ligação completava, a ficha caía (daí a expressão: caiu a ficha? = a se ligar).
Pois então, antes não haviam celulares. E falar com alguém, se estando fora de casa, era somente por telefones públicos, os velhos e bons 'orelhões'. Até a década de 90 a telefonia pública no Brasil utilizava as fichas telefônicas. Contudo, por uma questão econômica, pois os Orelhões eram seguidamente depredados por vandalismos (para furtarem as fichas que se acumulavam nos aparelhos), foi necessário evoluir.
Foram lançados por volta de 1992 pela Telebrás os cartões telefônicos  e acabaram se tornando objeto de colecionador. 


Fontes: 
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional

terça-feira, 17 de setembro de 2019

COPA DO BRASIL 1992

O campeão Maurício veio fazer uma visita ao Arquivo Histórico e nos deixou esta lembrança!!!

Revista Placar Ed. 1079 - Janeiro/1993 
Em 1992, o Internacional levantou o troféu do torneio nacional pela primeira vez. Foi na quarta edição da competição.
Após confirmar o favoritismo diante do Muniz Freire/ES, o Internacional não deu chances ao Corinthians, goleou os paulistas por 4 a 0 em Pacaembu e alcançou as quartas de final com o empate sem gols no Beira-Rio. O Colorado venceu o Grêmio nos pênaltis por 3 a 0, após dois empates em 1 a 1. Com duas vitórias sobre o Palmeiras, os gaúchos se garantiram na final. Apesar da derrota por 2 a 1 na ida, o Inter venceu o Tricolor por 1 a 0 no Beira-Rio e levantou o troféu graças ao gol marcado fora de casa.
O Inter contou com o artilheiro Gerson da Silva para se sagrar campeão da Copa do Brasil. O atacante contribuiu com nove dos 20 gols marcados pelo Colorado e conquistou a chuteira de ouro do torneio pela terceira vez (1989, 91 e 92).
PRIMEIRA FASE
14 de julho - Muniz Freire/ES 1 x 3 Internacional - Mario Monteiro
11 de agosto - Internacional 5 x 0 Muniz Freire - Beira-Rio
OITAVAS DE FINAL
9 de outubro - Corinthians 0 x 4 Internacional - Pacaembu
20 de outubro - Internacional 0 x 0 Corinthians - Beira-Rio
QUARTAS DE FINAL
6 de novembro - Grêmio 1 x 1 Internacional - Olímpico
17 de novembro - Internacional 1 x 1 Grêmio - Beira-Rio
SEMIFINAL
27 de novembro - Palmeiras 0 x 2 Internacional - Parque Antártica
8 de dezembro - Internacional 2 x 1 Palmeiras - Beira-Rio

FINAL
10 de dezembro - Fluminense 2 x 1 Internacional - Álvaro Chaves
Caíco fez o gol do primeiro jogo contra o Fluminense
13 de dezembro - Internacional 1 x 0 Fluminense - Beira-Rio
Célio Silva fez o gol do título
Revista Placar Ed. 1329 - Ed. Especial - 2009
Média de gols das quatro primeiras edições
1989 - 2,28 (138 em 61 jogos)
1990 - 1,92 (119 em 62 jogos)
1991 - 2,06 (128 em 62 jogos)
1992 - 2,66 (165 em 62 jogos)

Fontes: 
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revista Placar Ed. 1079 - Janeiro/1993
Revista Placar Ed. 1329 - Edição Especial - 2009 - disponível para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil/FECI - 2º andar do Gigantinho

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Curiosidade - Bodinho, o jogador mais querido

Concurso que através do voto popular escolhia o jogador mais querido da semana e receberia o prêmio de 500 Cruzeiros (moeda que vigorou entre 1942 até 1967).
Bodinho foi o escolhido de abril de 1953.

Fontes: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
Livro Vonpar: A Marca Do Destino
1948-2008 - Elizabeth Rochadel Torresini - Editora: Vonpar - Ano: 2009

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Pensar é Transgredir, Escrever é Libertar-se

Hoje o dia é de todos os escritores brasileiros. Desde 1960 temos este dia como data marco para saudar todos os que nos libertam e nos permitem alçar voos para além do imaginável. A Biblioteca Zeferino Brazil, única biblioteca de utilidade pública em um clube de futebol, com seu acervo composto por mais de 80 mil exemplares, homenageia aqueles que conseguem fazer de nossos cotidianos uma obra de intensidades literárias.
Poderia elencar inúmeros nomes, que guardados ao assinarem suas obras, constituem o acervo desta maravilhosa biblioteca mas o hoje o dia será para agradecer pela intensa obra da escritora Lya Luft.
Natural de Santa Cruz do Sul, Lya Luft começou sua trajetória nas letras em 1960, com poesia. Desde então não parou mais, são ensaios, crônicas, contos, romances...em sua obra a intensidade da vida humana e de todas as coisas é matéria prima. Como ela mesmo afirma em sua obra quando coloca que “até o último suspiro a vida é um processo” ou em outra fala em que nos diz que “ viver deveria ser -até o último pensamento e derradeiro olhar- transformar-se”, Lya é provocativa. Busca nos tirar da acomodação, nos incita a irmos...em busca de nós.
E como não bastasse somente escrever...Lya Luft é tradutora. Através de muitos outros escritores ela continua a nos alimentar a alma. Conheci Hermann Hesse, Thomas Mann, Doris Lessing entre outros através dela (obrigada Lya).
Até este momento, ainda não tinha a certeza do motivo de tê-la escolhido em meio aos milhares de nomes do acervo, agora sei...é por esta mulher de 80 anos continuar - em um mundo tão inóspito como o nosso se tornou- a acreditar que a vida vale a pena. Que através das suas infinitas manifestações a vida é o que cada um escolhe e faz para ser feliz.
Conheça Lya Luft, a biblioteca do Inter lhe espera. São mais de dez títulos a sua disposição.
Texto/pesquisa: Ana Maria Froner Bicca- Bibliotecária do SCI
Fonte:Acervo Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil

sexta-feira, 5 de julho de 2019

O papa é gaúcho?

Quem lembra da passagem do Papa João Paulo II por Porto Alegre?
O jornalista Ernani Campelo fez uma viagem no tempo e trouxe este resgate histórico.
Podemos conferir todo o conteúdo no Canal do Inter, no programa Passado Alvirubro  e nas redes sociais do Sport Club Internacional.
A pesquisa feita no Arquivo Histórico da Cúria Metropolitana de Porto Alegre trouxe um registro maravilhoso de um fato que marcou a todos os gaúchos. 
Em 1980, em sua primeira visita ao Brasil, o Papa João Paulo II entrou para a história do Rio Grande do Sul ao desembarcar em Porto Alegre. Foi a primeira e também a última vez que um Papa pisou em solo gaúcho. João Paulo II chegou a Porto Alegre no dia 04 de julho, mas foi o dia 05 que ficou na história de todos os colorados: o encontro com religiosos e vocacionados que ocorreu no Gigantinho.Veja mais!
O Papa visitou também a capela Nossa senhora da Vitória, inaugurada em 1980. Foi em uma procissão noturna que ocorreu a transferência da estátua da padroeira do Clube de sua antiga sede - Estádio dos Eucaliptos - para a nova morada.

Fotografias do papa: ARQUIVO HISTÓRICO DA CÚRIA METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE (AHCMPA)
(Série Visita do Papa a Porto Alegre, 1980)
As imagens foram referenciadas conforme a Série e numeração atribuídas no Arquivo.
Os créditos das fotografias são: Servizio Fotografico Arturo Mari (L’Osservatore Romano – Citta del Vaticano)
As imagens utilizadas da "Inauguração da Nova Capela do S. C. Internacional" foram doadas por Norma Prates, que recebeu o álbum do Ex-Presidente José Asmuz. Veja mais!
Texto/pesquisa:jornalista Ernani Campello
Fonte:Acervo Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Memórias coloradas - Mica e Cyborg



O jornalista e colega Ernani Campello hoje recordou duas figuras que nos deixaram em junho. Dois atletas que nem sempre estão nas primeiras lembranças, mas como todos os que passaram pelo Inter deixaram suas marcas e fizeram parte da nossa história.
DALMIR VARGAS ESTIGARRIBIA
Fonte: Arquivo Histórico/Departamento de Futebol SCI
O ex-jogador Dalmir Vargas Estigarribia, o Mica, faleceu na tarde de segunda-feira, dia 24. Revelado pelo Inter, ainda como juvenil foi Campeão da Copa São Paulo em 1978 e no ano seguinte jogou com a equipe de profissionais, foi Campeão Gaúcho. Ficou no Inter até a metade de 1980, sendo também Campeão Brasileiro invicto em 1979. Ele foi vítima de um ataque cardíaco fulminante.  Mica trabalhava durante um treinamento da equipe sub-17 do Iguaçu, de União da Vitória, cidade do Paraná onde vivia, quando sofreu o mau súbito, vindo a óbito em seguida, antes de dar entrada no hospital.
Mica era gaúcho de Tupanciretã (RS), estava com 60 anos e, na época de jogador, era conhecido por ser um exímio cobrador de faltas. Seu maior destaque foi no Criciúma, nas temporadas de 1981 e 1982, quando disputou 81 jogos e marcou 10 gols.
Depois do Inter, Mica foi jogar no Inter de Lages (SC) e passou por Sampaio Correia (MA),  Criciúma, Figueirense, Hercílio Luz, Próspera (todos de SC) e Iguaçu (PR).
PEDRINHO CYBORG
Fonte: Arquivo Histórico/Departamento de Futebol SCI
 Pedro Antonio Simeão nasceu em Lajeado em 4 de agosto de 1953 e faleceu dia 19 deste mês, vítima de pneumonia. Iniciou no Inter em 1968 e no ano seguinte conquistou o título de campeão infantil. Foi um exímio ponteiro direito, discípulo de Valdomiro, revelado pelo Inter no início dos anos 70, Foi titular em várias seleções de base e disputou competições importantes com a amarelinha, como o Torneio de Toulon e o Jogos Olímpicos de Munique, ambos em 1972. Promovido aos profissionais do Inter, participou da campnha dos títulos estaduais de 1973, 74, 75 e 76 e do Bicampeonato nacional. Teve a carreira atrapalhada por duas graves lesões.

Texto:jornalista Ernani Campello
Fonte:Acervo Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil