Glória do desporto nacional!

Oh, Internacional

Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar

Correm os anos, surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias

Colorado das glórias

Orgulho do Brasil

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Curiosidade: Futebol de mesa - jogo de botão

Dia 14 de fevereiro é comemorado o dia do botonista, esporte praticado por muitos apaixonados. Data escolhida por ser o dia de aniversário de Gerado Décourt.
A origem mais encontrada em livros e sites  atribui como inventor, Geraldo Cardoso Décourt, autor do primeiro livro de regas publicado em 1930, ainda com o jogo sendo chamado de Celotex.
Fonte:http://afumeca.blogspot.com.br/p/arquivos-do-futmesa-brasileiro.html

Hoje é um esporte registrado e com instituições reguladoras para apoiar o esporte e seus atletas.A Federação Gaúcha de Futebol de Mesa foi fundada em 11 de janeiro de 1986 e é filiada a Confederação Brasileira de Futebol de Mesa - CBFM que, tem sua fundação em 07 de Setembro de 1992. Com o objetivo "para fins de promover, organizar, coordenar e representar Federações na modalidade Futebol de Mesa e outras, junto ao Ministério dos Esportes, COB (Comitê Olímpico Brasileiro), ou qualquer outro órgão ligado ao esporte".
Jogar botão é também uma brincadeira, onde é simulado um jogo de futebol e praticado com botões feitos para este fim. Normalmente nas brincadeiras o time montado é o do coração de cada um.
Fonte:https://colecaodebotao.files.wordpress.com/2011/11/inter-rssite.jpg

Futebol de Mesa no Inter
No blog de Adauto Celso Sambaqui encontramos a informação que a inauguração do Departamento de Futebol de Mesa do S. C. Internacional foi em 1969, juntamente com o Beira Rio. Ele comenta: "Por dez anos o Departamento praticou o futebol de mesa na Regra Gaúcha, conforme palavras de seu Diretor da Divisão de Futebol de Mesa, Cláudio Schemes" que observa uma das grandes dificuldades encontradas até agora, é que aqui em Porto Alegre não se praticava o esporte na Regra Brasileira, ao contrário do que ocorria no restante do país. Com a organização do Torneio de Futebol de Mesa – Inter 70 anos, na Regra Brasileira, estava liberando o botonista a jogar em qualquer regra, mas a finalidade seria a incorporação da Regra Brasileira como a principal".
Em jornais encontramos esta participação vencedora, onde o Internacional foi campeão citadino em 1971, representado por A 'Folha da Manhã'

Como esta matéria da do jornal 'Folha da Manhã' de abril de 1979 que publicou sobre o 'Torneio Inter 70 anos de Futebol de Mesa' feito em comemoração ao aniversário do clube e foi disputado no Gigantinho.

Em 1999, como conta o Jornal do Inter, edição de junho/99, o Departamento do Futebol de Mesa abria espaço para praticantes do 'Jogo de Botão', na parte térrea do Gigantinho foram disponibilizadas mesas para uso dos interessados. Quem organizou este espaço foi o Nilo Cunha, que também era dono da Tabacaria Patinhas, que era especializada no ramo.
Ainda em 1999, o Jornal do Inter, edição de agosto/99, anuncia os vencedores do Torneios 'Inter 90 anos', Vinícius Régis de Galvão Bueno foi o campeão e Gerson Grehs de Oliveira o vice. No 1º Torneio Arthur Dallegrave foi campeão Hélio Moacir Seibert e vice Clark Rafael Krug Souza.

Em 2004 há referência de atletas e coordenadores do departamento de futebol de mesa do Sport Club Internacional. Com promoção de atividade para alunos da primeira a terceira série aprenderem um pouco sobre as regras do tradicional "jogo de botão" em mesas montadas no ginásio do colégio Israelita.

O campeão brasileiro e metropolitano de 2004 foi o representante colorado Gilvani Moreira. No site do clube foi dado destaque para a sua participação:
'"O XXXI Campeonato Brasileiro disputado na cidade de Florianópolis nos dias 09, 10 e 11 de outubro teve uma grande participação dos gaúchos. Na Categoria Livre Especial (Regra Brasileira), chegaram às quartas-de-final apenas botonistas gaúchos. Na grande final, o confronto foi entre Gilvani Moreira, atleta do Sport Club Internacional, e Julinho (Passo Fundo). Gilvani sagrou-se campeão ao converter todas as penalidades e conquistou o 13º título da modalidade para o Rio Grande do Sul."
O departamento de futebol de mesa do Internacional promoveu torneios em comemoração ao aniversário de 96 anos do Clube. Em 2005, o Gigantinho foi o palco de disputas da Regra Brasileira (Troféu Jomar Moura) e da Regra Gaúcha (Troféu 96 anos do Sport Club Internacional). 
Foi também em 2005, o 'Futebol de Mesa' ganhava uniforme, camisetas para serem utilizadas pelos atletas do departamento de futebol de mesa do Clube nas competições. 
Em 2010, foi veiculada matéria no site do clube, a paixão do colorado Richard Oliveira, com o apelido de 'Bolita' que é um jogador profissional de futebol de mesa e tem sua paixão pelo colorado traduzida na sua coleção de times de botões do clube. 
Estamos pesquisando sobre o Departamento de Botões do Inter. O que conseguimos foram algumas referências de períodos diferentes. Se você tem algum material ou conhece alguém que tenha participado do Futebol de Mesa do Internacional entre me contato conosco em:

Fontes:
Acervo /Arquivo Histórico SCI/Biblioteca Zeferino Brazil

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O Adeus de Figueroa

Em 27 de janeiro de 1977 o Jornal do Inter dedicou-se a despedida do maior zagueiro do Internacional. " Adeus Gringo" é a chamada da capa desta edição. Nela, Figueroa deixa uma mensagem ao torcedor colorado agradecendo por tudo que construíram juntos na história do Sport Club Internacional.

"Eu quero agradecer através deste jornal, el incentivo que recebi, os grandes momentos que passei no Internacional, dizer que é algo inesquecível na minha vida, ficará sempre na minha lembrança, no meu coração. .."




























Fonte: Jornal do Inter nº38  27/01/1077- Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Parque Gigante

O Parque Gigante foi inaugurado em 20/01/1983, e assim como o Gigante da Beira-Rio também foi construído com a colaboração dos colorados. No início das obras foi solicitada que os torcedores doassem aterro para o nivelamento do terreno.
A partir de 29 de novembro de 1992, ele foi batizado com o nome de Ephrain Pinheiro Cabral, homenageando o ex-presidente do clube, autor do projeto de doação do terreno onde fica o Parque.


Convite para a inauguração

Flãmula comemorativa da Inauguração
Piscina - década de 1990
Vista atual das piscinas


Fonte: Jornal do Inter anos 1998, 1999 e Informativo do Internacional 1981
Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/Arquivo Histórico SCI
Veja mais:

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Curiosidade: famílias coloradas na presidência

O atual presidente Marcelo Feijó Medeiros é filho do ex-presidente colorado Gilberto Medeiros (gestão 1986/1987) e o 1º Vice-presidente, João Patrício Centeno Herrmann é filho do ex-presidente Eraldo Herrmann (gestão1974/1975). Os pais, dos atuais candidatos eleitos, já estiveram juntos no comando do colorado em 1974.
Na foto, a chapa vencedora da gestão 1974/1975, da esquerda para a direita, Verissimo, Eraldo e Gilberto. 
Na foto, a chapa vencedora da gestão 2017/2018, da esquerda para a direita, João Patrício Herrmann, Marcelo Medeiros e Alexandre Chaves Barcellos. 
Conselho de gestão eleito
Presidente: MARCELO FEIJÓ DE MEDEIROS
1º Vice-presidente: JOÃO PATRÍCIO CENTENO HERRMANN 
2° Vice-presidente: ALEXANDRE CHAVES BARCELLOS
3º Vice-Presidente: HUMBERTO CÉSAR BUSNELLO
4º Vice-Presidente: JOSÉ DE MEDEIROS PACHECO

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Mundial - 10 anos

Conquistar o Mundo, pintá-lo de Vermelho. Refletindo aos Povos a Força da Torcida Colorada, o Ideário de um Clube que sempre foi de Todos. 
Parabéns!! Esta Conquista é sua Colorado.
Arquivo Histórico
Biblioteca Zeferino Brazil

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Curiosidades: a 'Draga' Ester

Encontramos no livro 'O Gigante da Beira Rio' de Carlos Lopes dos Santos (1983), imagens da 'Draga' que transformou a água no que hoje é o estádio Beira Rio.

 


Imagem do aterro já tomando forma do que seria o estádio

Estádio em construção
Fontes
Livro 'O Gigante da Beira Rio': acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/FECI,  onde está disponível para pesquisa.
Fotos do estádio: Arquivo Histórico SCI



terça-feira, 1 de novembro de 2016

Gre-Nal 055

Era primeiro de Novembro de 1938, em campo Inter x Grêmio disputando pela Taça Martel o Gre-Nal 055, no então Estádio da Timbaúva.

Com gols de Acácio, Sylvio Pirillo, Filhinho e Miguel, o Inter arrasou seu rival, marcando 11 gols!! Porém, o juiz Álvaro Silveira, sob alegação de que “11 a 0 é demais para um Gre-Nal”, justificou-se ao presidente Ildo Meneghetti e invalidou 5 gols. 
Mas, mesmo assim o Inter ficou com 6 contra 0, levando mais uma Taça para casa. 
Abaixo o registro feito por Hélio Dias do referido jogo.

Ficha de Jogo Coletânea Hélio Dias
Ficha de jogo: Coletânea Helio Dias - Livro 1909 à 1942 - Museu do Sport club Internacional Ruy Tedesco

sábado, 29 de outubro de 2016

Internacional: o legado de um Clube “Orgulho do Brasil"

Ao virmos comemorar mais um dia nacional do Livro, 29/10, queremos agradecer à todas as pessoas que sob a “senda de vitórias” do Internacional contribuíram para a construção de uma vitória inédita em um Clube de Futebol na América: a Biblioteca Zeferino Brazil.
A Biblioteca Zeferino Brazil faz parte do Inter desde 1929 por iniciativa de um Colorado abnegado e sabedor de que esporte e cultura são partes essenciais para o desenvolvimento de qualquer sociedade, falamos de Saul Totta. O acervo desta Biblioteca é fruto de doações feitas por milhares de pessoas de diversos segmentos sociais e de todos os rincões deste Brasil.
Em 1944 a Biblioteca, que antes ficava na sede administrativa do Clube, foi levada para o Estádio dos Eucaliptos e nos anos 70 veio para o Beira-Rio e foi instalada no 2º Andar do Gigantinho. O acervo deste espaço de cultura e conhecimento conta hoje com mais de 82 mil exemplares e com o desbaste das doações que recebe, continuamente, abastece mais de 08 Bibliotecas Comunitárias em Porto Alegre.
Ao saudarmos o Dia Nacional do Livro buscamos fazer uma singela homenagem aos saberes que uma obra pode conter, ao mais diversificado universo de usuários que um acervo geral pode atender, à todos que ajudaram a construir esta Biblioteca, espaço pleno de uma alcunha social e democrática e aos Colorados que sempre batalharam para tornar a Biblioteca do Inter uma realidade acessível à todos.
Ao saudarmos o dia 29/10  saudamos o ineditismo do Sport Club Internacional que históricamente continha, desde 1925, em seu estatuto no artigo 67 a aquisição de livros para o Clube.
A Biblioteca Zeferino Brazil é  a prova incontestável de que o Internacional mantém sua tradição democrática – Clube do Povo – pois é a única em um clube de futebol na América a ser de utilidade pública e fazer parte do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.
Golaço do Inter!!!                    


Texto:Ana Maria Froner Bicca –Bibliotecária
Fonte: Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Futebol Feminino: pioneirismo no Internacional

Que o Sport Club Internacional traz em seu legado a presença da mulher em sua história, isto já é fato para quem bem conhece seu Clube. Maria Von Ockel em 1918, primeira sócia feminina no Inter, deu início a participação da mulher  na grandeza deste Clube.
Citamos Maria para falar de  Daniela, de Suzana, de Sabrina, de Eduarda, de Ligia e tantas outras mulheres que trilharam o mesmo caminho: o pioneirismo em uma prática esportiva hegemonicamente masculina – o futebol.
Desejamos,  principalmente, falar de um Clube que em sua história teve a grandeza de criar um time de Futebol Feminino. O primeiro time surgiu em 1984 e já em 1987 o Inter consagrava-se em 3º Lugar no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino.
Durante vários anos, no Rio Grande do Sul, não existiram  relatos de outra instituição com a estrutura do Inter apoiando o Futebol Feminino. E em 1996 por iniciativa de uma ex-atleta, Eduarda M. Luizelli, o Internacional retoma a prática do Futebol Feminino.
A partir deste feito, o futebol das Gurias deslanchou. O Inter foi vitorioso em várias competições.
E não era só no futebol de campo que as vitórias eram rubras, o futsal também demonstrava sua força e participação.
O Internacional sempre soube a hora de apostar em seus talentos. As atletas que despontavam com o futebol,  consolidavam , oportunamente, o Clube como a instituição que maior apoio prestava à prática desta modalidade.
As conquistas se multiplicavam, o Internacional  foi Tri-Campeão Gaúcho, conseguiu o 5º Lugar no Campeonato Brasileiro em 1999.
Em 2000 a equipe Colorada consagrou-se Campeã da Copa Sul e em 2001 conquistou o Bi-Campeonato , também neste ano foi Campeã da Copa Cidade de Gravataí e ficou com o 3º Lugar no Campeonato Brasileiro.
Com todos os resultados positivos alcançados ao longo das temporadas, as atletas do Futebol Feminino do Internacional também tiveram participação no selecionado brasileiro. Desde 1999 o Inter teve representação na Seleção Brasileira. As  primeiras convocadas, em 1999,  foram Sônia e Maria depois em 2002  Priscilla, Solange, Rosana Maria e Karina representaram o Internacional. Neste ano o Inter conquistou o Tetra Campeonato Gaúcho depois de jogar a final com o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
  Em 2003 o Inter foi Campeão dos Jogos de Porto Alegre nas categorias Mirim, Infantil e Juvenil e Vice Campeão na categoria Infanto. Todos no futebol de campo. E a equipe adulta do Internacional foi Tri Campeão Adulto no Metropolitano, Campeão Brasileiro com a Infantil, Vice Campeão Brasileiro com a Infanto Juvenil. Além de outros títulos como Campeão do Torneio Emancipação em Novo Hamburgo e Penta Campeão Gaúcho.
  No ano de 2004  o Internacional mais uma vez cedeu atletas para a Seleção Brasileira: Rosana e Solange foram convocadas para formar a equipe que disputaria os Jogos Olímpicos de Atenas.
   O sucesso das Meninas do Futebol do Inter sempre foi promissor ao Clube. A banda Skank durante uma temporada de shows em Porto Alegre fez questão de bater uma bola com as atletas do Internacional.
 O feminino sempre esteve presente na grandeza deste Clube
Fichas de algumas atletas do futebol feminino
Fonte: Arquivo Histórico/Departamento de Futebol
Grupo feminino da década de 1980
Material promocional da equipe feminina - década de 1990

Texto:Ana Maria Froner Bicca – Bibliotecária do SCI
Fonte:Acervo da Biblioteca Zeferino Brazil/Arquivo Histórico SCI

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Internacional: Grandeza na História do Futebol Brasileiro

Quando verbalizamos a máxima do Inter ser “o clube do povo”, não estamos somente repetindo uma idéia repassada em 107 anos de vida. Quando exaltamos os títulos do Internacional, não estamos só reprisando campanhas vitoriosas ...estamos consagrando “feitos relevantes”. Pois sim, o Internacional em sua história de glórias e conquistas desde sua fundação edifica-se em feitos relevantes. Feitos sociais e esportivos. Pois esporte é social.
O Internacional com apenas quatro anos de existência já administrava seus jogos, ingressos eram cobrados, havia uma estrutura para se concretizar em realidade. Precisava-se  de fundos.
O nosso Inter sempre se  preocupou em construir um patrimônio para seus torcedores, em ter sede própria, com jogadores felizes e satisfeitos por fazerem parte de seu plantel.
O profissionalismo no futebol só foi instaurado em 1933 no Brasil , contudo o Internacional em 1917 já pagava  entre 15 e 10 mil réis de diárias para seus jogadores e quando fosse necessário auxiliava os jogadores que se lesionavam;  tivemos o caso do jogador Lúcio Assumpção em 1918 que  recebia 100 mil réis mensais como ajuda. A ajuda perdurou até ele se restabelecer. Os jogadores do Inter em 1929 já usavam o regime de concentração, na antiga Chácara dos Eucaliptos e em 1935 contava oficialmente com um sistema de remuneração aos atletas. Havia o auxílio-ordenado, a mesada , o complemento (luvas), a participação (bicho) e a colocação (emprego fixo).
Em 1918 o Internacional, pioneiramente, admitia Maria Von Ockel como sócia.  Primeira mulher a associar-se a um Clube de Futebol no Brasil. Sua indicação foi realizada pelo presidente Heitor Carneiro. Jogadores afro-descendentes começaram a compor o time do Inter em 1928, Dirceu, Chatinho, Bagre e Davi. Em 1932 chegou ao time o Tupan e em 1939 Tesourinha –todos da cidade de Porto Alegre, da Liga da Canela Preta. Haviam  os  atletas  negros que vinham do interior, Alfeu de Bagé e Ávila de Pelotas além daqueles da várzea porto-alegrense como  Abgail, Nena, Adãozinho, Alfeu e Niquelagem.
Pioneirismo, popularidade, compromisso social edificado em ações esportivas. Este é o Internacional que em 1940 criava a primeira torcida organizada, sendo responsáveis por ela Vicente Rao e Peri Azambuja. Vicente Rao foi o responsável por consagrar o Inter como o Clube do Povo. Suas publicações avulsas faziam alusão à um clube de todos, um clube de negros e brancos.

Sim o Internacional é  grande. É gigante. É um marco na história do futebol brasileiro.

Confira mais sobre a grandeza do seu Clube no acervo da Biblioteca Zeferino Brazil e do Arquivo Histórico.

Texto: Ana Maria Froner Bicca – Bibliotecária do SCI
Fontes: 
Flâmula - Museu do Sport Club Internacional - Ruy Tedesco
Foto - Arquivo Histórico Sport Club Internacional

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O Judô do Inter!

O Judô foi criado por Jigoro Kano, em 1882. Com base no Jiu-Jitsu. O Judô domina a técnica, e não a força, transmitindo aos seus praticantes o espírito de humildade, disciplina, respeito ao adversário, maturidade, tranquilidade e paciência. 
No Rio Grande do Sul, o surgimento do Judô ocorreu durante a década de 1950 -1960. Saiba mais: Atlas esportivo

Distintivo do Departamento de Judô em 1982
A referência mais antiga que encontramos sobre judô no Internacional é da Revista Colorada anunciando a criação do Departamento de Judô.
Revista Colorada - Maio de 1958
Mas, foi em fevereiro de 1982 que o Departamento de Judô do Sport Club Internacional começou a ter notoriedade. O departamento foi recriado com o intuito de oferecer uma opção a mais de esporte e lazer a seu quadro social, participando e conquistando diversos campeonatos.

Relatório Departamento de Judô 1983
Fonte: Arquivo Histórico.
Em média os atletas do Judô disputavam 14 torneios oficiais por ano, dentre eles o citadino, estadual individual e em equipe, nacional e internacional. Abaixo alguns fragmentos do relatório do departamento no ano de 1983, no qual conta os detalhes  do campeonato Estadual:


Testemunha desta época, o colorado Lauricio Cloves Santos da Silva trouxe seu álbum de fotografias para compartilhar conosco um pouco da sua história enquanto representava o Inter no Judô.

Lauricio, entrou no clube em 1984 onde ficou até o fim do departamento em 1989.


Em 2011, o Judô do Inter, treinado por Luís Moraes, obteve bom resultado através da judoca Andréia Scherer Rocha, que foi campeã do Campeonato Brasileiro Regional (Sul) que reuniu os principais lutadores do sul do país. A atleta venceu na categoria Sub-17 e foi vice-campeã na categoria Sub-20.
Equipe Judô Internacional 2011


Fontes: 
Revistas - Biblioteca Zeferino Brazil
www.atlasesportebrasil.org.br/textos/253.pdf
http://www.internacional.com.br/

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Salvador

Nascido no dia 16 de outubro de 1931, Milton Alves da Silva conhecido como Salvador, foi um habilidoso jogador pelo Internacional no período de 1950 a 1953. Abaixo um dos seus contratos federativos:
Fonte: Departamento de Futebol
Fonte: Revista do Globo - Nº 543 - Ano XXIII - acervo do Memorial Landell de Moura

Matéria publicada na Revista do Inter, edição nº 24,  por André Baibich 

Jogadores brasileiros despertando o interesse de clubes estrangeiros é algo comum no mundo do futebol nos dias de hoje. Mas este panorama era muito diferente nos anos 50. Fazer sucesso fora do Brasil era tarefa para alguns poucos atletas diferenciados. Um deles foi o meio-campista Salvador, integrante da equipe colorada nos anos 50. 

Antes de se tornar ídolo no Inter e conquistar os torcedores do Peñarol, do Uruguai, e do River Plate, da Argentina, Milton Alves da Silva era um menino franzino que defendia a equipe do Colégio Pão dos Pobres, de Porto Alegre. Após ver uma série de jogos difíceis decididos pelo talento de Milton, colegas e professores o apelidaram Salvador, nome que o acompanhou por toda a brilhante carreira nos gramados. 
O primeiro clube de Salvador foi o Força e Luz, de Porto Alegre. O destaque do meio-campista foi imediato e ele logo chamou a atenção do Inter, que o levou em 1951. A equipe colorada estava sendo reestruturada, vindo de uma década vitoriosa, marcada pela formação do famoso “Rolo Compressor”, de Tesourinha e Carlitos. 
O torcedor não lamentou por muito tempo o fim daquela geração. Logo, grandes jogadores como Larry, Bodinho e o próprio Salvador se juntaram para formar a equipe que seria apelidada de “Rolinho”, sob o comando do lendário treinador Teté. Quando Salvador chegou, o Inter era o atual campeão gaúcho e acabou conquistando, com a presença do meio-campista, mais três títulos consecutivos, fechando o tetracampeonato entre 1950 e 1953. 
Em 1954, Salvador participou de um dos Gre-Nais inesquecíveis da história, em partida válida pelo torneio de inauguração do Estádio Olímpico. A equipe colorada massacrou o rival, aplicando uma goleada de 6 a 2. “Junto com o Larry e o Bodinho, o Salvador acabou com aquele jogo”, lembra o ex-companheiro Milton Vergara. 
A história de Salvador com a camisa colorada se encerrou no ano seguinte, com mais um título gaúcho. A saída foi motivada por um amistoso disputado entre Inter e Peñarol, no qual o jogador demonstrou sua conhecida visão de jogo e elegância nos passes e arrancadas. Quando o lendário Obdulio Varela deixou o clube uruguaio, os dirigentes não tiveram dúvidas de quem buscar para fazer a substituição. 
Alguns anos depois da ida de Salvador para o Peñarol, o Inter visitou Montevidéu para mais um amistoso contra os uruguaios. Os amigos Salvador e Milton Vergara então combinaram de se encontrar e passear pela cidade. “A gente não conseguia dar dois passos sem alguém parar ele e pedir autógrafos. Ele tinha muita moral por lá”, lembra o ex-goleiro colorado. 
Salvador ainda foi ídolo do River Plate, da Argentina, antes de encerrar a carreira. Sua importância na história do Internacional pode ser verificada pelas palavras de Milton Vergara, que afirma: “muitos jogadores de grande qualidade jogaram no Inter nessa posição, como o Falcão, por exemplo. Mas igual ao Salvador, não teve nenhum”.