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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Bote seu bloco na rua! Bote seu Bloco em casa! Bote sua alegria em alta!


Carnaval! A origem do termo tem duas possíveis nascentes: uma vem da idade antiga, onde egípcios, hebreus, gregos e romanos celebravam as colheitas e a fartura. Na Roma Antiga nas festas Saturnais -realizadas em honra a Saturno- os romanos usavam o carrum navalis (o mais antigo carro alegórico que se tem notícia) para desfilar com homens e mulheres nus; outra possível origem é a expressão latina carnem levare - que significa ficar livre da carne – em alusão a liberdade antes da quaresma (católica) que impunha restrições nos hábitos das pessoas. 
De qualquer forma, o Carnaval é um momento de celebração onde as pessoas festejam e se liberam num êxtase coletivo. De início, no Brasil, conforme eram as festas em Portugal (entrudo) os brasileiros brincavam com água nos dias de folia e a magia era molhar os blocos rivais. 
Mas entre blocos e folias, a brincadeira no Brasil só passou a contar com as marchinhas carnavalescas a partir dos anos 30 mas o ritmo já existia há muito tempo. “Ó Abre Alas” é considerada a marcha mais antiga feita para um bloco mas a maestrina Chiquinha Gonzaga compôs a “música para dançar” em 1899 para o bloco Rosa de Ouro, do Rio de Janeiro. 
Entre ritmos, blocos, foliões, Carnaval é agito total. E se faz parte da vida das pessoas expressa uma manifestação do social e vira estudo, e vira livro....

Quer conhecer um pouco mais sobre como surgiu a festa do carnaval? A Biblioteca do Inter tem diversos livros que contam esta história!

Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Livros disponíveis na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

'Abílio dos Reis o garimpador de talentos'

Abilio dos Reis e o técnico Daltro Menezes
Abilio nasceu em 10/01/1918, filho do imigrante português, José de Oliveira Reis e de Honorina Pesca também descendente de portugueses. Seu nome foi dado em homenagem ao primeiro irmão que faleceu poucas horas depois de nascer.
Sua trajetória estudantil passa pelo Colégio São Pedro (no bairro floresta) e pelo Colégio Rosário. Ele tinha tudo para ser gremista, pois sob a influência do pai ( sócio e torcedor do tricolor gaúcho), trabalhava na empresa de Saturnino Vanzelotti, dirigente gremista que mais tarde se tornaria presidente do Grêmio. O presidente que contratou o primeiro negro na história do futebol gremista: o Tesourinha.
Ao contrário de toda a família, Abilio preferia o Pombal, um time da várzea da zona norte de Porto Alegre onde ele era quarto-zagueiro.
No seu tempo de adolescente, bastava aparecer uma área limpa e uma bola e já estava formado um novo clube, assim nasceu o clube Mauá. No campo do Isaías, um uruguaio comerciante na Cristovão Colombo que ofereceu o campo ao lado de sua casa e deu uma bola para a Abilio e seus amigos que limparam o terreno. 
Assim foi também em 1934, quando o proprietário do Restaurante Santo Antônio, ajeitou um campo, reuniu a gurizada e nasceu o Atlântico Futebol Clube. 
Abílio se destacou no futebol de várzea, com o apelido de 'canhão do morro' pelo seu chute forte. O morro era referente ao Morro São Pedro onde ficava a sede do Pombal. 
Entre idas e vindas foi no Pombal que ganhou o primeiro título de campeão varzeano, torneio promovido pelo jornal Folha da Tarde (em 1940). No clube se tornou um dos mais antigos jogadores e, naturalmente, assumiu o cargo informal de treinador e capitão do time. Este foi o início de sua carreira como técnico. 
Começa também sua trajetória como descobridor de craques na várzea em clubes pequenos. 
Em 1947 foi auxiliar técnico do Renner e com a saída do amigo Acácio (treinador) assumiu a posição. Neste ano o Renner superou as potências que eram Inter e Grêmio. Foi Campeão da Cidade. Desse time os destaques eram Sábia e Valdir, este último, se consagrou no futebol como um grande goleiro (arqueiro) e foi treinador de goleiros do Palmeiras. Em 1955 Abilio montou um time de juvenis, e de seu elenco teve dois craques que foram transferidos para o Corinthians e para o Internacional. No final de 1958, Frederico Arnaldo Ballvé, presidente do Inter, convidou Abilio para treinar os juvenis do clube onde ele ficou até 1961. De suas andanças como técnico das categorias juvenis, retornou ao Inter em 1964 até 1968.
Seu olho clínico não perdia um craque de vista! Como nesta passagem contada no livro ....Abilio dos Reis, o garimpador de talentos :
Abílio dos Reis desceu do carro e, compenetrado, observou uma pelada de garotos que jogavam na Praça da Redenção. Era 1959. Terminado o jogo, aproximou-se do centroavante de um dos times e convidou-o para testes no Internacional. 
No Dia seguinte o rapaz treinou e foi aprovado.
-Tens apelido? 
-Tenho. É Larry. 
-Por quê? 
-Porque sou centroavante e me acham parecido com ele (Larry Pinto de Faria). Abílio passou a orientar seus treinamentos. Após alguns ensaios, recomendou-o jogar na quarta zaga e logo a seguir na lateral esquerda. Com a mudança de posição o apelido perdeu sua razão. Deixou de ser Larry e passou a ser ele mesmo, Sadi. E como Sadi foi o capitão do time e titular do Internacional por sete anos. Foi um dos precursores do lateral de avanço. hoje chamado de ala. Diversas vezes convocaram-no para a Seleção Brasileira. 
Garimpados por ele estão Carpegiani, Dunga, Sadi, Dorinho, Pontes, Mauro Galvão, Schneider, Cláudio Duarte, Sérgio Galocha, entre outros. 
Muitos atletas do clube que tiveram a sua participação em sua formação e foram burilados por ele como Flávio Bicudo, Gilmar, Luiz Carlos Winck, Claudiomiro, Escurinho, Pinga, Caíco, Falcão, entre outros. 

Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Abílio dos Reis o garimpador de talentos autor Abrão Aspis, editora Acadêmica, Porto Alegre, 1995 - 116p. - livro disponível para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho
foto: acervo digital - doação Leonardo Menezes

sábado, 25 de janeiro de 2020

Copa São Paulo - é penta!

A Copa São Paulo de Futebol Júnior ou Copa São Paulo de Juniores, também conhecida como Copinha, acontece sempre no início do ano visando que a final seja sempre disputada no dia de aniversário da cidade de São Paulo (25 de janeiro).

Esta competição, considerada a maior vitrine de novos talentos do futebol brasileiro, teve seu início no ano de 1969. No começo apenas 04 times disputavam o torneio, todos do estado de São Paulo, já nas últimas edições o número de participantes passou de 120 clubes. A partir de 1971 a Copa passou a contar com clubes de todo o Brasil e em alguns anos teve até clubes do exterior. É interessante observar que a denominação “juniores” dada a jogadores de até 20 anos de idade, só foi criada em 1981, até então esta competição era conhecida como Taça São Paulo de Futebol Juvenil.
Os maiores campeões desta competição são Corinthians, Fluminense, Sport Club Internacional, São Paulo, Santos e Atlético Mineiro. A Copa São Paulo revelou muitas estrelas do futebol brasileiro: Rogério Ceni (1993), Cafu (1988), Dener (1991), Falcão (1972), Casagrande (1980), Raí (1985), Robinho (2002), Edinho (1973), Toninho Cerezo (1972), Polozzi (1975) e Júnior Baiano (1990) entre outros.
Revista placar n°406 03/02/1978

Celeiro de Ases - 1998 foi um ano de conquistas
.Detalhe - Jornal do Inter - dezembro/98
Em 2020 a competição completa 51 anos de idade e somente no ano de 1987 não aconteceu, por motivos de organização da gestão pública da cidade de São Paulo.
Muitos foram os atletas colorados (alguns legítimos craques) revelados na competição ao longo dos anos, nomes como Falcão, Cláudio, Chico Fraga, Caçapava, Jardel, Clayton, Edinho, Alisson, Valdívia, Rodrigo Dourado, Sasha, Tinga, Muriel, Claudio Winck, Ortiz, Lúcio, Odair...entre outros.
O Sport Club Internacional participou 48 vezes (contando com 2020) chegando na semifinal por nove vezes. Foram seis finais disputadas e por cinco vezes consagrou-se campeão, 1974, 1978, 1980, 1998 e 2020.
Foto Ricardo Duarte
Ficha técnica do Penta 2020:
Internacional (1): Emerson Júnior; Lucas Mazetti, Tiago Barbosa, Carlos Eduardo e Leonardo; Murilo (Volnei), Praxedes (Thális) e Cesinha; Guilherme Pato, Caio (Léo Ferreira) e Matheus Monteiro. Técnico: Fábio Matias.
Grêmio (1): Adriel; Heitor, Alison Calegari, Luis Fernando (Gonçalves) e Matheus Alves; Diego Rosa, Gazão e Pedro Lucas (Natã); Rildo (Vitor Prado), Elias e Fabrício (Wesley Moreira). Técnico: Guilherme Bossle.
Gols: Thiago Barbosa, aos 7 minutos do segundo tempo (GC/G). Guilherme Pato, aos 12 minutos do segundo tempo (I).
Local: Estádio do Pacaembu - SP

Fonte:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Revista placar n°406 03/02/1978
Revista placar n° 508 25/01/1980
Jornal do Inter - dezembro/98
Publicações disponíveis para pesquisa na Biblioteca Zeferino Brazil /FECI - Sport Club Internacional - 2º andar do Gigantinho