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terça-feira, 7 de março de 2017

Lugar de Mulher

 8 de Março: saudando o Feminino Colorado 

“(...) Maria, Maria, é um dom, uma certa magia, uma FORÇA que nos alerta. Uma MULHER que merece viver e amar como outra qualquer do planeta”, através desta letra e música de Milton Nascimento e Fernando Brant, buscamos saudar todas as Marias,  Alaydes, Jessys, Alziras, Helenas e todas...todas  que em suas trajetórias traçaram os rumos da presença feminina na história do Sport Club Internacional. 
Hoje  poderíamos fazer de cada nome de  Mulher uma poesia. Mas vamos além, vamos fazer um Hino de Luta e Persistência. Um Mantra de Resistência, ungido pela determinação, pela igualdade, pelo respeito e pelo trabalho comprometido com toda uma sociedade.
 O Internacional carrega consigo a marca da presença feminina desde seus primórdios, “o belo sexo” ou  “as Ladies” (expressões usadas pela imprensa no início  do século 20), sempre esteve presente na história deste clube. As Senhoras, desde os primeiros matchs participavam, contribuindo, com  alegria e  fineza  para que os embates fossem agradáveis.
Esta verdade é tão soberana que em 1918 o Sport Club Internacional, rompendo paradigmas e promovendo igualdades, aceitou a primeira mulher  em seu quadro social. No dia 02 de abril de 1918 na oitava Sessão da Diretoria, presidida pelo Sr. Pedro Chaves, o ex-presidente Heitor Carneiro apresentou a Senhorita Maria Von Ockel para compor o quadro de sócios do Inter. 


Detalhe da Ata 
Vale lembrar que foi também neste ano, depois de um Congresso de Foot-Ball realizado em Porto Alegre, junto a sede da Revista Máscara, que foi criada a Federação Rio-Grandense de Desporto. Os tempos estavam mudando...
Foto 1
O cuidado com o Feminino na história do Internacional é tão constante  que no ano de 1919 em Assembléia Geral Ordinária, a diretoria do clube manifesta a necessidade de construir-se um pavilhão junto ao seu ground para atender as Senhoras e Senhoritas que praticavam tennis. 

Mas o Inter além de ter a primeira Mulher em seu quadro de associados, também teve o ineditismo de contar com a presença feminina em seu Conselho Deliberativo. Jessy Bellomo Mancuso foi uma Colorada abnegada pelo Internacional,  contando com a dedicação e apoio das  Sras. Neith Luzardo Ulriche  e  Alzira Feijó Medeiros desenvolveu trabalhos na área social que culminaram na criação do  Centro Feminino de Assistência Social do Internacional-CEFASI.  Centro que mais tarde, junto com a Divisão Cultural-Biblioteca, deram origem a Fundação de Educação e Cultura do Sport Club Internacional – FECI.
Jessy Bellomo Mancuso
 Para saudar à todas que com sua determinação, graça e garra dedicaram e ainda dedicam, suas vidas edificando tempos de eqüidade lembramos um verso de Gloria Martín, escritora espanhola, que nos diz: “(...)Cuanto trabajo para una mujer saber, quedarse sola e envejecer.”

Sejamos sempre Marias e Clarices, Leilas, Beatriz ... sejamos sempre o Feminino que em sua pluralidade borda um social mais igual.
Lançamento  Futebol Feminino



Fontes: 
- Foto 1:Revista Máscara ano I nº 16 p.25 in Soares, Ricardo Santos. O Foot-Ball de Todos: Uma história social do futebol em Porto Alegre 1903-1918. PUCRS, Porto Alegre, 2014- Dissertação de Mestrado;
               - Livro de Atas  do Conselho Deliberativo do Sport Club Internacional- Nº2  1912/1920;
               - Jornal do Inter nº8 1978 p.12
               - Acervo Pessoal de Jessy Mancuso
               - Página do Povo do Clube/Facebook
               - Página da Força Feminina Colorada/Facebook





sábado, 16 de julho de 2016

Bodinho

Natural de Recife, Nilton Coelho da Costa, o Bodinho, nasceu no dia 16 de Julho de 1928. Iniciou sua carreira jogando pelo juvenil do Ibis F.C. de Recife, em 1942. Passou pelo Sampaio Correa do Maranhão, C. R. Flamengo, do Rio de Janeiro e Nacional A. C. de Porto Alegre. Em março de 1952, entrou para o time de profissionais do S. C. Internacional. 


 

Fonte: Revista Colorada - Junho de 1958

Bodinho foi meia-direita e centroavante, no período de 1952 a 1959. Formou ao lado de Larry, uma das maiores duplas de ataque da história do futebol gaúcho. Fez parte da seleção Brasileira vencedora do Pan-Americano do México em 1956.

Fonte: Departamento de Futebol.

"O apelido
Quando guri, o atleta era muito traquinas. Vivia principalmente saltando uma cerca que limitava o terreno de sua família com o de um vizinho. O vizinho não cessava de lamentar: 'Esse garoto vive saltando essa cerca. Até parece um bodinho'. 
Pegou fácil o apelido e dificilmente largará Nilton Coelho da Costa, que sendo Coelho, tornou-se bodinho." 
Texto publicado na revista colorada, Junho de 1958










Bodinho faleceu em 2007, aos 79 anos.

Fonte: Revista Colorada - Junho de 1958, disponível para pesquisa na biblioteca Zeferino Brazil na FECI - Sport Club Internacional
Para saber um pouco mais sobre esse atleta, aqui.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Nena, o Parada 18



Fonte: Sport Club Internacional
Olavo Rodrigues Barbosa nasceu em 11 de julho de 1924, em Porto Alegre. Começou a carreira jogando na várzea da capital e aos 18 anos foi para o Internacional. Sua estreia com a camisa do Inter foi em 1942, em uma partida contra o São José. Nena era zagueiro titular do "Rolo Compressor". 

Ficha de Jogo Coletânea Hélio Dias
Em dez temporadas pelo Inter, o zagueiro conquistou sete títulos gaúchos (1942/43/44/45, 47/48 e 1950), participou da maior goleada aplicada pelo Internacional em um clássico Gre-Nal (7 a 0 na final do campeonato municipal em 1948) e foi convocado pelo técnico da Seleção Brasileira, Flávio Costa, para disputar a Copa do Mundo de 1950.
Fonte: Sport Club Internacional
Em campo, ele era considerado um defensor quase imbatível. Os atacantes adversários dificilmente levavam a melhor no embate com o zagueiro. Tamanha disposição lhe rendeu o apelido de ‘Parada 18’. O codinome fazia referência a um ponto de ônibus localizado no bairro Tristeza, situado em frente a uma loja do setor varejista que fazia grandes liquidações e atraía muitos clientes. A propaganda radiofônica da época dizia que, para fazer boas compras, ninguém passava da Parada 18. Dessa maneira, o jogador e o famoso ponto de ônibus se tornaram sinônimos para os colorados.

Nena faleceu no dia 17 de novembro de 2010, em Goiânia


Fontes: 
Revista do Inter, ed. 60. Matéria publicada por Leonardo Fister
Ficha de jogo: Coletânea Helio Dias - Livro 1909 à 1942 - Museu do Sport club Internacional Ruy Tedesco
Para saber mais sobre o atleta, clique aqui. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

"Com Dadá em campo, não há placar em branco."

Em 1976 para dar reforço ao time, o internacional contratou, junto ao Sport Recife, o centroavante Dario, o Dadá Maravilha, nascido em 04 de março de 1946, na cidade do Rio de Janeiro/RJ.

Fonte: Departamento de Futebol do Sport Club Internacional

Dario estreou em um amistoso contra o Esportivo no dia 04/07/1976. 
Fonte: Departamento de Futebol do Sport Club Internacional
No dia do amistoso contra o Esportivo tinha tanta gente no Beira-Rio que só a renda da partida foi suficiente para quitar o passe do centroavante.

(fonte: Jornal do Inter, 1976)

Dario chegou e prometeu gols para a torcida do Inter. Prometeu o gol Italo-brasileiro em homenagem a numerosa colônia Italiana de Bento Gonçalves. E não deu outra coisa. Já no primeiro jogo,o foi o Italo-brasileiro em cima do Esportivo.
(fonte: Jornal do Inter, 1976)






Com uma passagem curta pelo Clube (02/07/1976 a 20/10/1977) o centroavante é muito lembrado por sua participação na conquista do Bi-Campeonato Brasileiro e da conquista do Octa em 1976. Dadá também foi um grande "filósofo" do futebol brasileiro. Suas frases certamente estarão para sempre na memória dos torcedores de todo o país.


"não existe gol feio; feio é 
não fazer o gol"








Abaixo podemos conferir o resumo da passagem de Dada Maravilha pelo clube: 


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Os 500 jogos de Bibiano Pontes

Em 08 de junho de 1975, Bibiano Pontes entrou para a história do Sport Club Internacional, como o primeiro jogador a disputar 500 jogos pelo clube. O feito foi alcançado durante a partida contra o Caxias.
Fonte: Departamento de Futebol do Sport Club Internacional


Nascido em General Câmara em 11 de junho de 1947, Bibiano Pontes iniciou sua carreira no Grêmio Arsenal de Guerra. Entrou para a equipe juvenil do Inter em Abril de 1964, onde conquistou o título de Campeão Juvenil neste mesmo ano. Em 1965 ingressou no plantel profissional do clube, onde ficou até em 1976.

Abaixo podemos ver duas fichas do atleta:
Fonte: Departamento de Futebol do Sport Club Internacional


Fonte: Departamento de Futebol do Sport Club Internacional