Glória do desporto nacional!

Oh, Internacional

Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar

Correm os anos, surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias

Colorado das glórias

Orgulho do Brasil

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Inter - um clube e suas memórias 🏆


Esse mês comemoramos o nascimento do Sport Club Internacional em 1909 e a inauguração de seu símbolo máximo, nosso Beira Rio em 1969.
Veja como era o mundo em 1909: O mundo em 1909 📜⏳⏰ ~ Memória do Inter


Veja como surgiu a casa do povo colorado: A casa do povo ~ Memória do Inter

Fontes:Acervo Núcleo de Memória do Sport Club Internacional (Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil - FECI/Museu do Inter Ruy Tedesco) e @scinternacional
Imagens: Arquivo pessoal família Berwanger


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Ruy Almirante AugustoTedesco

Ruy Tedesco nasceu em 05 de dezembro de 1921, em Bento Gonçalves/RS. Jovem, veio para capital a fim de completar os estudos. Em 1943 ingressou na escola de engenharia da Universidade do Rio Grande do Sul. Foi estagiário no Departamento Nacional de Obras e Saneamento, onde ficou até sua formatura e posteriormente como engenheiro.
Em 1948 fundou a Construtora Tedesco e foi através dela que realizou o sonho colorado do novo estádio.
O gosto pelo esporte vinha desde quando aluno, onde atuou em provas de atletismo e também na equipe de futebol da escola. Mais tarde jogou no Americano Universitário, clube já extinto da capital.
Nome: Sport Club Americano Universitário
Cidade: Porto Alegre/RS
Endereço:
Fundação: 04.07.1912 (a partir da década de 30 com esta nomenclatura)
Estádio: Campo da Rua Larga
Cores: bordô, preto e branco
Status atual: amador/extinto. Extinto na década de 40.
Fonte: https://timesdors.blogspot.com/2014/07/nome-sport-club-americano-universitario.html

                                                Fonte: https://historiadofutebol.com/blog/?p=10348
Na época o Inter tinha o Rolo Compressor e jogadores como Tesourinha, Nena, Ávila, Adãozinho que alegravam aos seus torcedores, entre eles o jovem Ruy e seu amigo Telmo Thompson Flores que atuava no DNOS e foi um dos responsáveis pela materialização do sonho do novo estádio. Em 1956, Ephraim Pinheiro Cabral através de sua atuação parlamentar como vereador, obteve a área do Guaíba, mas para tornar viável a construção da grande obra, Telmo utilizou a Draga Ster e começava a nascer o estádio saído das águas.
Tedesco foi um estudioso das grandes obras, o que fez com que fosse a pessoa ideal para ser indicada para a responsabilidade de assumir a comissão técnica para a construção do novo estádio.
A Comissão de Obras foi organizada por José Pinheiro Borda, que foi presidente do Conselho Administrativo do Sport Club Internacional e da Comissão de Obras do Estádio Beira-Rio. Colorado apaixonado, dedicou os anos finais da sua vida ao Clube, trabalhando incansavelmente para a construção do Estádio Beira-Rio. Faleceu em 25 de abril de 1965, anos antes da inauguração do estádio.
A primeira grande Comissão de Obras do Estádio era formada por:
Presidente:
José Pinheiro Borda
Vice-presidente:
Ephraim Pinheiro Cabral
Comissão Técnica:
Engº Telmo Thompson Flores
Engº Ruy Tedesco
Contabilidade:
Aldo Dias Costa
Hugo Martins Martinez
Tesouraria:
Arno Larsen
Paulo Reginatto
Jader Souza
Comissão de Compras:
Manoel Tavares da Silva
Eraldo Herrmann
José Asmuz
Presidente do Internacional:
Luiz Fagundes de Mello
Secretário do Internacional:
Marcelo Genta




José Pinheiro Borda ao centro e Ruy Tedesco a esquerda
- Fonte: livro Gigante para Sempre/Sport Club Internacional - BB Editora-2014

Fonte: Álbum Gigante da Beira-Rio - 1969
Fonte: Suplemento especial ZH - 05/04/1969 - detalhe da pág. 8

A fotografia abaixo, ilustra um momento único na história do Sport Club Internacional. 
Final do ano de 1969 início dos anos 70, os Colorados já haviam inaugurado o grandioso Estádio Beira-Rio dando continuidade a  “(...)sua senda de vitórias(...)” .  E estes ilustres Senhores, membros da Comissão de Obras da Construção do Beira-Rio cientes da grandeza e da relevância da obra que haviam entregue a Nação Colorada, prosseguiram a trabalhar incansavelmente para continuar edificando as Vitórias do Clube do Povo.
Em pé (esquerda p/direita): Leo de Moura Centeno; Petronio Caparelli; Gomercindo Lins Coitinho; Waldemar Kuhn; Lucio Ignácio Regner; José Martins; Ruy Almirante Augusto Tedesco; Romualdo Skowronsky; Major Vitor Murari; José Luiz Falcão Oliveira; Irno Tombini; Eligio Meneghetti - Sentados (esquerda p/direita): Dr.Gildo Russowsky; Aldo Dias Rosa; Carlos Stechmann; Leonardo Almeida Bernardi; Luiz Otávio Pellegrini. (Membros ausentes:Renato Costa Leite; Eraldo Herrmann e Ivo Corrêa Pires) 

 Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
Livro o Gigante da Beira Rio - Carlos Lopes dos Santos - 1983 - páginas 191 a 195
Suplemento especial ZH - 05/04/1969 - pág. 08
Livro Gigante para Sempre/Sport Club Internacional - BB Editora-2014 - página 37
Álbum Gigante da Beira-Rio - 1969


segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Gre-Nal na Inauguração do Olímpico



Setembro de 1954, inauguração do estádio Olímpico. Um festival de jogos anunciava o mais novo estádio no Rio Grande do Sul e os donos da casa durante a semana de festas, venceram o Nacional e o Liverpool do Uruguai com muitos gols.

Mas chegou o dia 26, o Grêmio enfrentaria o Sport Club Internacional. Era o primeiro Gre-Nal do Olímpico, o de nº135 na história dos confrontos. Naquele dia o Inter entrou em campo com o time tetracampeão gaúcho: Milton, Florindo e Lindoberto, Oreco, Salvador e Odorico, Luizinho, Bodinho, Larry, Jerônimo e Canhotinho, comandados por Teté. O ‘Rolinho’ aplicou um show de bola no Grêmio e presenteou a torcida com um placar de 6 gols sobre o arquirrival. Larry foi responsável por 4 gols, Jerônimo 1 e Canhotinho 1.

O jogo foi inesquecível, até hoje os comentários sobre a festa de gols colorados na inauguração do Olímpico é lembrado. E para completar a festa colorada no novo estádio do rival ficou a lembrança do goleiro gremista querendo “fugir” do campo, feito que foi impedido pelo atacante Larry e o zagueiro Ênio Rodrigues.

Um presente e tanto para a torcida COLORADA e para a torcida tricolor.... cada tanto, é claro, num sentido.



Livro Meu Coração é Vermelho - Ruy Carlos Ostermann 




Livro Sangue,Suor e Talento - Segredo Colorado - Luís Augusto Fischer 



Texto: Ana Maria Froner Bicca- Bibliotecária do SCI

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil/Sport Club Internacional
Livro Meu Coração é Vermelho - Ruy Carlos Ostermann
Livro Sangue,Suor e Talento - Segredo Colorado - Luís Augusto Fischer
Jornal do Inter- 15 de Setembro de 1975 - Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/FECI


quarta-feira, 6 de abril de 2022

A casa do povo

 A história da construção do estádio colorado inicia no dia 7 de julho de 1963, quando foi lançada a pedra fundamental da construção do Estádio Gigante da Beira-Rio. Para celebrar o momento, uma missa comandada pelo bispo Dom Edmundo Kuntz, conselheiro do clube na época, foi celebrada neste dia.

 "Aqui todos serão iguais, sem diferenças ideológicas, políticas, religiosas, sociais - todos serão irmãos", afirmou durante a missa Dom Edmundo.

Pinheiro Borda (a esquerda) no dia do lançamento da pedra fundamental do estádio Beira Rio em 07/07/1963
Foto: empréstimo de arquivo pessoal Norma Prates

O texto do historiador Fagner Dornelles nos leva ao dia em que pela primeira vez o clube do povo recebia seus torcedores.

"No dia 6 de abril de 1969, o Internacional inaugurou o Gigante da Beira-Rio dois dias após o seu sexagésimo aniversário. Era um domingo de Páscoa e a direção do clube pediu que os torcedores colorados estourassem foguetes durante o amanhecer, o que ficou conhecido como “Alvorada Colorada” ou “Despertar Vermelho”. Parecia que Porto Alegre estava sendo bombardeada devido ao barulho dos foguetes.

Uma multidão de aproximadamente 100 mil pessoas foi ao estádio ver o festival de apresentações. Às 13h30min, a Banda Militar do 18º Regimento de Infantaria de São Leopoldo entrou na pista atlética do estádio, então o Governador Walter Peracchi de Barcelos abriu a bandeira do Brasil e a banda executou o hino nacional. Cessada a solenidade cívica, a banda militar se retirou tocando o hino do Internacional. Cantando o hino do clube e agitando as suas bandeiras, a torcida recebeu com aplausos a Comissão de Obras do Estádio.

Às 14h00min, surgiram os componentes da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, ostentando os seus vistosos uniformes vermelhos. Em colunas, foram surgindo no estádio sob os aplausos da multidão e foram fazendo evoluções até formar a frase "PARABÉNS COLORADO". Em seguida, o estádio foi entregue ao prefeito da cidade, o engenheiro Telmo Thompson Flores, membro da Comissão de Obras e um dos maiores responsáveis pela construção do estádio. Às 15h00min, foi iniciado o desfile de 260 moças da Escola Superior de Educação Física, conduzindo bandeiras dos principais clubes desportivos do Rio Grande do Sul e do Brasil.

E finalmente o jogo de abertura, o ápice do evento, foi realizado entre o Sport Club Internacional e o Sport Lisboa e Benfica, que vinha de grandes conquistas naquela época. Era um jogo para entrar na história colorada. O Internacional entrou em campo com: Gainete; Laurício, Scala, Pontes e Sadi; Tovar e Dorinho; Valdomiro (Urruzmendi), Bráulio (Sérgio), Claudiomiro e Gilson Porto. O treinador colorado era o Daltro Menezes. E, treinados por Otto Glória, o Benfica entrou em campo com: José Henrique; Adolfo Messias, Humberto Fernandes, Zeca e Cruz; Toni e José Augusto (Nenê); Praia (Victor Martins), Torres, Eusébio e Simões.

O time colorado estava pressionando o seu adversário até que, aos 24 minutos do primeiro tempo, Claudiomiro, com apenas dezenove anos, marcou de cabeça o primeiro gol do estádio Beira-Rio. Eusébio, o principal jogador do time português, fez o gol de empate aos 23 minutos do segundo tempo. Quatro minutos depois, Gilson Porto fez o segundo gol colorado fechando o placar: Internacional 2x1 Benfica. Foi uma festa que está presente até hoje na memória dos colorados que presenciaram este grande momento da história do clube."

As fotos utilizadas para ilustrar esta postagem foram cedidas ao Arquivo Histórico do Sport Club Internacional
em versão digital por Guilherme Mallet
Fontes: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
Saiba mais:

sábado, 6 de abril de 2019

50 anos da casa do povo

A história da construção do estádio colorado inicia no dia 7 de julho de 1963, quando foi lançada a pedra fundamental da construção do Estádio Gigante da Beira-Rio. Para celebrar o momento, uma missa comandada pelo bispo Dom Edmundo Kuntz, conselheiro do clube na época, foi celebrada neste dia.
 "Aqui todos serão iguais, sem diferenças ideológicas, políticas, religiosas, sociais - todos serão irmãos", afirmou durante a missa Dom Edmundo.

Pinheiro Borda (a esquerda) no dia do lançamento da pedra fundamental do estádio Beira Rio em 07/07/1963
Foto: empréstimo de arquivo pessoal Norma Prates

O texto do historiador Fagner Dornelles nos leva ao dia em que pela primeira vez o clube do povo recebia seus torcedores.

"No dia 6 de abril de 1969, o Internacional inaugurou o Gigante da Beira-Rio dois dias após o seu sexagésimo aniversário. Era um domingo de Páscoa e a direção do clube pediu que os torcedores colorados estourassem foguetes durante o amanhecer, o que ficou conhecido como “Alvorada Colorada” ou “Despertar Vermelho”. Parecia que Porto Alegre estava sendo bombardeada devido ao barulho dos foguetes.

Uma multidão de aproximadamente 100 mil pessoas foi ao estádio ver o festival de apresentações. Às 13h30min, a Banda Militar do 18º Regimento de Infantaria de São Leopoldo entrou na pista atlética do estádio, então o Governador Walter Peracchi de Barcelos abriu a bandeira do Brasil e a banda executou o hino nacional. Cessada a solenidade cívica, a banda militar se retirou tocando o hino do Internacional. Cantando o hino do clube e agitando as suas bandeiras, a torcida recebeu com aplausos a Comissão de Obras do Estádio.

Às 14h00min, surgiram os componentes da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, ostentando os seus vistosos uniformes vermelhos. Em colunas, foram surgindo no estádio sob os aplausos da multidão e foram fazendo evoluções até formar a frase "PARABÉNS COLORADO". Em seguida, o estádio foi entregue ao prefeito da cidade, o engenheiro Telmo Thompson Flores, membro da Comissão de Obras e um dos maiores responsáveis pela construção do estádio. Às 15h00min, foi iniciado o desfile de 260 moças da Escola Superior de Educação Física, conduzindo bandeiras dos principais clubes desportivos do Rio Grande do Sul e do Brasil.

E finalmente o jogo de abertura, o ápice do evento, foi realizado entre o Sport Club Internacional e o Sport Lisboa e Benfica, que vinha de grandes conquistas naquela época. Era um jogo para entrar na história colorada. O Internacional entrou em campo com: Gainete; Laurício, Scala, Pontes e Sadi; Tovar e Dorinho; Valdomiro (Urruzmendi), Bráulio (Sérgio), Claudiomiro e Gilson Porto. O treinador colorado era o Daltro Menezes. E, treinados por Otto Glória, o Benfica entrou em campo com: José Henrique; Adolfo Messias, Humberto Fernandes, Zeca e Cruz; Toni e José Augusto (Nenê); Praia (Victor Martins), Torres, Eusébio e Simões.

O time colorado estava pressionando o seu adversário até que, aos 24 minutos do primeiro tempo, Claudiomiro, com apenas dezenove anos, marcou de cabeça o primeiro gol do estádio Beira-Rio. Eusébio, o principal jogador do time português, fez o gol de empate aos 23 minutos do segundo tempo. Quatro minutos depois, Gilson Porto fez o segundo gol colorado fechando o placar: Internacional 2x1 Benfica. Foi uma festa que está presente até hoje na memória dos colorados que presenciaram este grande momento da história do clube."

As fotos utilizadas para ilustrar esta postagem foram cedidas ao Arquivo Histórico do Sport Club Internacional
em versão digital por Guilherme Mallet
Fontes: Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil
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